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Eleições 2026 na Paraíba: seis cargos e duas vagas ao Senado em disputa

Pela primeira vez o estado renova metade da bancada no Senado e chega ao pleito com um paraibano no comando da Câmara. Veja os cargos, o calendário do TSE e o que ainda depende do registro.

A semiesfera invertida do plenário da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional, ao entardecer, com palmeiras e prédios dos ministérios ao fundo.
O Congresso Nacional reúne as duas Casas do Legislativo (Senado, a cúpula, e Câmara dos Deputados, a semiesfera), cujas cadeiras a Paraíba renova em 2026. Rafa Neddermeyer / Agência Brasil
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Em 4 de outubro de 2026, o eleitor da Paraíba vota para seis cargos de uma só vez: presidente, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. São as eleições gerais, o pleito em que o mesmo dia decide o comando do país e do estado. Duas circunstâncias afastam este pleito dos anteriores na Paraíba: o estado renova duas cadeiras no Senado, e não uma, e figura pela primeira vez na presidência da Câmara dos Deputados. O que já é fato, com fonte oficial, e o que ainda depende das convenções e do registro de candidaturas está detalhado abaixo.

Quais cargos o paraibano escolhe em outubro?

No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, cada eleitor preenche seis escolhas: presidente da República, governador do estado, dois senadores, um deputado federal e um deputado estadual. O segundo turno, se houver, está previsto para 25 de outubro e só ocorre nas disputas majoritárias, presidência e governo, quando nenhum candidato supera 50% dos votos válidos. As datas constam do calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A mudança de fundo está no Senado. A Casa reúne 81 membros e se renova de forma alternada: em um pleito troca um terço das cadeiras; no seguinte, dois terços. Em 2026 cabe a fatia maior, 54 das 81 cadeiras renovadas em todo o país, e é por isso que a Paraíba, que elegeu um senador em 2022, escolhe dois agora (entenda a regra que leva a Paraíba a renovar duas vagas ao Senado). O eleitor precisa registrar dois nomes distintos para o Senado, sob pena de anular o voto.

O voto de 2026 em números
6 cargos por eleitor de presidente a deputado estadual
2 senadores a Paraíba renova duas cadeiras
8 anos mandato de senador o dobro dos demais cargos

Fonte: TSE / Constituição Federal

Cada senador é eleito para um mandato de oito anos, o dobro dos quatro anos previstos para governador, deputados e presidente. É essa duração maior que explica a renovação escalonada da Casa: a cada quatro anos alterna-se a troca de um terço e de dois terços das 81 cadeiras, e é essa alternância que leva a Paraíba a escolher dois nomes em 2026.

Quantos representantes a Paraíba envia a Brasília e à Assembleia?

Além dos cargos majoritários, o eleitor define a representação proporcional do estado. A Paraíba elege 12 deputados federais, que formam a bancada estadual na Câmara, e 36 deputados estaduais para a Assembleia Legislativa, em João Pessoa. Nesses dois casos não há segundo turno: as cadeiras são distribuídas pelo sistema proporcional, que considera os votos de cada partido e federação, e não apenas os candidatos mais votados individualmente.

A representação da Paraíba
Deputados estaduais 36
Deputados federais 12

Fonte: TSE / TRE-PB

O voto segue obrigatório para os eleitores de 18 a 70 anos e facultativo para quem tem 16 ou 17 anos, para os maiores de 70 e para os analfabetos. Podem participar apenas os inscritos no cadastro eleitoral até o fechamento do prazo, cada um com título de eleitor vinculado a um domicílio eleitoral na circunscrição em que vota. Em todo o país, o TSE informa que mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar em 2026. A votação ocorre em um único dia, das 8h às 17h no horário de Brasília, na urna eletrônica do local de votação da seção em que o cidadão está inscrito.

Quem já se movimenta para o governo da Paraíba?

A disputa pelo governo da Paraíba, com sede no Palácio da Redenção, em João Pessoa, segue em fase de pré-candidatura, mas o desenho já ganhou contorno. O noticiário político do estado, em julho de 2026, relaciona seis pré-candidatos ao governo, em ordem alfabética: Camilo Duarte, do Partido da Causa Operária (PCO); Cícero Lucena, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB); Efraim Filho, do Partido Liberal (PL); Lucas Ribeiro, do Progressistas (PP); Olímpio Rocha, do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL); e Yuri Ezequiel, da Unidade Popular (UP). Lucas Ribeiro é o atual governador: assumiu o Executivo como vice depois da renúncia de João Azevêdo e busca agora o mandato pela via das urnas.

Pré-candidatos ao governo da Paraíba (retrato de julho de 2026)
Pré-candidato Partido
Camilo Duarte PCO
Cícero Lucena MDB
Efraim Filho PL
Lucas Ribeiro PP
Olímpio Rocha PSOL
Yuri Ezequiel UP

Fonte: Pré-candidaturas noticiadas pela imprensa, jul. 2026, não oficial até o registro no TSE (15/8). Lista em ordem alfabética.

A ressalva é obrigatória: nenhum desses nomes está confirmado na urna. A condição de candidato só se firma quando a convenção partidária homologa a chapa e o registro é protocolado na Justiça Eleitoral, prazo que se encerra em 15 de agosto. A lista vale como retrato do momento, sem endosso de viabilidade eleitoral e sem antecipar quem constará da cédula.

Para o Senado, onde a Paraíba renova duas cadeiras, a mesma apuração aponta sete pré-candidatos, entre eles o ex-governador João Azevêdo, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que renunciou ao comando do Executivo para disputar a vaga. Em Campina Grande, o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) ainda articula apoios sem fechar posição, movimento que a imprensa local acompanha pelo peso da cidade na composição das chapas estaduais.

Placa marrom com os dizeres Tribunal Superior Eleitoral diante do edifício sede do TSE, em Brasília, sob céu azul.
Sede do TSE, em Brasília: o calendário eleitoral de 2026 é o mesmo para todos os estados. Marcelo Camargo / Agência Brasil

O que muda com um paraibano na presidência da Câmara?

O segundo fator que distingue esta eleição é institucional. Desde 1º de fevereiro de 2025, a Câmara dos Deputados é presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB), eleito em primeiro turno com 444 votos para o biênio 2025-2026. É a primeira vez que a Paraíba ocupa a presidência de uma das Casas do Congresso Nacional, e o mandato de Motta atravessa justamente o ano eleitoral. Para o eleitor de Campina Grande, é um dado de contexto: a articulação nacional conta, hoje, com um peso da Paraíba que não costuma existir. O custo de manter essa bancada federal em Brasília aparece nos gastos da cota parlamentar da Paraíba em 2026.

O calendário eleitoral já está correndo?

Boa parte do processo já começou. O período de convenções partidárias vai de 20 de julho a 5 de agosto, quando partidos e federações oficializam quem disputa cada cargo. O prazo final para o registro na Justiça Eleitoral é 15 de agosto, e a propaganda eleitoral, nas ruas e na internet, fica liberada a partir de 16 de agosto. A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, por sua vez, tem período próprio fixado pela Justiça Eleitoral, já dentro da reta final da campanha. Antes disso, a Justiça Eleitoral ainda analisa cada registro e pode indeferir candidaturas que não cumpram os requisitos legais, como a filiação partidária dentro do prazo, a quitação eleitoral e a prestação de contas de pleitos anteriores. Prazos, seções e locais de votação podem ser conferidos no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Calendário eleitoral de 2026 na Paraíba (TSE / TRE-PB)
  1. 20/7 a 5/8

    Convenções partidárias

    Partidos e federações oficializam quem disputa cada cargo.

  2. 15/8

    Prazo final de registro

    Candidaturas protocoladas na Justiça Eleitoral; só então há candidato oficial.

  3. 16/8

    Propaganda liberada

    Campanha nas ruas e na internet.

  4. 4/10

    1º turno, seis cargos

    Presidente, governador, dois senadores, deputado federal e estadual.

  5. 25/10

    2º turno, se houver

    Apenas governo e presidência, quando ninguém supera 50% dos votos válidos.

Até meados de agosto, portanto, quase tudo é movimento de bastidor e ainda pode mudar. O terreno firme, por ora, são os cargos, as regras e o calendário; quem estará na urna só se confirma quando o registro oficializar as candidaturas.

VerificadoInformação checada com fontes independentes: o TSE e o TRE-PB.

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