Selic hoje
A meta da taxa Selic está em 14,00% ao ano, definida pelo Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central. É a taxa básica de juros da economia, referência para crédito, financiamento e renda fixa. Dado de fonte primária, no Banco Central.
A trajetória da Selic
A meta não muda todo dia: ela fica parada entre as reuniões do Copom e salta de uma vez quando há decisão. Por isso o gráfico abaixo anda em degraus: cada degrau é uma reunião. Nos últimos doze meses a taxa caiu 1,00 ponto percentual.
O que é a taxa Selic
A Selic é a taxa básica de juros do Brasil. Toda a estrutura de juros da economia parte dela: quanto custa um empréstimo, um financiamento imobiliário, o rotativo do cartão, e quanto rende uma aplicação de renda fixa como o Tesouro Selic ou o CDB. É também o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação: subir a Selic esfria o consumo e segura os preços; baixá-la estimula a atividade. A meta é definida pelo Copom; a Selic efetiva é a média das operações diárias com títulos públicos, que fica muito próxima da meta.
Como a Selic afeta o seu dinheiro
- Crédito e financiamento: com a Selic mais alta, empréstimos, financiamentos e o crédito parcelado ficam mais caros; com ela mais baixa, o crédito barateia.
- Renda fixa: Tesouro Selic, CDBs e fundos DI acompanham a taxa. Selic alta significa renda fixa rendendo mais.
- Poupança: com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a Taxa Referencial; igual ou abaixo disso, rende 0,5% ao mês mais a TR.
- Inflação e consumo: a taxa é o freio ou o acelerador da economia, e por isso a decisão do Copom é acompanhada de perto.
Quem define a Selic e quando
A meta da Selic é decidida pelo Copom, que se reúne cerca de oito vezes por ano, a cada 45 dias aproximadamente. As datas são divulgadas com antecedência pelo Banco Central, e cada decisão é acompanhada de um comunicado que explica o cenário considerado. Para acompanhar as expectativas do mercado para a Selic, a inflação e o câmbio, veja também o painel econômico com Selic, IPCA e dólar.
A série 432 do Banco Central e a consulta pela API
O valor oficial da meta Selic vem da série 432 do Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central. É essa a fonte primária que este painel usa, atualizada a cada decisão do Copom. Quem precisa do dado bruto, para uma planilha, um site ou um sistema, pode consultar a série diretamente na API aberta do Banco Central, que devolve o último valor da meta em formato JSON, com a data de referência:
https://api.bcb.gov.br/dados/serie/bcdata.sgs.432/dados/ultimos/1?formato=json
A resposta traz o valor de 14,00% ao ano. Atenção a uma peculiaridade da série: ela é publicada dia a dia até 16/09/2026, a próxima reunião do Copom, então o último registro tem data futura. Quem quer saber quando a meta mudou precisa procurar a última variação de valor, em 06/08/2026, e não a última linha. A mesma lógica vale para outras séries do SGS, como a 13522 (IPCA em 12 meses) e a 10813 (dólar americano venda), que alimentam o painel econômico. É a forma mais segura de trabalhar com o número certo, sem depender de valores copiados de fontes secundárias.
O que a Selic muda em Campina Grande e na Paraíba
A taxa é nacional, mas o efeito é local. Em uma cidade como Campina Grande, polo de comércio e serviços do interior paraibano, a Selic define o custo do capital de giro do pequeno negócio, do financiamento de um imóvel ou de um veículo, e o rendimento da reserva de quem poupa. Uma Selic alta encarece o crédito para o comércio local; uma queda tende a aliviar o caixa de empresas e famílias na Paraíba.
Fonte: Banco Central do Brasil, Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS), série 432 (meta Selic definida pelo Copom). Meta em vigor desde 06/08/2026, publicada até 16/09/2026. Consulte a série oficial em bcb.gov.br.