A disputa pelo governo da Paraíba e por uma cadeira no Senado já soma 76 pesquisas eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral em 2026. O número não é estimativa de imprensa: vem do cadastro obrigatório que qualquer instituto precisa fazer antes de divulgar um levantamento de intenção de voto, e foi atualizado pelo TSE em 7 de setembro. É esse registro que permite a qualquer eleitor conferir quem está pesquisando a eleição estadual, com que instituto e com que tamanho de amostra, sem depender apenas do que cada manchete escolhe destacar.
O registro obrigatório nasceu da Lei das Eleições e cobre todos os cargos em disputa, não só o Planalto. Na Paraíba, a corrida de governador e a de senador aparecem quase sempre juntas no mesmo levantamento, porque os institutos costumam medir os dois cargos na mesma rodada de campo.
Fonte: TSE, Dados Abertos, Pesquisas Eleitorais 2026
Quem mais pesquisa a corrida estadual
Entre os institutos que atuam na Paraíba, o Instituto de Pesquisa Podium aparece à frente com folga: 27 registros, mais de um terço do total estadual. Na sequência vem o Instituto Seta de Pesquisa, com 18, e o Instituto Ranking Pesquisa, com 8. Fecham a lista o Índice Inteligência, com 6, e o Anova Instituto de Pesquisa, com 4. Juntos, esses cinco institutos respondem por 63 dos 76 registros da disputa estadual.
| Instituto | Registros | % do total |
|---|---|---|
| Instituto de Pesquisa Podium | 27 | 35,5% |
| Instituto Seta de Pesquisa | 18 | 23,7% |
| Instituto Ranking Pesquisa | 8 | 10,5% |
| Índice Inteligência | 6 | 7,9% |
| Anova Instituto de Pesquisa | 4 | 5,3% |
Fonte: TSE, Dados Abertos, Pesquisas Eleitorais 2026, registros de governador e senador na Paraíba até 07/09/2026
A concentração em poucos nomes é comum no mercado estadual de pesquisas: institutos regionais tendem a fechar contrato recorrente com o mesmo cliente ao longo do ano eleitoral, o que explica por que um único instituto pode responder por mais de um terço do registro de um estado inteiro.

O ritmo dos registros ao longo do ano
O volume de pesquisas na Paraíba não é constante: cresce à medida que a eleição se aproxima. Cada linha do registro traz o mês de início da coleta, o que permite ver a curva completa do ano. Em janeiro foram 5 pesquisas iniciadas, número que caiu para 3 em fevereiro e saltou para 12 em março. Depois de um recuo em abril (5), o ritmo voltou a subir em maio (9) e chegou a 12 em junho. Julho teve 8 novas pesquisas, e agosto foi o mês mais movimentado do ano até aqui, com 18 pesquisas iniciadas na Paraíba, sinal de que a disputa estadual entrou na reta de maior atenção dos institutos.
Setembro já soma 4 novas pesquisas em apenas uma semana, ritmo que, se mantido, deve superar o de agosto. Quanto mais perto do primeiro turno, maior a frequência de medição, porque é quando o resultado de cada pesquisa eleitoral mais pesa no debate público e na estratégia das campanhas.
Pesquisa própria e pesquisa com contratante
O registro do TSE também diz se a pesquisa tem um contratante externo declarado, como um partido, uma campanha ou um veículo de imprensa, ou se o próprio instituto assina como responsável, sem contratante informado. Na Paraíba, 56 das 76 pesquisas estaduais estão registradas como pesquisa própria, contra 20 com contratante declarado. A proporção mostra que a maior parte do mercado paraibano de pesquisas roda por iniciativa dos próprios institutos, e não sob encomenda direta de uma candidatura.
- Pesquisa própria, sem contratante 56
- Com contratante declarado 20
Isso não significa que a pesquisa própria seja mais ou menos confiável que a contratada. O plano amostral e a metodologia declarada valem para as duas categorias, e o TSE exige o mesmo nível de detalhamento em ambos os casos. A diferença está apenas em quem aparece como responsável formal por encomendar o levantamento perante a Justiça Eleitoral.
O que o registro nacional mostra
O recorte da Paraíba é uma fatia pequena de um cadastro nacional bem maior. No Brasil inteiro, o TSE já soma 2.161 pesquisas registradas em 2026 para os três cargos majoritários: 837 para presidente, 1.282 para governador e 1.247 para senador. O número de pesquisas presidenciais já registradas subiu de 679, em 24 de agosto, para 837 em uma semana e meia, reforçando que a corrida pelo Planalto segue como a mais medida do país, à frente até mesmo do conjunto de governos estaduais somados cargo a cargo. Quem quiser acompanhar as pesquisas presidenciais já divulgadas encontra o detalhamento por instituto na cobertura publicada em agosto.
O que o registro não mostra
O dado aberto do TSE é a espinha dorsal deste levantamento: diz quantas pesquisas existem, de quem, para qual cargo e com que tamanho de amostra. O que ele não traz são os percentuais de cada candidato, que ficam no relatório em PDF anexado por cada instituto ao próprio registro, consultado caso a caso no sistema da Justiça Eleitoral. Por isso este acompanhamento mostra o mercado de pesquisas na Paraíba, e não um número de intenção de voto que não poderíamos atribuir à fonte primária sem abrir cada anexo individualmente. A margem de erro de cada levantamento também não aparece neste resumo agregado: ela depende do tamanho da amostra de cada pesquisa específica, que no cadastro paraibano varia de pouco mais de cem a milhares de entrevistados, e por isso precisa ser lida pesquisa a pesquisa, nunca comparada em bloco.
As pesquisas mais recentes na Paraíba
As últimas cinco pesquisas estaduais registradas mostram o ritmo final da corrida, cada uma identificada por um protocolo de registro próprio perante a Justiça Eleitoral. A mais nova é da Verita, com coleta entre 6 e 11 de setembro, divulgação prevista para 11 de setembro e amostra de 1.220 entrevistados, sob o registro PB03515/2026. Antes dela, o Instituto Ranking Pesquisa protocolou uma pesquisa com 2 mil entrevistados, coletada entre 5 e 7 de setembro e com divulgação marcada para 10 de setembro (PB09037/2026). O Instituto Seta de Pesquisa registrou um levantamento de 700 entrevistados entre 3 e 4 de setembro (PB08028/2026), e a Anova Instituto de Pesquisa fez o mesmo com 2 mil entrevistados entre 3 e 5 de setembro (PB01471/2026). Fecha a lista a AtlasIntel, com pesquisa de 1.200 entrevistados coletada entre 28 de agosto e 2 de setembro (PB01118/2026). Para quem quer entender por que a Paraíba tem duas cadeiras do Senado nesta eleição, vale ver também a disputa pelo Senado paraibano e o perfil do eleitorado do estado, ambos alimentados pelo mesmo cadastro oficial do TSE.
Fonte oficialApurado no registro de pesquisas do TSE em Dados Abertos, contado por nós até 7 de setembro de 2026.
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