Em 4 de outubro de 2026, o eleitor brasileiro vai às urnas escolher cinco cargos ao mesmo tempo. É a eleição geral, que ocorre a cada quatro anos e renova, no mesmo dia, o comando do país e dos estados. Diferente das eleições municipais de 2024, quando se votou em prefeito e vereador, o pleito deste ano decide da Presidência da República à Assembleia Legislativa. As regras e as datas estão fixadas na Resolução nº 23.760/2026, do Tribunal Superior Eleitoral, que organiza cada etapa do calendário e vale para todo o território nacional, do maior ao menor município.
Pleito que renova, no mesmo dia, os cargos do Executivo e do Legislativo nos níveis federal e estadual: presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais. Ocorre a cada quatro anos, alternando com as eleições municipais.
Ao todo, estão em jogo a Presidência da República, os 27 governos estaduais, dois terços das cadeiras do Senado, os 513 deputados federais e os deputados das assembleias legislativas dos 26 estados e da Câmara Legislativa do Distrito Federal. É a maior consulta popular do calendário brasileiro, tanto pelo número de cargos quanto pelo peso das decisões que os eleitos vão tomar nos quatro anos seguintes. Do Palácio do Planalto às assembleias estaduais, praticamente toda a arquitetura de poder do país passa pelo teste das urnas no mesmo domingo.
| Cargo | Vagas | Observação |
|---|---|---|
| Presidente e vice | 1 | Cargo nacional |
| Governador e vice | 27 | 26 estados e o DF |
| Senador | 54 | Renovação de dois terços |
| Deputado federal | 513 | Sistema proporcional |
| Deputado estadual | 1.035 | Assembleias dos estados |
| Deputado distrital | 24 | Câmara Legislativa do DF |
Fonte: TSE, Resolução nº 23.760/2026, e Câmara dos Deputados
Cada cargo tem uma regra própria de eleição. Presidente e governadores são eleitos por maioria, com segundo turno se ninguém passar de metade dos votos válidos no primeiro. Já senadores e deputados seguem sistemas diferentes: o Senado é majoritário, e o eleitor escolhe diretamente o nome mais votado, enquanto a Câmara e as assembleias são proporcionais, o que significa que o desempenho de cada partido, e não só o do candidato, define quantas cadeiras a legenda leva. É por isso que um candidato muito votado pode não se eleger, se o seu partido tiver desempenho fraco no conjunto, e outro menos votado pode entrar pela força da legenda. Entender essa diferença é o primeiro passo para ler o resultado da urna sem surpresa.
O calendário oficial do TSE
A disputa tem etapas com datas rígidas. O período de convenções partidárias, em que os partidos oficializam candidaturas e coligações, vai de 20 de julho a 5 de agosto. O prazo final para registrar candidaturas na Justiça Eleitoral é 15 de agosto, e a propaganda eleitoral, inclusive na internet, só está liberada a partir de 16 de agosto. O horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão começa em 28 de agosto. Antes dessas datas, atos de campanha antecipada podem ser questionados na Justiça Eleitoral, que fiscaliza tanto a propaganda quanto o financiamento das campanhas ao longo de todo o período.
- 20 jul a 5 ago
Convenções partidárias
Partidos e federações escolhem oficialmente candidatos e coligações.
- 15 ago
Registro de candidaturas
Prazo final para registrar candidaturas na Justiça Eleitoral.
- 16 ago
Início da propaganda
Campanha liberada nas ruas e na internet.
- 4 out
1º turno
Votação para todos os cargos.
- 25 out
2º turno
Para presidente e governadores, onde ninguém passou de 50% dos votos válidos.
Só depois do registro das candidaturas, em meados de agosto, o quadro de nomes se consolida. Antes disso, qualquer lista de candidatos é provisória, e é por isso que números de intenção de voto só ganham peso quando atribuídos a um instituto e a um cenário definido. O acompanhamento das pesquisas registradas no TSE, com instituto, data e número de registro, é a forma segura de seguir a corrida sem confundir estimativa com resultado. Toda pesquisa divulgada precisa estar registrada na Justiça Eleitoral, com metodologia e número de entrevistas informados, o que permite ao leitor separar o levantamento sério do boato que circula sem origem.
O que muda para a Paraíba
O peso nacional da eleição não apaga o que está em jogo no estado. A Paraíba disputa o governo do estado, duas vagas de senador, 12 deputados federais e 36 deputados estaduais. As duas cadeiras de senador se abrem porque a renovação de dois terços do Senado alcança, neste ciclo, dois dos três representantes paraibanos. É uma eleição que pode redesenhar toda a representação do estado, tanto em Brasília quanto na Assembleia, e definir com quem a Paraíba contará nas decisões que afetam desde repasses federais até políticas estaduais de saúde e educação.

Para o eleitor paraibano, a leitura mais útil é conjunta: o voto para presidente e o voto para governador definem os dois comandos que mais afetam serviços públicos, enquanto os votos para o Legislativo definem quem vai representar o estado nas decisões nacionais e estaduais. A cobertura detalhada de cada frente ajuda a situar essa escolha, como a bancada federal da Paraíba e a Assembleia Legislativa do estado, que serão renovadas na mesma data. Somados, esses votos formam o desenho de poder que vai governar o estado e o país até 2030.
Fonte: TSE, Eleições 2026
O que acontece agora
Com o prazo de registro se encerrando em meados de agosto, a fase seguinte é a da campanha oficial, com propaganda liberada e horário eleitoral gratuito. A partir daí, o eleitor passa a receber as propostas de forma organizada, e a Justiça Eleitoral intensifica a fiscalização de propaganda e de financiamento. É também nessa fase que ganham força os debates, as sabatinas e a checagem de informações, ferramentas que ajudam o eleitor a comparar candidatos com base no que cada um propõe, e não apenas na exposição de campanha. O resultado definitivo só virá com a apuração, mas o quadro institucional já está posto: cinco cargos, um calendário fixo e a mesma data para todo o país. Acompanhar cada etapa a partir da fonte oficial é o que separa a informação verificável do ruído que cresce em ano eleitoral, e é o compromisso que orienta esta cobertura até a apuração do último voto.
Fonte oficialDados apurados no TSE e na Câmara dos Deputados.
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