A Paraíba é representada por 12 deputados federais na Câmara dos Deputados na atual legislatura, segundo os Dados Abertos mantidos pela própria Casa. É por essa bancada que passam os votos do estado nas decisões nacionais, da votação do Orçamento às reformas e às medidas provisórias, e é ela que costura o acesso da Paraíba a recursos federais por meio de emendas parlamentares.
Conjunto dos deputados federais eleitos por um mesmo estado. A Câmara tem 513 cadeiras, distribuídas entre as 27 unidades da federação conforme a população de cada uma; a Paraíba elege 12.
O dado ganha peso porque um paraibano ocupa a principal cadeira da Casa. Hugo Motta, do Republicanos, preside a Câmara dos Deputados no biênio 2025-2026, cargo que assumiu em 1º de fevereiro de 2025. A presidência da Câmara comanda a pauta de votações, decide sobre a tramitação de propostas e está na linha de sucessão da Presidência da República, o que dá ao estado um protagonismo institucional acima do seu tamanho na bancada.
Fonte: Câmara dos Deputados / Dados Abertos, 2026
Oito partidos em doze cadeiras
A composição partidária da bancada revela a fragmentação típica do sistema brasileiro. Entre os 12 deputados, o Republicanos é a maior legenda, com 3 nomes, seguido de PSD e Podemos, com 2 cada. PP, PL, União Brasil, PCdoB e PT completam o quadro com um deputado cada, num total de oito partidos. Nenhuma legenda isolada chega perto de metade da bancada, o que obriga o estado a articular em bloco quando um tema é de interesse comum.
- Republicanos 3 cadeiras
- PSD 2 cadeiras
- Podemos 2 cadeiras
- PP, PL, União, PCdoB, PT 5 cadeiras
A pluralidade partidária não é um detalhe: ela define como o estado negocia. Em votações de interesse nacional, cada deputado segue a orientação da sua legenda, e a bancada só age de forma unificada quando há um tema regional que atravessa as siglas. Essa lógica ajuda a explicar por que a atuação de uma bancada estadual raramente aparece como um bloco fechado no noticiário, mesmo quando o estado tem pautas em comum.
Quem são os 12
A lista completa da representação paraibana, com o partido de cada deputado, é pública e atualizada pela Câmara. O acompanhamento nominal é a forma mais direta de o eleitor verificar quem o representa em Brasília e como cada nome se posiciona nas votações registradas no painel da Casa.
| Deputado | Partido |
|---|---|
| Hugo Motta | Republicanos |
| Raniery Paulino | Republicanos |
| Valdir Trindade | Republicanos |
| Mersinho Lucena | PSD |
| Wellington Roberto | PSD |
| Leonardo Gadelha | Podemos |
| Ruy Carneiro | Podemos |
| Aguinaldo Ribeiro | PP |
| Cabo Gilberto Silva | PL |
| Damião Feliciano | União Brasil |
| Gervásio Maia | PCdoB |
| Luiz Couto | PT |
Fonte: Câmara dos Deputados / Dados Abertos, 2026
Entre os 12, nove estão registrados como titulares em exercício e três como suplentes que assumiram a cadeira ao longo da legislatura, movimento comum quando titulares deixam o mandato para ocupar cargos no Executivo ou por outras razões. A lista é dinâmica, mas a proporção partidária tende a se manter estável até a próxima eleição.

O que a bancada faz pelo estado
Além de votar as matérias nacionais, é pela bancada que a Paraíba disputa fatia do Orçamento da União. Cada deputado dispõe de emendas parlamentares, instrumento pelo qual o parlamentar direciona recursos federais para obras e serviços, muitas vezes em municípios do próprio estado. Os valores autorizados, empenhados e pagos por cada parlamentar são acompanhados nos portais oficiais de transparência e no Orçamento da União, e variam ano a ano conforme a execução.
A leitura conjunta desses instrumentos, o voto nas pautas nacionais e a destinação de emendas, é o que permite avaliar o peso real de uma bancada, para além do número de cadeiras. O acompanhamento nominal, votação a votação, é a base de qualquer análise sobre a atuação dos representantes paraibanos, e se conecta a outras frentes do noticiário político, como o calendário das eleições de 2026 na Paraíba e a atividade da Câmara Municipal de Campina Grande.
O que 2026 coloca em jogo
Todas as 12 cadeiras de deputado federal da Paraíba estarão em disputa no 1º turno de 4 de outubro de 2026, junto com o governo do estado, duas vagas de senador e as 36 cadeiras da Assembleia Legislativa. A eleição pode manter ou redesenhar a composição partidária da bancada, e definirá com quem o estado contará na Câmara na próxima legislatura. Os números oficiais de candidaturas só se consolidam após o registro na Justiça Eleitoral, cujo prazo final é 15 de agosto de 2026.
A depender do resultado, a Paraíba pode reeleger parte de seus atuais representantes, renovar nomes ou alterar o equilíbrio entre as legendas. Historicamente, bancadas estaduais têm alta taxa de renovação parcial, com um núcleo de nomes que se mantém e uma margem que muda a cada pleito. O peso institucional conquistado com a presidência da Câmara, porém, está atrelado ao mandato de Hugo Motta e ao arranjo da atual legislatura, não à bancada como instituição permanente. Até lá, o retrato disponível é o da bancada atual: 12 deputados, oito partidos e a presidência da Câmara nas mãos de um paraibano, um arranjo que dá ao estado uma posição de destaque no Congresso enquanto a disputa eleitoral não redefine o mapa, e cujo acompanhamento contínuo, nome a nome e voto a voto, segue sendo a forma mais concreta de medir o que a Paraíba efetivamente decide em Brasília.
Fonte oficialDados apurados nos Dados Abertos e nos portais oficiais da Câmara dos Deputados.
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