Campina Grande alcançou 68,76 pontos no Índice de Progresso Social (IPS) 2026 e ficou em 1º lugar na Paraíba, segundo dados divulgados em 20 de maio de 2026. A nota colocou a cidade à frente da média do estado (62,39) e também da média nacional (63,40), uma diferença de mais de cinco pontos em relação ao conjunto do país.
Medida que avalia o desenvolvimento de um território pelos resultados sociais e ambientais que chegam ao cidadão, e não pela renda. Reúne 57 indicadores organizados em três dimensões.
O resultado ganha peso pelo tipo de medida que o índice representa. Diferente de indicadores baseados em renda, o Índice de Progresso Social (IPS) avalia o quanto a vida das pessoas melhora de fato, a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. É um retrato que mira o resultado das políticas públicas na ponta, e não apenas o volume de recursos que circula na economia local. Medido numa escala de 0 a 100, o índice traduz a qualidade de vida que de fato chega à população, quanto mais alta a nota, melhores as condições oferecidas pelo território.
Fonte: IPS Brasil / Prefeitura de Campina Grande, mai. 2026
Um índice que não olha para a renda
O Índice de Progresso Social (IPS) nasceu como uma resposta às limitações de medir o desenvolvimento apenas pela riqueza produzida. Duas cidades podem ter o mesmo Produto Interno Bruto (PIB) por habitante e ofertar condições de vida muito diferentes, a depender de como esses recursos se convertem em saúde, educação, saneamento e segurança. O IPS foi desenhado justamente para capturar essa diferença: ele ignora a renda e mede diretamente os resultados que chegam ao cidadão, o que permite comparar territórios pelo bem-estar efetivo, e não pela capacidade de gastar.
Por medir resultado, e não esforço ou orçamento, o índice funciona como um espelho mais honesto da experiência cotidiana de quem vive na cidade. A lógica é simples de entender: não basta arrecadar ou investir, é preciso que o gasto vire água tratada na torneira, vaga na escola, atendimento no posto de saúde e rua segura. Territórios ricos podem ir mal no IPS quando falham em transformar recursos em serviço, e municípios de orçamento modesto podem se destacar quando acertam essa conversão. Liderar esse tipo de ranking na Paraíba significa que, entre os 223 municípios do estado, é em Campina Grande que o conjunto desses 57 indicadores aponta a melhor combinação de acesso a serviços e oportunidades, um resultado que dialoga com outros avanços recentes da cidade, como o salto da rede municipal no Ideb.
Campina Grande no mapa da Paraíba
Distribuído pelos 223 municípios da Paraíba, o IPS 2026 põe a posição de Campina Grande em evidência: a cidade tem a maior nota do estado (68,76), seguida por João Pessoa (67,73) e Condado (66,79). No outro extremo, a menor nota do estado é a de Cruz do Espírito Santo (51,72), o que revela a distância que separa os municípios paraibanos em qualidade de vida. No recorte regional, a Paraíba manteve a 1ª colocação no Nordeste. O mapa pinta cada município pela sua pontuação, do tom mais claro (menor IPS) ao mais escuro (maior), com Campina Grande destacada.
IPS 2026 por município da Paraíba
ptsVer dados (223 municípios)
| Município | IPS 2026 por município da Paraíba (pts) |
|---|---|
| Campina Grande | 68,8 |
| João Pessoa | 67,7 |
| Condado | 66,8 |
| Marizópolis | 66,6 |
| Pirpirituba | 66,0 |
| Cabedelo | 65,7 |
| Carrapateira | 65,5 |
| Várzea | 65,5 |
| São Mamede | 65,3 |
| Gurjão | 65,2 |
| Patos | 65,0 |
| Joca Claudino | 65,0 |
| Sousa | 64,5 |
| São José do Sabugi | 64,5 |
| Belém | 64,4 |
| Emas | 64,2 |
| Poço de José de Moura | 64,0 |
| Serra Grande | 63,9 |
| Passagem | 63,8 |
| Prata | 63,7 |
| Santa Luzia | 63,7 |
| Triunfo | 63,4 |
| Pombal | 63,4 |
| Junco do Seridó | 63,3 |
| Areial | 63,3 |
| Cajazeiras | 63,2 |
| Guarabira | 63,2 |
| Soledade | 63,1 |
| Serra da Raiz | 63,1 |
| Vista Serrana | 63,1 |
| São José dos Cordeiros | 63,1 |
| Riachão | 63,0 |
| Sertãozinho | 63,0 |
| Santa Helena | 62,9 |
| Mato Grosso | 62,9 |
| Serraria | 62,6 |
| Frei Martinho | 62,6 |
| São Bentinho | 62,5 |
| Cabaceiras | 62,4 |
| Curral Velho | 62,4 |
| Duas Estradas | 62,3 |
| Logradouro | 62,2 |
| Quixaba | 62,1 |
| Borborema | 62,1 |
| Mari | 62,0 |
| Amparo | 62,0 |
| Nazarezinho | 61,9 |
| Olho d'Água | 61,9 |
| Queimadas | 61,7 |
| São José do Brejo do Cruz | 61,6 |
| Remígio | 61,5 |
| Santana dos Garrotes | 61,5 |
| São Sebastião do Umbuzeiro | 61,5 |
| Juazeirinho | 61,4 |
| Olivedos | 61,3 |
| Pedra Branca | 61,3 |
| Cuitegi | 61,3 |
| São Domingos | 61,3 |
| Bonito de Santa Fé | 61,3 |
| Caiçara | 61,2 |
| Coxixola | 61,2 |
| Araruna | 61,1 |
| Poço Dantas | 61,1 |
| Malta | 61,1 |
| Caraúbas | 61,1 |
| Princesa Isabel | 61,0 |
| Sumé | 60,9 |
| Igaracy | 60,9 |
| Santa Cruz | 60,9 |
| Vieirópolis | 60,9 |
| Serra Branca | 60,9 |
| Ibiara | 60,8 |
| Mãe d'Água | 60,8 |
| Parari | 60,8 |
| Brejo do Cruz | 60,8 |
| Bayeux | 60,8 |
| Montadas | 60,7 |
| Itapororoca | 60,6 |
| Pedra Lavrada | 60,6 |
| São Bento | 60,5 |
| São Domingos do Cariri | 60,4 |
| Cacimba de Areia | 60,4 |
| Boa Ventura | 60,4 |
| Mataraca | 60,4 |
| Nova Palmeira | 60,3 |
| Uiraúna | 60,3 |
| Monte Horebe | 60,3 |
| São Sebastião de Lagoa de Roça | 60,2 |
| Piancó | 60,2 |
| Boa Vista | 60,2 |
| Ingá | 60,2 |
| São José da Lagoa Tapada | 60,1 |
| Zabelê | 60,1 |
| Lagoa Seca | 60,1 |
| Coremas | 60,1 |
| Pocinhos | 60,1 |
| São José de Piranhas | 60,0 |
| Paulista | 59,9 |
| São José de Espinharas | 59,9 |
| Monteiro | 59,9 |
| Diamante | 59,8 |
| Sapé | 59,8 |
| Cacimba de Dentro | 59,8 |
| Juarez Távora | 59,8 |
| Conceição | 59,7 |
| Bom Sucesso | 59,7 |
| Tavares | 59,7 |
| São José do Bonfim | 59,6 |
| Pedro Régis | 59,6 |
| Araçagi | 59,6 |
| Catolé do Rocha | 59,6 |
| Damião | 59,5 |
| Alhandra | 59,3 |
| Boqueirão | 59,3 |
| Itaporanga | 59,3 |
| Cubati | 59,2 |
| Baraúna | 59,2 |
| Assunção | 59,2 |
| São José de Caiana | 59,1 |
| Lastro | 59,1 |
| Santa Teresinha | 59,1 |
| Brejo dos Santos | 59,0 |
| Tenório | 59,0 |
| Lagoa | 59,0 |
| São José de Princesa | 58,9 |
| Puxinanã | 58,9 |
| Aparecida | 58,8 |
| Desterro | 58,8 |
| Caturité | 58,8 |
| Nova Olinda | 58,7 |
| Bernardino Batista | 58,7 |
| Riachão do Poço | 58,7 |
| Riacho dos Cavalos | 58,7 |
| Pilar | 58,7 |
| Serra Redonda | 58,6 |
| Pilõezinhos | 58,6 |
| Curral de Cima | 58,6 |
| Massaranduba | 58,6 |
| Alagoa Grande | 58,5 |
| Teixeira | 58,5 |
| Água Branca | 58,5 |
| Areia | 58,4 |
| Riachão do Bacamarte | 58,4 |
| Barra de Santa Rosa | 58,4 |
| Maturéia | 58,4 |
| Barra de São Miguel | 58,3 |
| Juru | 58,2 |
| Rio Tinto | 58,2 |
| Imaculada | 58,1 |
| Casserengue | 58,1 |
| Solânea | 58,1 |
| Bananeiras | 58,1 |
| Livramento | 58,1 |
| São João do Rio do Peixe | 58,1 |
| Catingueira | 58,0 |
| Esperança | 58,0 |
| Santana de Mangueira | 58,0 |
| São João do Cariri | 58,0 |
| Umbuzeiro | 57,9 |
| Alagoinha | 57,9 |
| Camalaú | 57,8 |
| Belém do Brejo do Cruz | 57,8 |
| Salgadinho | 57,8 |
| Itatuba | 57,7 |
| Cuité | 57,6 |
| Bom Jesus | 57,6 |
| Jericó | 57,5 |
| Riacho de Santo Antônio | 57,5 |
| Conde | 57,4 |
| Mamanguape | 57,4 |
| Picuí | 57,4 |
| Salgado de São Félix | 57,4 |
| Pilões | 57,4 |
| Caldas Brandão | 57,4 |
| Lucena | 57,3 |
| Sossêgo | 57,3 |
| Sobrado | 57,2 |
| Santa Rita | 57,2 |
| Areia de Baraúnas | 57,1 |
| Mogeiro | 57,0 |
| Ouro Velho | 57,0 |
| Itabaiana | 57,0 |
| Taperoá | 57,0 |
| Arara | 56,9 |
| Capim | 56,9 |
| São Francisco | 56,8 |
| Santa Inês | 56,8 |
| Lagoa de Dentro | 56,8 |
| Matinhas | 56,8 |
| Gado Bravo | 56,6 |
| Gurinhém | 56,6 |
| Santo André | 56,5 |
| Cachoeira dos Índios | 56,5 |
| Aguiar | 56,3 |
| Alagoa Nova | 56,3 |
| Manaíra | 56,2 |
| Cuité de Mamanguape | 56,1 |
| Congo | 56,0 |
| São Miguel de Taipu | 55,9 |
| São Vicente do Seridó | 55,9 |
| Cajazeirinhas | 55,7 |
| Algodão de Jandaíra | 55,6 |
| Fagundes | 55,5 |
| Jacaraú | 55,5 |
| Caaporã | 55,3 |
| Natuba | 55,0 |
| São José dos Ramos | 55,0 |
| Pedras de Fogo | 54,9 |
| Santa Cecília | 54,7 |
| Baía da Traição | 54,7 |
| Cacimbas | 54,6 |
| Barra de Santana | 54,4 |
| Mulungu | 54,3 |
| Aroeiras | 54,2 |
| Juripiranga | 54,1 |
| Nova Floresta | 54,1 |
| Pitimbu | 54,0 |
| São João do Tigre | 54,0 |
| Tacima | 53,7 |
| Alcantil | 53,4 |
| Dona Inês | 52,8 |
| Marcação | 51,9 |
| Cruz do Espírito Santo | 51,7 |
Fonte: Plataforma IPS Brasil (Imazon), edição 2026
As três dimensões por trás da nota
A pontuação final do Índice de Progresso Social (IPS) resulta da combinação de três grandes dimensões, cada uma reunindo um grupo de indicadores. A primeira, Necessidades Humanas Básicas, trata do que é essencial para a sobrevivência e a dignidade, como nutrição, cuidados médicos, água, saneamento, moradia e segurança pessoal. A segunda, Fundamentos do Bem-Estar, mede se as pessoas têm as bases para melhorar de vida, entre elas o acesso ao conhecimento básico, à informação, à saúde e a um ambiente preservado. A terceira, Oportunidades, avalia o quanto o território garante direitos, liberdade de escolha, inclusão e acesso à educação superior. A separação em três blocos tem uma lógica de escada: primeiro é preciso garantir o básico para viver, depois as bases para prosperar e, no topo, as portas abertas para cada um construir o próprio caminho. Uma cidade só alcança nota alta quando avança nos três degraus ao mesmo tempo, o que torna o índice sensível a desigualdades internas que uma média simples costuma esconder.
| Dimensão | O que mede |
|---|---|
| Necessidades Humanas Básicas | Nutrição, saúde, água, saneamento, moradia e segurança pessoal |
| Fundamentos do Bem-Estar | Acesso ao conhecimento básico, à informação, à saúde e à qualidade ambiental |
| Oportunidades | Direitos, liberdade de escolha, inclusão e acesso ao ensino superior |
Fonte: IPS Brasil.
O que o resultado indica
Encabeçar o ranking estadual é um sinal de que as diferentes frentes de política pública da cidade vêm produzindo efeito combinado, já que o índice só sobe quando saúde, educação, infraestrutura e segurança avançam de forma articulada. Um município pode ter bons números isolados em uma área e ainda assim ficar para trás no IPS se falhar em outras, porque a nota final penaliza o desequilíbrio. Estar em primeiro na Paraíba sugere, portanto, consistência entre áreas, e não um desempenho pontual. Esse retrato conversa com iniciativas acompanhadas ao longo do ano, como a ampliação da oferta de cursos gratuitos de tecnologia, ligada à dimensão de oportunidades, e o reforço de estrutura em áreas como a segurança municipal.

Para a secretária responsável pela área, Tâmela Fama, o resultado é lido pela gestão como um reconhecimento do rumo das políticas adotadas, na avaliação apresentada durante a divulgação dos dados. A leitura reforça o uso do índice como ferramenta de gestão, e não apenas como troféu, já que o detalhamento por indicador ajuda a identificar onde a cidade avança e onde ainda precisa melhorar.
Como a cidade se sai em cada dimensão
O balanço divulgado pela Prefeitura não abriu as notas por dimensão, mas o scorecard oficial do IPS Brasil detalha cada uma. Nas três frentes que compõem o índice, Campina Grande fica acima da média nacional: 80,47 em Necessidades Humanas Básicas, 68,97 em Fundamentos do Bem-Estar e 56,84 em Oportunidades, contra 74,58, 68,81 e 46,82 do Brasil.
- Campina Grande
- Brasil (média)
A maior vantagem aparece em Oportunidades, a dimensão de menor nota absoluta da cidade e, ao mesmo tempo, sua melhor colocação nacional: o 27º lugar entre os 5.570 municípios, num quesito em que o país inteiro pontua baixo. O ponto mais forte em valor é Necessidades Humanas Básicas, com 80,47. O que o índice ainda não permite acompanhar é a trajetória ano a ano da cidade: o próprio instituto ressalva que, por mudanças de metodologia, as edições de 2024, 2025 e 2026 não são diretamente comparáveis.
VerificadoChecado com a Prefeitura de Campina Grande e com a plataforma IPS Brasil.
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