A Guarda Civil Municipal de Campina Grande recebeu um lote de equipamentos em cerimônia realizada na manhã de 17 de março de 2026, nas dependências da própria corporação. O ato reuniu integrantes da guarda, autoridades municipais e representantes parlamentares, e serviu de vitrine para o anúncio de duas mudanças estruturais na área de segurança da cidade: um novo concurso público e a transformação da corporação em secretaria.
Entre os itens entregues estavam 4 motos, 10 dispositivos elétricos incapacitantes dos modelos Spark Z 2.0 e Taser X2, equipamentos de proteção individual e itens de informática, como computadores, notebooks e projetores. O conjunto combina mobilidade, tecnologia de contenção menos letal e infraestrutura administrativa, três frentes que costumam definir a capacidade operacional de uma guarda municipal.
Fonte: Prefeitura de Campina Grande, mar. 2026
Equipamentos que ampliam a atuação
As motos ampliam o alcance do patrulhamento em vias estreitas e em áreas de grande circulação, onde a viatura de quatro rodas tem menos agilidade. O coordenador da corporação, Roberto Alcântara, indicou que a frota deve seguir crescendo. “Hoje estou recebendo uma parte das motos. Já que em breve a GCM vai receber outras”, afirmou, ao sinalizar que a entrega faz parte de um plano maior, e não de uma ação isolada.
Os dispositivos elétricos incapacitantes representam a incorporação de tecnologia de menor letalidade ao trabalho da guarda. São armas não letais que emitem pulsos elétricos de alta tensão e baixa amperagem e provocam contrações musculares involuntárias, o que permite conter uma pessoa sem arma de fogo. Segundo a Prefeitura, os modelos Spark Z 2.0 e Taser X2 têm alcance de 6 a 8 metros, mira laser e registro de dados de uso. Durante a solenidade, o guarda civil Rosiberto Moura fez uma demonstração do uso da arma não letal ao prefeito e aos participantes. Já os equipamentos de proteção individual e os itens de informática atuam sobre outras duas necessidades: a segurança do próprio agente em campo e a estrutura de registro, planejamento e formação dentro da corporação. Computadores, notebooks e projetores sustentam desde o controle das ocorrências até os cursos internos, e costumam ser o elo menos visível, mas decisivo, para transformar a atuação de rua em dado e em capacitação.

Para o coordenador, o objetivo final da renovação é a percepção de segurança pela população. “Queremos que a população se sinta de fato bem servida”, declarou Roberto Alcântara, ao associar o investimento em material à qualidade do atendimento prestado nas ruas.
- 17 mar. 2026
Entrega de equipamentos
Motos, dispositivos incapacitantes, EPIs e informática são entregues à Guarda Civil Municipal.
- Abril de 2026
Novo concurso público
A gestão anuncia edital para ampliar o efetivo da corporação.
- Em tramitação
Secretaria de Segurança
Projeto de lei enviado à Câmara eleva a guarda à condição de Secretaria de Segurança e Organização da Cidade.
Efetivo, concurso e nova secretaria
O anúncio de maior alcance foi o de ampliação da estrutura. O prefeito Bruno Cunha Lima afirmou que a corporação passou por um crescimento expressivo de pessoal na comparação com a gestão anterior, de Romero Rodrigues, quando, segundo ele, o efetivo não chegava a 50 pessoas. “Lançamos 50 vagas em edital, convocamos os 70 habilitados para o curso de formação. Praticamente triplicamos o efetivo”, disse o prefeito, ao detalhar o concurso público que sustenta a comparação. A esse histórico soma-se o anúncio de um novo concurso, com edital previsto para abril, que abre caminho para novas contratações e dialoga com o calendário de concursos abertos na Paraíba.
A segunda mudança estrutural é institucional. A Prefeitura anunciou a elevação da Guarda Civil à condição de Secretaria de Segurança e Organização da Cidade, por meio de um novo projeto de lei enviado ao Legislativo, o que passa pela apreciação da Câmara Municipal. Na prática, a criação de uma pasta específica muda o patamar administrativo da corporação, com orçamento e comando próprios, algo distinto de manter a guarda vinculada a uma secretaria mais ampla. O desenho também aproxima a estrutura municipal do modelo adotado por cidades que passaram a tratar a guarda como órgão central da política local de segurança, responsável por trânsito, ordenamento urbano e apoio às demais forças. Como toda criação de secretaria depende de aprovação legislativa, o alcance efetivo da mudança ficará condicionado ao texto final que a Câmara vier a aprovar.

O prefeito relacionou o investimento em segurança a indicadores mais amplos da cidade. “Quando Campina Grande aparece por dois anos consecutivos como a cidade com melhor qualidade de vida, não é em vão”, declarou, ao situar a pauta de segurança dentro de um conjunto de políticas municipais. O ato contou ainda com a presença do vice-presidente da Câmara, vereador Luciano Breno, e de Ana Cláudia Vital do Rêgo, que representou o senador Veneziano Vital do Rêgo. “Parabéns prefeito Bruno e parabéns aos homens e mulheres integrantes desta Guarda”, disse a representante durante a solenidade.
O que ainda não foi detalhado
O balanço divulgado pela Prefeitura não informou o valor total investido na compra dos equipamentos, nem o número exato do efetivo atual da corporação após o crescimento citado pelo prefeito. Também não trouxe o quantitativo de vagas do concurso anunciado para abril, nem o cronograma de tramitação do projeto de lei que cria a secretaria na Câmara. Esses pontos poderão ser acompanhados na publicação do edital e na apreciação da proposta pelo Legislativo, quando o desenho final da nova estrutura de segurança da cidade ficará mais claro. O acompanhamento dessas etapas é o que permite separar o anúncio da entrega efetiva, tanto no reforço de pessoal quanto na consolidação da nova pasta, e medir se a renovação de material se traduz em presença maior nas ruas. Até que o edital seja publicado e o projeto seja votado, o retrato disponível é o da cerimônia: material novo entregue e duas promessas de mudança de estrutura ainda por cumprir. O trabalho cotidiano da corporação, esse, segue registrado em episódios como a operação de fiscalização no centro, que ajudam a dimensionar o alcance real da guarda no dia a dia da cidade e a comparar o discurso da renovação com o serviço efetivamente prestado à população.
Fonte oficialInformação apurada em fonte oficial: a Prefeitura de Campina Grande.
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