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Saúde

Campina Grande tem 977 estabelecimentos de saúde e 2.211 leitos, diz o CNES

O cadastro oficial do Ministério da Saúde aponta 977 estabelecimentos de saúde em Campina Grande, 2.211 leitos de internação e mais de 5 mil registros de médicos, na competência de julho de 2026.

Fachada da Policlínica Bela Vista, unidade de saúde pública em Campina Grande
A Policlínica Bela Vista, em Campina Grande; a cidade concentra cerca de um quinto dos leitos da Paraíba. Secretaria de Saúde / Prefeitura de Campina Grande
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Campina Grande tinha 977 estabelecimentos de saúde ativos em julho de 2026, segundo o CNES, o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde mantido pelo Ministério da Saúde. É o retrato oficial mais recente da estrutura de saúde da cidade, e ele ajuda a dimensionar o papel do município como polo médico do interior da Paraíba, para onde converge a demanda de uma vasta região que ultrapassa em muito a sua própria população.

O número reúne desde grandes hospitais até consultórios isolados, e por isso pede leitura cuidadosa. Entre os 977, estão 14 hospitais gerais, 6 hospitais especializados, 100 unidades básicas de saúde e 41 policlínicas; a maior fatia isolada, com 470, é de consultórios particulares registrados. A cidade, segunda maior da Paraíba, concentra parte relevante da rede estadual, que soma 9.349 estabelecimentos.

A estrutura de saúde de Campina Grande no CNES, julho de 2026
977 estabelecimentos ativos no cadastro
2.211 leitos de internação 1.569 pelo SUS
14 hospitais gerais mais 6 especializados
5.352 registros de médicos 3.948 atendem o SUS

Fonte: CNES/DATASUS, competência julho de 2026

Quantos leitos, e quantos são do SUS

A rede hospitalar de Campina Grande tem 2.211 leitos de internação, no retrato do CNES. Desses, a maior parte é do sistema público: são 1.569 leitos do SUS, contra 642 não-SUS. A proporção importa porque mostra que, na cidade, o acesso à internação depende majoritariamente da rede pública e conveniada, e não do atendimento privado puro. É um dado que costuma escapar da percepção comum, de que a saúde privada seria maioria, e que só o cadastro oficial permite medir com segurança.

Leitos de internação em Campina Grande, por vínculo
Leitos SUS: 1569 (71%)Leitos não-SUS: 642 (29%) 2.211 leitos
  • Leitos SUS 1569
  • Leitos não-SUS 642
Fonte: CNES/DATASUS, leitos de internação, julho de 2026

No conjunto da Paraíba, são 9.957 leitos de internação, sendo 7.643 do SUS. Campina Grande responde, portanto, por cerca de um quinto de toda a capacidade hospitalar do estado, uma concentração coerente com a função da cidade de atender pacientes de dezenas de municípios do Agreste, do Cariri e do Curimataú que buscam ali média e alta complexidade. Essa condição de referência regional tem um efeito prático: parte da fila e da ocupação dos hospitais campinenses não vem da própria cidade, mas de quem chega de fora pela porta do SUS, o que ajuda a explicar a pressão sobre a estrutura mesmo quando a rede parece dimensionada para a população local.

Onde estão os estabelecimentos

A distribuição por tipo mostra que a maior parte do cadastro não é feita de hospitais, e sim de atenção ambulatorial e de apoio. Os consultórios isolados lideram, seguidos das clínicas de especialidade e das unidades de apoio a diagnóstico e terapia, que incluem laboratórios e serviços de imagem. Os hospitais, embora poucos em número, concentram a maior parte dos leitos e da complexidade.

Estabelecimentos de saúde em Campina Grande, por tipo (principais)
Consultório isolado 470
Clínica/especialidade 140
Apoio a diagnóstico (SADT) 110
Unidade básica de saúde 100
Policlínica 41
Hospital geral 14

Fonte: CNES/DATASUS, estabelecimentos por tipo, julho de 2026

O peso dos consultórios e clínicas revela o tamanho da rede privada e de especialidades que se instalou na cidade, que convive com a estrutura pública das unidades básicas e dos hospitais. É essa combinação que faz de Campina Grande um destino de saúde regional, para além dos próprios moradores. As 100 unidades básicas de saúde são a porta de entrada do SUS, o primeiro contato do paciente com o sistema, enquanto as policlínicas e os serviços de apoio a diagnóstico dão o suporte de especialidades e de exames que sustentam o encaminhamento. Ler o cadastro por camadas, da atenção básica à alta complexidade, é o que impede confundir quantidade de estabelecimentos com capacidade de internação, que se concentra em poucos endereços.

Unidade de atendimento de saúde pública em Campina Grande
Unidade básica de saúde em Campina Grande, em imagem institucional. Secretaria de Saúde / Prefeitura de Campina Grande

Na conta dos profissionais, o CNES aponta 5.352 registros de médicos na cidade, dos quais 3.948 atendem pelo SUS. Dentro desse total, a tabela abre categorias: são 189 registros de médico de família, quase todos no SUS, e mais de mil registros no grupo de clínico geral, além de um grande bloco de outras especialidades. É essa presença de especialistas que sustenta a atração de pacientes de fora, mas o número pede uma ressalva metodológica: são registros de vínculos, não uma contagem de pessoas únicas, porque um mesmo médico pode estar cadastrado em mais de um estabelecimento. A leitura correta é “registros de médicos no CNES”, e não “médicos diferentes atendendo na cidade”, uma distinção que evita inflar o retrato da rede.

Por que esse cadastro importa

O CNES não é um detalhe burocrático: é a base que define quanto dinheiro o município recebe do SUS, onde faltam serviços e como se planeja a saúde pública. Um número atualizado de leitos e de unidades é o que permite ao cidadão cobrar, com dado na mão, se a estrutura acompanha a demanda de uma cidade que atende muito além dos seus limites. Acompanhar esse retrato, com a competência e a fonte oficial coladas, é diferente de repetir estimativas, e conversa diretamente com a fila real de quem procura atendimento e emprego no maior polo de saúde do interior paraibano. Publicar o dado bruto do cadastro, sem adjetivo e sem promessa, é o que permite comparar de um ano para o outro se a rede cresceu, encolheu ou apenas mudou de forma. Esse acompanhamento periódico, e não o anúncio de ocasião, é o que transforma um cadastro técnico em instrumento de controle público da saúde na cidade.

Fonte oficialDados extraídos do CNES/DATASUS, do Ministério da Saúde, na competência de julho de 2026.

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