A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), inaugurou em 28 de maio de 2026, a partir das 9h, a Sala do Fazedor de Cultura, espaço voltado ao atendimento de artistas e produtores da cidade. No mesmo evento, realizado na sede da pasta, a Secult apresentou a programação cultural preparada para O Maior São João do Mundo 2026. Segundo a Prefeitura, a iniciativa marca mais um passo da gestão no fortalecimento das políticas públicas de cultura no município, com foco na valorização de quem produz arte na cidade.
Fonte: Prefeitura de Campina Grande, mai. 2026
O que é a Sala do Fazedor de Cultura
Segundo a Prefeitura, a sala surge como um espaço de acolhimento, atendimento e fortalecimento da classe artística e cultural do município, com o objetivo de ampliar o diálogo entre o poder público e os fazedores de cultura da cidade. O local também serve para tirar dúvidas sobre as leis de incentivo à cultura no âmbito municipal, oferecendo, além da equipe de atendimento humano, equipamentos de informática que permitem a criação e a edição de projetos culturais.
As leis de incentivo são os mecanismos pelos quais o poder público apoia a realização de projetos culturais, geralmente por meio de editais e seleções. Uma das etapas mais técnicas desse caminho é a elaboração da proposta, que exige preencher formulários, descrever o projeto e organizar planilhas. Ao reunir atendimento e computadores em um mesmo lugar, a Secult busca dar suporte justamente nessa fase, em que muitos artistas encontram dificuldade, segundo a descrição da própria pasta sobre o funcionamento do espaço. Na prática, o produtor que não tem computador em casa ou não domina o preenchimento de um edital passa a contar com máquinas e com uma equipe para tirar dúvidas no local. A pasta afirma que muitos artistas têm boas ideias e projetos, mas esbarram em dificuldades técnicas no acesso às leis de incentivo e na elaboração das propostas, e que o espaço nasce para reduzir essa barreira. O atendimento presencial, segundo a Secretaria, é combinado com o suporte de informática para acompanhar o artista da concepção da ideia até a formatação final do projeto.

As leis de incentivo na prática: o Edital João Gonçalves
A orientação sobre leis de incentivo oferecida na nova sala tem, em Campina Grande, um caso concreto em andamento: o Edital de Fomento João Gonçalves, financiado pela PNAB e voltado à produção cultural do município. Segundo a Prefeitura, o edital ofertou 227 vagas distribuídas entre diferentes linguagens artísticas e, em resultado preliminar divulgado em 11 de agosto de 2026, selecionou 170 projetos nesta primeira etapa, com investimento total de R$ 1.443.000,00. É justamente para processos como esse, que exigem preencher formulários e organizar planilhas dentro de um prazo definido, que a Secult aponta a Sala do Fazedor de Cultura como ponto de apoio aos agentes culturais e produtores culturais da cidade.
Editais federais como esse chegam ao artista por meio de siglas e regras que nem sempre são claras a quem não acompanha o setor no dia a dia, o que reforça o papel de orientação que a Secult atribui à nova sala.
Sigla para Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, mecanismo federal de repasse de recursos a estados e municípios para editais, prêmios e outras ações de cultura popular e produção cultural, ao qual prefeituras como a de Campina Grande recorrem para financiar editais locais.
O que a secretária destacou
A secretária de Cultura, Anny Karenine, destacou a importância do momento para a política cultural na cidade. Segundo ela, além da programação preparada pela pasta, a entrega da Sala do Fazedor de Cultura busca acolher a classe artística com um espaço pensado para quem faz a arte acontecer diariamente em Campina Grande.
“Esse espaço nasce com o propósito de acolher, orientar e fortalecer os nossos artistas, produtores culturais e todos os agentes culturais. Mais do que uma sala física, ela representa um canal permanente entre o poder público e os fazedores de cultura”, afirmou a secretária. De acordo com Anny, o ambiente foi estruturado com atendimento humanizado, suporte técnico e equipamentos de informática que devem auxiliar na criação, na edição e no desenvolvimento de propostas culturais, no que ela chamou de “democratizar a cultura na prática”.
| Recurso | Para que serve |
|---|---|
| Atendimento humano | Acolhimento e orientação aos agentes culturais |
| Leis de incentivo | Dúvidas sobre incentivos culturais municipais |
| Suporte técnico | Apoio na elaboração de projetos |
| Equipamentos de informática | Criação e edição de projetos culturais |
Fonte: Prefeitura de Campina Grande, mai. 2026.
A programação cultural do São João
No mesmo evento, a Secult apresentou oficialmente a agenda cultural organizada para o período junino, que, segundo a Prefeitura, reúne apresentações artísticas, quadrilhas juninas, grupos folclóricos e ações culturais integradas à programação de O Maior São João do Mundo. A pasta afirmou que a iniciativa reforça o compromisso com a preservação das tradições nordestinas e das expressões de cultura popular que movimentam o calendário junino, além do incentivo às manifestações culturais da cidade. Segundo a Prefeitura, a agenda contempla artistas, produtores, quadrilheiros, grupos folclóricos e demais agentes culturais que participam do ciclo junino, um dos períodos de maior movimentação cultural do município. A apresentação da programação no mesmo evento da entrega da sala, de acordo com a gestão, buscou aproximar o anúncio das atrações do canal de atendimento aos próprios realizadores da cultura local, que participam da festa tanto no palco quanto na organização.
O espaço fica na sede da Secretaria de Cultura, ao lado do Terminal de Integração de Passageiros, na Av. Rio Branco, no bairro da Prata. A localização, próxima de um dos principais pontos de transporte da cidade, foi apontada pela gestão como forma de facilitar o acesso dos agentes culturais ao atendimento, já que boa parte deles depende do transporte público para chegar ao centro administrativo da cultura no município. A entrega ocorre em meio à preparação do calendário junino, período em que a cidade concentra grande parte de sua movimentação cultural, tema também tratado no roteiro cultural para além do São João. O apoio a artistas e produtores dialoga ainda com a valorização do trabalho manual local, presente no salão de artesanato paraibano e na Vila do Artesanato do projeto Campina Feita à Mão.

O que ainda não foi divulgado
O release não detalhou os horários e os dias de funcionamento regular da Sala do Fazedor de Cultura após a inauguração, a equipe fixa de atendimento nem a lista completa das atrações e das datas da programação junina apresentada no evento. Também não informou os editais e as leis de incentivo municipais que estarão em aberto para orientação no espaço, nem se haverá agenda de oficinas para elaboração de projetos. Com o ambiente entregue, o acompanhamento das próximas etapas passa a depender das informações que a Secretaria de Cultura divulgar sobre o atendimento e sobre o calendário cultural do município ao longo do período junino.
Fonte oficialInformação apurada em fonte oficial: a Prefeitura de Campina Grande.
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