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Muído leva mais de 30 filmes e programação gratuita a Campina Grande

O 5º Muído Festival de Cinema ocorre de 28 de julho a 2 de agosto em Campina Grande, com mais de 30 curtas do Nordeste, oficinas, debates e feira criativa, tudo com entrada gratuita.

Realizadores no palco falam ao público durante sessão do Muído Festival de Cinema
Realizadores apresentam obras ao público em edição do Muído no Teatro Severino Cabral. Divulgação / Prefeitura de Campina Grande
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O Muído Festival de Cinema transforma Campina Grande em polo do audiovisual nordestino de 28 de julho a 2 de agosto de 2026, com programação inteiramente gratuita. Ao longo de seis dias, o evento reúne exibições de filmes, oficinas, rodas de conversa, debates, apresentações musicais e uma feira de economia criativa, a maior parte no Teatro Municipal Severino Cabral, administrado pela Prefeitura por meio da Secretaria de Cultura (Secult). A gratuidade é o traço central da proposta: ao abrir as sessões e as atividades formativas sem cobrança de ingresso, o festival amplia o acesso do público ao cinema produzido na região e cria uma vitrine para realizadores locais e de outros estados do Nordeste. A concentração das atividades em equipamentos públicos, no centro da cidade, também facilita a chegada de estudantes e moradores de diferentes bairros ao longo dos seis dias de festival.

O 5º Muído Festival de Cinema em números
edição festival celebra cinco anos em 2026
30+ curtas-metragens produções da Paraíba e do Nordeste
6 dias de programação de 28 de julho a 2 de agosto, em quatro espaços
30+ empreendimentos expositores na Feirinha do Muído

Fonte: Prefeitura de Campina Grande, julho de 2026

O que o público vai encontrar?

Serão exibidos mais de 30 curtas produzidos na Paraíba e em outros estados do Nordeste, entre obras de ficção, documentários e animações que já circulam pelos principais festivais do país. A competição concentra-se em duas mostras competitivas: a Mostra Facheiro Luzente e a Mostra Mundaréu, exibidas em blocos diários no Teatro Severino Cabral entre quinta-feira e sábado. Segundo a programação divulgada pela Prefeitura, o público também participa de duas oficinas gratuitas, de fotografia analógica em preto e branco, com o fotógrafo William Tenório, e de atuação, intitulada “O Ator e a Invenção do Outro”, com Geyson Luiz, ambas oferecidas às 9h de sexta a domingo. A tradicional Feirinha do Muído reúne mais de 30 empreendimentos locais, com foco no empreendedorismo criativo e na produção cultural campinense, funcionando das 17h às 20h em três dos seis dias de festival. A combinação de sessões, oficinas e feira dá ao festival um caráter de encontro da cadeia produtiva do cinema: além de assistir aos filmes, quem comparece pode aprender técnicas, debater com quem faz e ainda movimentar a economia criativa da cidade.

Plateia numerosa assiste a uma sessão de cinema em sala escura durante o festival
Sessões reúnem público em torno do cinema nordestino na cidade (imagem de arquivo). Divulgação / Prefeitura de Campina Grande

Como funciona a mostra competitiva?

A abertura oficial, na quinta-feira, 30 de julho, no Teatro Severino Cabral, concentra o primeiro bloco das duas mostras. A Mostra Facheiro Luzente reúne, nesse dia, os curtas “Visita”, de André Leite (12 min, 12 anos), “Ratos”, de Ismael Moura (18 min, 16 anos), “Chibata”, de Eduardo P. Moreira (15 min, livre) e “Hipocondríaco”, de Paulo Roberto e Heleno Florentino (12 min, 10 anos), num bloco de 58 minutos. Já a Mostra Mundaréu exibe “Cléo aos 70”, documentário baiano de Márcio Ferreira e Rafa Beck (16 min, livre), “Como Ler o Vento”, do Ceará, de Bernardo Ale Abinader e Sharon Hakim (15 min, livre), “Esconde-Esconde”, de Vitória Vasconcellos, produção do Rio Grande do Norte e Pernambuco (9 min, 12 anos), e “Ressonância”, da potiguar Anna Zêpa (20 min, livre), num bloco de 62 minutos. Os mesmos formatos de mostra se repetem na sexta e no sábado, com novos blocos de curtas e duração semelhante, o que caracteriza a exibição como o eixo diário do festival. Além dos curtas em competição, o festival reserva sessões de longa-metragem convidado: “Ao Sabor das Cinzas”, do pernambucano Taciano Valério (85 min, 16 anos), no sábado, e “Malaika”, do paraibano André Morais (85 min, 14 anos), no domingo, dia do encerramento.

Programação por dia do 5º Muído Festival de Cinema
Dia Local Atividade principal
28 jul (ter) ICENO Sessão especial acessível, com debate
29 jul (qua) MAAC Vernissage e mostra especial "Jabre 15 Anos"
30 jul (qui) Teatro Severino Cabral Abertura oficial e mostras competitivas
31 jul (sex) Teatro, Feirinha e Quintal do Tenebra Oficinas, debate, mostras e "Assustado do Muído"
1 ago (sáb) Teatro, Feirinha e Quintal do Tenebra Longa convidado, mostras e "Assustado do Muído"
2 ago (dom) Teatro Severino Cabral Longa convidado, premiação e encerramento

Fonte: Prefeitura de Campina Grande, programação do 5º Muído Festival de Cinema, jul. 2026.

Qual é o tema desta edição?

A edição de 2026 celebra os cinco anos do festival e adota o tema Acatar o Tempo, Refazendo Tudo, inspirado na canção Refazenda, de Gilberto Gil. Para o coordenador do festival, o cineasta Jaime Guimarães, a expectativa é a de reunir a maior edição já realizada. “O Muído cresce a cada ano e, nesta edição que celebra nossa meia década, esperamos bater recorde de público”, afirmou, ao citar a Feirinha fortalecida e o tradicional Assustado como parte da programação. O tema desta edição, tomado de empréstimo da obra de Gilberto Gil, dá o tom da curadoria, voltada à ideia de tempo, memória e reinvenção. Ao chegar à quinta edição, o festival passa a marcar o calendário de agosto na cidade e serve de ponte entre o público, os curtas em cartaz e a produção audiovisual que vem ganhando espaço nos principais festivais nacionais.

A trajetória do Muído Festival de Cinema. Fonte: Prefeitura de Campina Grande.
  1. 2022

    Criação do festival

    Muído nasce por iniciativa de Jaime Guimarães e Clarissa Santos.

  2. 28 jul 2026

    Abertura da 5ª edição

    Sessão especial acessível no ICENO dá início à programação gratuita.

  3. 2 ago 2026

    Encerramento

    Premiação e festa de despedida encerram os seis dias de festival.

Como o festival chegou à quinta edição?

Criado em 2022 por Jaime Guimarães e pela produtora e professora Clarissa Santos, o Muído se consolidou como um dos principais eventos dedicados ao cinema na Paraíba e passou a integrar o calendário cultural de Campina Grande. Em quatro anos, o festival saiu de uma primeira edição para um evento de seis dias, com mais de 30 filmes distribuídos em duas mostras competitivas e quatro espaços da cidade, o que ajuda a explicar a expectativa de recorde de público em 2026. Para a secretária de Cultura, Anny Karenine, o apoio a iniciativas como o festival reflete o compromisso da gestão com a democratização do acesso à cultura e o incentivo à cadeia produtiva do audiovisual. O evento se soma a outras ações culturais da cidade, amplia o uso de espaços públicos para o cinema e cria oportunidade de formação e de renda para quem trabalha com produção audiovisual na região.

Grupo de convidados no palco diante do telão com a arte do festival ao fundo
Mesas e debates integram a programação formativa do festival (imagem de arquivo). Divulgação / Prefeitura de Campina Grande

Onde ver mais cultura na cidade

O Teatro Municipal Severino Cabral, sede principal do festival, concentra boa parte da agenda cultural do município e recebe ao longo do ano ações como as visitas de escolas ao teatro. Ao sediar o Muído em conjunto com o MAAC, o ICENO e o Quintal Multicultural do Tenebra, a cidade reforça a vocação de vários equipamentos como pontos de encontro entre diferentes linguagens artísticas. O festival dialoga ainda com a cena criativa local, presente em eventos como o Salão do Artesanato Paraibano e nas opções reunidas no roteiro cultural da cidade, que mostram a agenda para além do período junino. Juntas, essas iniciativas desenham um calendário cultural distribuído ao longo do ano, no qual o cinema passa a ter espaço próprio ao lado da música, do artesanato e das artes cênicas.

O que ainda não foi divulgado

O material oficial detalha data, local e mostra de cada bloco de curtas, mas não trouxe a lista completa dos mais de 30 filmes inscritos, restringindo-se aos títulos exibidos na abertura de quinta-feira. Também não foram detalhados os critérios de seleção das obras, a composição do júri e os prêmios entregues na cerimônia de encerramento de domingo, nem a estimativa de público esperado para esta edição em comparação com as anteriores. A Prefeitura não divulgou, ainda, o número de vagas de cada oficina, a lista de expositores confirmados na Feirinha do Muído e o valor investido pelo município na realização do festival. Com entrada gratuita, seis dias de agenda e quatro espaços ocupados, o 5º Muído reafirma Campina Grande como um dos pontos de encontro do audiovisual nordestino em 2026, e a programação detalhada tende a ser acompanhada pelo público nos canais oficiais do festival e da Secretaria de Cultura ao longo da semana do evento.

Fonte oficialInformação apurada em fonte oficial: a Prefeitura de Campina Grande.

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