O 51º Festival de Inverno de Campina Grande acontece de 20 a 30 de agosto de 2026 e terá como fio condutor o tema Território das Artes, segundo a programação apresentada pela Prefeitura de Campina Grande e pelo Instituto Solidarium em 7 de agosto de 2026. Descrito pela organização como o mais antigo festival de inverno do Brasil, o evento reúne música, dança, teatro, cultura popular, oficinas e uma mostra de cinema, distribuídos por espaços culturais espalhados pela cidade.
Evento cultural de temporada que concentra, em poucos dias, apresentações de várias linguagens artísticas em espaços públicos e teatros de uma cidade. Em Campina Grande, é realizado desde a década de 1970.
A edição deste ano mantém a estrutura que consolidou o festival no calendário cultural do interior paraibano: uma agenda de onze dias que ocupa simultaneamente teatros, praças e equipamentos culturais, com atrações gratuitas e de acesso amplo. O recorte de 2026 reforça a vocação do evento de aproximar o público de várias linguagens ao mesmo tempo, misturando nomes de projeção nacional a artistas e grupos da própria Paraíba, numa temporada que ocupa a cidade inteira em vez de um único palco.
Fonte: Prefeitura de Campina Grande, ago. 2026.
Uma história de mais de meio século
Na apresentação da programação, a presidente do Instituto Solidarium, Eneida Agra Maracajá, ligou a longevidade do festival à sua origem quase artesanal. “Eu tive um sonho de três dias que se tornaram 51 anos com toda a verdade da alma e da espiritualidade da arte”, afirmou, conforme divulgado pela Prefeitura. A fala resume o percurso de um evento que nasceu curto e se tornou tradição, atravessando gerações de público e de artistas sem interromper a sequência de edições.

Manter uma agenda cultural ininterrupta por mais de cinco décadas é o que sustenta a afirmação de que Campina Grande sedia o mais antigo festival de inverno do país. Diferente de mostras pontuais, o evento se firmou como política cultural de continuidade, capaz de ocupar o mesmo período do ano a cada temporada e de renovar sua programação sem abrir mão da identidade construída ao longo do tempo. Esse acúmulo dialoga com outras frentes que a cidade vem organizando para além das festas juninas, como o esforço de estruturar um roteiro cultural permanente que aproveite o patrimônio local durante o ano inteiro.
O que entra na programação de 2026
A espinha dorsal da 51ª edição é a variedade de linguagens artísticas reunidas na mesma temporada. A programação musical combina os nomes nacionais Kell Smith e Diogo Nogueira aos paraibanos Gitana Pimentel, Alex Brasil, Capilé e Augusto Arruda, num arranjo que mistura projeção nacional e talento local. A abertura ainda contará com a Filarmônica Epitácio Pessoa, que celebra 128 anos de atividade e ajuda a marcar o tom inaugural da temporada.
| Linguagem | Destaques da programação |
|---|---|
| Música | Kell Smith, Diogo Nogueira, Gitana Pimentel, Alex Brasil, Capilé e Augusto Arruda |
| Dança | The Jackson’s Funk (SP/RJ) e Surto, da Geda Cia. de Dança (RS) |
| Teatro | Somos (PB) e Não Me Entrego, Não, com Othon Bastos (RJ) |
| Cultura popular | Dança das Colhetas, Xaxado e Reisado, com grupos tradicionais |
| Cinema | Mostra dedicada a mulheres cineastas, com destaque para Tizuka Yamasaki |
Fonte: Prefeitura de Campina Grande, ago. 2026.
No campo da dança, o público verá o espetáculo The Jackson’s Funk, de São Paulo e Rio de Janeiro, e Surto, da Geda Cia. de Dança, do Rio Grande do Sul, com apresentação prevista para o Teatro Municipal Severino Cabral às 19h30. Já o teatro traz a montagem paraibana Somos e o espetáculo Não Me Entrego, Não, estrelado pelo ator Othon Bastos, do Rio de Janeiro, aproximando a plateia campinense de nomes de peso da cena nacional.
A cultura popular ganha espaço garantido com manifestações tradicionais do Nordeste: a Dança das Colhetas, do Grupo Ariús, o Xaxado, do Grupo Cabroar, e o Reisado, do Grupo de Cultura Nativa Tropeiros da Borborema. É a parte da programação que costura o festival às raízes culturais da região, reforçando o vínculo entre o evento e as expressões que nasceram no próprio território.

Uma mostra de cinema no coração da temporada
Um dos eixos de 2026 é a mostra de cinema dedicada a mulheres cineastas, com destaque para a diretora Tizuka Yamasaki. A seleção prevê exibições de títulos como Gaijin, caminhos da liberdade, Parahyba, mulher macho, Lua de Cristal e O Pagador de Promessas, num recorte que combina memória do cinema brasileiro e protagonismo feminino atrás das câmeras. A aposta na tela grande dá continuidade ao movimento recente da cidade em torno do audiovisual, tema também presente no festival de cinema Muido.
- 07/08/2026
Lançamento
Prefeitura e Instituto Solidarium apresentam a programação da 51ª edição.
- 20/08/2026
Abertura
Início da temporada, com apresentação da Filarmônica Epitácio Pessoa.
- 20 a 30/08
Programação
Onze dias de música, dança, teatro, cultura popular e cinema.
- 30/08/2026
Encerramento
Última data da agenda oficial do festival em 2026.
A ocupação da cidade também é parte do desenho da temporada. Segundo a programação, as atividades se espalham por espaços como o Teatro Municipal Severino Cabral, o Parque Evaldo Cruz, que abrange o Açude Velho e o Açude Novo, a Praça da Bandeira, o Centro Artístico Cultural Procult/UEPB, o Miniteatro Paulo Pontes, a Feira Central, o SESC Centro e o MAC, o Museu de Arte e Ciência. A dispersão pela malha urbana transforma o festival em um circuito distribuído pela cidade, aproximando a arte de diferentes bairros e públicos em vez de concentrá-la num único ponto.
O que ainda não foi divulgado
A programação apresentada em 7 de agosto confirmou o elenco de atrações e os espaços, mas não detalhou alguns pontos que interessam a quem pretende acompanhar a temporada. Não foi informada a grade completa com dia e horário de cada atração, o que permitiria ao público montar seu roteiro ao longo dos onze dias. Também não constou o número total de apresentações e de artistas que ocuparão os palcos, nem se haverá distribuição de ingressos ou senhas para os espetáculos em teatros de capacidade limitada, como o Severino Cabral. Da mesma forma, não houve menção ao orçamento da edição nem à divisão de custos entre Prefeitura, Instituto Solidarium e demais parceiros. O que está firme, por ora, é o período de 20 a 30 de agosto, o tema Território das Artes e o conjunto de linguagens que dará forma à 51ª edição, ao lado de iniciativas de valorização dos artistas locais como a Sala do Fazedor de Cultura. A grade detalhada, quando publicada pela organização, é o que vai permitir transformar o anúncio das atrações em planejamento concreto de quem quer circular pelo festival.
Fonte oficialInformação apurada a partir da programação divulgada pela Prefeitura de Campina Grande em 7 de agosto de 2026.
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