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Campina Grande lança portal público de licitações e atas de registro de preços

Novo site da Central de Compras reúne processos de licitação e atas de registro de preços em consulta pública, com dados abertos em JSON e hospedagem em data center próprio.

Servidores municipais sentados em auditório durante capacitação sobre contratações públicas em Campina Grande.
Capacitação de servidores da administração municipal, área responsável pela nova plataforma de compras. (arquivo) Divulgação / Prefeitura de Campina Grande
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A Prefeitura de Campina Grande colocou no ar, em 16 de janeiro de 2026, o novo site da Central de Compras, portal público que reúne em um só endereço as informações sobre licitações e atas de registro de preços do município. Segundo a Prefeitura, a ferramenta foi desenvolvida pela Secretaria de Administração e pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) com foco no cidadão, permitindo a consulta detalhada dos processos de compra do poder público local no site oficial da Central de Compras.

O novo portal de licitações de Campina Grande em números
Tier III padrão do data center em servidores próprios da Prefeitura
150 km distância máxima do data center em relação ao município
4 módulos plataforma integrada Frota, Pessoal, Arrecadação e Ponto Eletrônico
5 camadas proteções de segurança listadas pela Prefeitura

Fonte: Prefeitura de Campina Grande, jan. 2026

O que o cidadão pode consultar

De acordo com o release oficial, o portal permite a consulta pública e detalhada dos processos licitatórios, apresentando dados como modalidade, situação, órgão responsável, objeto da contratação, datas e todo o histórico de movimentações de cada processo. Também ficam disponíveis para consulta as atas de Sistema de Registro de Preços (SRP), com informações sobre vigência e utilização. O histórico completo de cada processo permanece acessível, o que, segundo a Prefeitura, reforça o compromisso com a transparência pública. A gestão descreve o portal como uma ferramenta desenhada para o cidadão, com organização por categorias de acesso rápido, como pregões eletrônicos, concorrências públicas, processos em julgamento e contratações já homologadas.

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Licitação

Processo formal pelo qual o poder público seleciona a proposta mais vantajosa para contratar obras, serviços ou compras, com regras de igualdade entre os concorrentes definidas em lei.

A criação de portais como o da Central de Compras não é uma iniciativa isolada: decorre de uma exigência nacional. A Lei 14.133/2021, a Nova Lei de Licitações, instituiu o Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) como ferramenta obrigatória de divulgação centralizada de editais, atas de registro de preços, contratos e aditivos de todos os entes federativos, União, estados e municípios, conforme o art. 174 da lei. O mesmo texto legal, no art. 94, inciso II, condiciona a eficácia dos contratos administrativos à publicação no PNCP. O site municipal de Campina Grande funciona, assim, como uma camada local de consulta que se soma à publicação obrigatória no sistema federal, e não a substitui.

Um levantamento feito diretamente na API de consulta do PNCP mostra que essa obrigação já vinha sendo cumprida antes do novo site entrar no ar: entre 1º de janeiro e 12 de agosto de 2026, a Prefeitura de Campina Grande (CNPJ 35.576.651/0001-09) publicou no portal nacional 13 processos na modalidade Pregão Eletrônico e 2 processos por Dispensa de licitação, o que soma ao menos 15 procedimentos de compra registrados no sistema federal apenas nesse período, sem contar as demais modalidades de contratação direta e concorrência. O dado, apurado por consulta direta ao PNCP e não pelo release da Prefeitura, situa o lançamento do portal local dentro de um fluxo de compras públicas que já corria em paralelo no sistema nacional.

Servidores da Secretaria de Administração reunidos ao redor de mesa com notebook e documentos em Campina Grande.
Reunião da Secretaria de Administração, pasta responsável pelo novo portal. (arquivo) Divulgação / Prefeitura de Campina Grande

Quem desenvolveu e onde fica hospedado

Segundo a Prefeitura, todo o desenvolvimento do portal foi feito integralmente pela equipe técnica da DTI, sem contratação de empresa terceirizada. O sistema tem versionamento em Git e documentação técnica estruturada, o que, de acordo com a gestão, garante autonomia e continuidade da solução ao longo do tempo. A administração local aponta esse modelo como forma de manter o serviço sob responsabilidade dos próprios servidores, sem depender de fornecedores externos para ajustes e evoluções da ferramenta ao longo do tempo.

O portal fica hospedado em servidores próprios da Prefeitura, alocados em um data center de padrão Tier III, localizado a menos de 150 quilômetros do município. Segundo o release, a escolha busca assegurar estabilidade, baixo tempo de resposta e alta disponibilidade. Para garantir a continuidade do serviço, a infraestrutura conta com servidores auxiliares de contingência e políticas de backups diários.

O que o cidadão pode consultar no portal da Central de Compras
Recurso O que traz
Processos licitatórios Modalidade, situação e órgão responsável
Objeto e datas Objeto da contratação e datas de cada etapa
Histórico Todas as movimentações de cada processo
Atas de registro de preços Vigência e utilização das atas SRP
Dados abertos APIs públicas em formato JSON

Fonte: Prefeitura de Campina Grande, jan. 2026.

Como o sistema trata segurança e dados

Na segurança, o sistema adota múltiplas camadas de proteção, conforme detalhou a Prefeitura: uso de Prepared Statements contra injeção de SQL, sanitização de dados contra ataques XSS, cookies de sessão com flags de segurança, cabeçalhos de proteção contra clickjacking e criptografia de tráfego via HTTPS, com certificados SSL emitidos pelo Let’s Encrypt. O portal ainda mantém mecanismos internos de auditoria, que registram acessos, tentativas de uso indevido e alterações feitas no sistema.

A área administrativa utiliza controle de acesso baseado em papéis (RBAC), com níveis distintos de permissão para visualização e gerenciamento. O acesso é feito por autenticação com senhas criptografadas, sessões com tempo limite por inatividade e bloqueio automático após tentativas inválidas. Sobre proteção de dados, a Prefeitura afirma que o sistema segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD): dados sensíveis são exibidos de forma mascarada quando necessário, e o portal reúne a política de privacidade do município. O sistema oferece ainda APIs públicas em JSON para órgãos de controle, como o Tribunal de Contas, gera sitemap XML de forma automática e segue as diretrizes de acessibilidade do padrão GOV.BR, com layout responsivo para computadores, tablets e celulares.

Equipe administrativa da Prefeitura de Campina Grande reunida em sala com estante de livros ao fundo.
Equipe da administração municipal em reunião de trabalho. (arquivo) Divulgação / Prefeitura de Campina Grande

O que a plataforma prevê para o futuro

Embora opere de forma independente, o portal foi projetado com APIs REST que, segundo a Prefeitura, permitem futuras integrações com outros sistemas do município, como o E-cidade e o Portal de Compras Públicas. A gestão informou que outros módulos da plataforma já contam com integração à API do Banco do Brasil, e que funcionalidades como banner de consentimento de cookies e portal de direitos do titular estão previstas para as próximas atualizações. A ferramenta se soma a outras ações de modernização da gestão, como o novo serviço digital de defesa do consumidor e a articulação em torno do centro da cidade, e dialoga com iniciativas voltadas à arrecadação, a exemplo do programa de renegociação de débitos municipais.

O que ainda não foi divulgado

O release não informou o custo de desenvolvimento e manutenção do portal, o prazo total de construção da solução nem o número de processos já publicados no sistema desde a entrada no ar. Também não detalhou o cronograma das integrações previstas com o E-cidade e com o Portal de Compras Públicas, nem a data prevista para a entrada do banner de consentimento de cookies e do portal de direitos do titular. Com a ferramenta em funcionamento, o acompanhamento dos processos de compra do município passa a depender da atualização contínua dos dados pela equipe da Central de Compras, cujo andamento pode ser observado diretamente na página pública da plataforma. Segundo a Prefeitura, o registro automático da autoria e da data de cada alteração busca dar rastreabilidade às publicações, um ponto que o próprio release associa ao objetivo de transparência da administração municipal.

Fonte oficialApurado na Prefeitura, na Lei 14.133/2021 e na API de consulta do PNCP.

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