O Centro de Convivência do Idoso de Campina Grande, ligado à Secretaria de Assistência Social, comemorou em 16 de julho os seus 26 anos de funcionamento, data que também é chamada de bodas de alexandrita. A celebração reuniu apresentações culturais, desfile e baile, e reforçou o papel de um serviço que, segundo a Prefeitura, atende 400 idosos no município. Mais do que uma festa de aniversário, a data marca a continuidade de um equipamento público voltado à convivência e ao bem-estar da população com mais idade, que encontra no espaço um ponto de encontro semanal, longe do isolamento que costuma acompanhar o envelhecimento. Ao completar 26 anos, o centro se firma como uma das referências da rede de proteção social da cidade, com uma comunidade fiel de frequentadores que atravessa gerações de atendimento.
Fonte: Prefeitura de Campina Grande, julho de 2026
O que marcou a festa de aniversário?
A programação da comemoração misturou cultura e convivência ao longo do dia. O público acompanhou a apresentação do Coral Colibris da Colina, o desfile Mister 60+, uma apresentação de dança do ventre e um baile com música para encerrar a celebração, com distribuição de brindes e lanches aos participantes. As atividades reuniram frequentadores, familiares e a equipe do centro no espaço mantido pela Prefeitura. Cada número da festa reflete um tipo de atividade que o centro oferece na rotina: o coral trabalha a memória e a expressão; o desfile valoriza a autoestima e a imagem da pessoa idosa; a dança estimula o corpo e a socialização. O baile, ao fim, transforma a data em confraternização, um formato que o serviço repete em momentos importantes do calendário para manter os vínculos entre os participantes. A escolha de encerrar a festa com música e dança não é casual: o convívio e a alegria compartilhada são parte central da proposta do centro, que trata o lazer como ferramenta de cuidado e não apenas como entretenimento pontual.
- Abertura
Coral Colibris da Colina
Apresentação musical do coral formado por participantes do centro.
- Durante a festa
Desfile Mister 60+
Concurso que elegeu Valdemar Carneiro, de 63 anos, como destaque.
- Durante a festa
Dança do ventre
Apresentação cultural do grupo de idosas do serviço.
- Encerramento
Baile
Música e dança para fechar a comemoração, com brindes e lanches.
Quem faz parte do centro?
O serviço é coordenado desde a fundação por Gilma Souto Maior e conta com a Gerência da Pessoa Idosa, sob responsabilidade de Rosemary Torres. Entre os participantes, a trajetória de Maria Zilma de Freitas, de 80 anos, chama atenção: ela frequenta o centro desde a abertura, há 26 anos, e acompanhou toda a evolução do espaço ao longo das décadas. No desfile Mister 60+, o título ficou com Valdemar Carneiro, de 63 anos, conhecido como Mazinho Fashion. O secretário da Secretaria de Assistência Social, Fábio Thoma, acompanhou a comemoração ao lado da equipe. Histórias como a de Maria Zilma ajudam a explicar por que o serviço se tornou parte da rotina de tantas famílias: para muitos idosos, o centro é o principal espaço de convivência fora de casa, onde encontram amigos, atividades e apoio da equipe técnica ao longo da semana. A permanência da mesma coordenação desde a fundação, no caso de Gilma Souto Maior, também dá ao equipamento uma continuidade rara em serviços públicos, com a memória de quase três décadas de atendimento preservada por quem acompanhou cada etapa.

Qual é o papel do serviço na cidade?
O Centro de Convivência do Idoso integra a rede de assistência social do município e oferece atividades de convivência, cultura e fortalecimento de vínculos para a população com mais idade. Serviços desse tipo cumprem um papel de prevenção: ao oferecer rotina, atividade física, estímulo cognitivo e contato social, ajudam a reduzir o isolamento e a manter a autonomia dos participantes por mais tempo. A proposta se conecta a outras frentes da mesma secretaria, como os cursos de qualificação para mulheres em situação de vulnerabilidade e a mobilização do Agosto Lilás, que reforça o enfrentamento à violência. O espaço também funciona como ponto de encontro e lazer, tema presente no roteiro cultural da cidade, e mostra como a política de assistência social se cruza com a agenda de cultura e de cidadania no dia a dia de Campina Grande.
A atenção à pessoa idosa integra o conjunto de responsabilidades dos municípios na proteção social, ao lado de programas voltados a crianças, famílias e mulheres. Centros de convivência como o de Campina Grande atuam na chamada proteção social básica, que busca prevenir situações de risco antes que se agravem. Nesse desenho, o serviço oferece acompanhamento continuado e ocupa a agenda dos participantes com atividades que combinam saúde, cultura e lazer, o que reduz a solidão e cria uma rede de apoio entre os próprios idosos e a equipe. A longevidade do equipamento, mantido há 26 anos, é um indicativo da procura constante pela população dessa faixa etária na cidade.

Quantos idosos vivem em Campina Grande?
Os 400 idosos atendidos pelo centro são uma fração pequena diante do tamanho da população idosa da cidade. Segundo o Censo Demográfico 2022 do IBGE, Campina Grande tinha 62.827 pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a cerca de 15% dos 419.379 habitantes recenseados no município naquele ano. Colocado nesses termos, o público hoje atendido pelo Centro de Convivência do Idoso representa em torno de 0,6% da população idosa da cidade, o que ajuda a dimensionar tanto o alcance do serviço quanto a distância entre a oferta atual de um único equipamento municipal e o tamanho do público potencial. O IBGE também detalha a distribuição por faixa etária: 18.976 pessoas tinham entre 60 e 64 anos, 14.640 entre 65 e 69, e outras 29.211 tinham 70 anos ou mais, um perfil que mostra o envelhecimento avançando também nas faixas mais altas, não só na entrada da terceira idade. Esse crescimento da população idosa é um dos motivos pelos quais equipamentos de convivência ganham peso na política de assistência social: quanto mais pessoas atravessam a fase da aposentadoria, maior a demanda por serviços que combatam o isolamento e sustentem a autonomia por mais tempo.
A base legal desse tipo de serviço está na Lei federal 10.741/2003, o Estatuto do Idoso, que atribui à família, à comunidade e ao poder público o dever de assegurar à pessoa idosa o direito à convivência familiar e comunitária e a programas de lazer, cultura e educação voltados a essa faixa etária. É nesse arcabouço que se apoiam os centros de convivência mantidos por prefeituras, incluindo o de Campina Grande, cujo funcionamento completa 26 anos em 2026.
- 60 a 64 anos 18976 pessoas
- 65 a 69 anos 14640 pessoas
- 70 anos ou mais 29211 pessoas
O que ainda não foi divulgado
O material oficial não informou o número de atividades semanais oferecidas pelo centro, a lista de oficinas em funcionamento nem a capacidade máxima de atendimento do espaço. A Prefeitura também não detalhou os critérios de ingresso no serviço, a equipe técnica disponível ou a existência de fila de espera. Não foram divulgados, ainda, o endereço e o horário de funcionamento do equipamento, nem os contatos para quem deseja inscrever um familiar idoso, informações que costumam orientar novas famílias interessadas. Também não há dados sobre o perfil dos 400 atendidos, como faixa etária predominante ou bairros de origem. Aos 26 anos, o Centro de Convivência do Idoso segue como uma das principais referências de convivência para a pessoa idosa na rede de assistência social de Campina Grande, e a comemoração serviu para reafirmar esse papel diante dos participantes e de suas famílias.
Fonte oficialInformação apurada em fonte oficial: a Prefeitura de Campina Grande.
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