A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Coordenadoria da Mulher, promove ao longo de agosto uma série de ações do Agosto Lilás, campanha de conscientização e combate à violência contra a mulher. Segundo a Prefeitura, o mês tem peso simbólico por marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. De acordo com a Coordenadoria, a programação combina acolhimento, cidadania e informação, para ampliar o alcance das políticas de proteção e lembrar à população os canais de atendimento disponíveis na cidade.
A Lei Maria da Penha, a Lei 11.340, foi sancionada em 7 de agosto de 2006 e leva o nome de Maria da Penha Maia Fernandes, cearense que sobreviveu a duas tentativas de homicídio pelo então marido e cujo caso levou o Brasil a ser responsabilizado internacionalmente pela demora da Justiça. A norma tipificou a violência doméstica e familiar contra a mulher, criou as medidas protetivas de urgência, como o afastamento do agressor do lar e a proibição de contato e de aproximação da vítima, e estruturou uma rede de atendimento especializada, com delegacias e centros de referência voltados ao tema. É esse marco que dá ao mês de agosto o peso simbólico invocado pela campanha Agosto Lilás, replicada por prefeituras e governos estaduais em todo o país.
O que está programado
O principal evento é uma edição especial do projeto Bem Me Quero, marcada para sexta-feira, 7 de agosto, voltada às mulheres assistidas pelo Centro de Referência e Atendimento à Mulher (Cram). Segundo a Prefeitura, a ação oferece café da manhã, sorteio de brindes, atendimento de cidadania e serviços de cuidado como corte de cabelo, maquiagem e design de sobrancelhas.
Ao longo do mês, a Coordenadoria também realiza palestras em escolas e entidades e mantém uma campanha educativa nas redes sociais, pelo perfil da Coordenadoria da Mulher. As atividades buscam alcançar diferentes públicos, do ambiente escolar às redes de convivência das mulheres atendidas.

O trabalho de atendimento
Segundo a Coordenadoria da Mulher, o Centro de Referência e Atendimento à Mulher atendeu 1.300 mulheres vítimas de violência no primeiro semestre de 2026. O serviço reúne orientação jurídica, apoio à empregabilidade, além de ações de saúde e beleza, num modelo que combina proteção e reconstrução de autonomia. O número corresponde ao acumulado de janeiro a junho e é apresentado pela Coordenadoria como retrato da procura pelo equipamento no município ao longo do primeiro semestre de 2026. Cada atendimento pode desdobrar-se em encaminhamento jurídico, apoio psicológico e orientação sobre medidas protetivas, conforme o caso.
Responsável pela Coordenadoria, a advogada Talita Lucena reforçou a gravidade do cenário. “Quatro mulheres são estupradas por dia na Paraíba e, no Brasil, 640 vidas foram perdidas nesses primeiros meses de 2026”, afirmou, conforme divulgado pela Prefeitura. Para ela, dados como esses justificam a mobilização permanente e não apenas pontual em torno da data. Concentrar visibilidade em agosto, segundo a Coordenadoria, serve para mobilizar a sociedade, mas o atendimento às vítimas ocorre de forma contínua ao longo de todo o ano.
| Frente | Descrição |
|---|---|
| Bem Me Quero (7 ago) | Cidadania, café da manhã e serviços de cuidado |
| Palestras | Ações educativas em escolas e entidades |
| Cram | Orientação jurídica, empregabilidade, saúde e beleza |
| Redes sociais | Campanha educativa da Coordenadoria da Mulher |
Fonte: Coordenadoria da Mulher / Prefeitura de Campina Grande, ago. 2026.
Sobre a edição especial do projeto, Talita Lucena detalhou o que será oferecido às mulheres assistidas. “Nós vamos oferecer um café da manhã especial, sorteio de brindes, atendimento de cidadania, e serviços do projeto Bem Me Quero, a exemplo de corte de cabelo, maquiagem, design de sobrancelhas e outros tipos de serviços”, disse a coordenadora, segundo a Prefeitura. O modelo, acrescentou a Coordenadoria, une o cuidado com a autoestima ao encaminhamento de documentação e orientação, num mesmo dia de atendimento.
O período também é aproveitado para informar às mulheres onde buscar ajuda, um passo que a Coordenadoria considera decisivo, já que muitas vítimas desconhecem os serviços gratuitos disponíveis no município. Segundo a Prefeitura, a Coordenadoria da Mulher funciona na Avenida Rio Branco, 304, no bairro da Prata, com atendimento pelo telefone 83 3310-6216 e informações pelo perfil @coordenadoriadamulhercg no Instagram.

Além dos serviços do município, a mulher conta com canais nacionais de atendimento. O Ligue 180, central mantida pelo governo federal, funciona 24 horas por dia, é gratuito e recebe denúncias de qualquer parte do país; em situações de risco imediato, a orientação das autoridades é acionar a Polícia Militar pelo 190. O registro de ocorrência e o pedido de medidas protetivas de urgência, previstas na Lei Maria da Penha, podem ser feitos na delegacia, inclusive na delegacia especializada de atendimento à mulher, e a proteção independe de a vítima já ter acionado outros serviços. Essa rede se conecta a outras políticas de assistência social do município, como a qualificação de mulheres em cursos profissionalizantes, articulando acolhimento e geração de renda, eixo também presente em iniciativas educacionais como o reforço de recursos nas escolas.
O que ainda não foi divulgado
O release não trouxe a agenda completa das palestras do mês, com datas e locais, nem o balanço de encaminhamentos feitos a partir dos atendimentos do Cram, tampouco o número de participantes previstos para a edição especial do Bem Me Quero de 7 de agosto. Também não foram detalhados os públicos-alvo de cada palestra nem eventuais parcerias com escolas e entidades da rede municipal, informações que ajudariam a dimensionar o alcance da campanha. Com a programação em curso, a Coordenadoria da Mulher reforça que o combate à violência exige ação durante todo o ano, e não somente em agosto, e que os canais de acolhimento seguem abertos após o fim do mês simbólico.
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