A logística eleitoral do segundo turno entrou na reta final neste sábado (24). As Forças Armadas mobilizam cerca de 25 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mantém uma operação especial para evitar falhas de energia e o Governo do Distrito Federal vai controlar o acesso à Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Enquanto isso, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fazem os últimos atos de campanha, permitidos até as 22h. A votação de domingo (25) vai das 8h às 17h, no horário de Brasília, e reúne os 158,7 milhões de eleitores aptos registrados pelo TSE para o pleito deste ano.
Fonte: Ministério da Defesa e ONS, via Agência Brasil, outubro de 2026
Forças Armadas em 345 municípios
O efetivo militar atua de duas formas, segundo o Ministério da Defesa. Na Garantia da Votação e da Apuração (GVA), as tropas reforçam a segurança em 306 municípios de 11 estados. Em outros 39 municípios de oito unidades da federação, o papel é de apoio logístico, sobretudo em áreas de difícil acesso, onde o transporte de urnas e de equipes depende de estrutura militar.
A presença militar não é automática. Os Tribunais Regionais Eleitorais pedem o reforço, e o presidente da República autoriza o emprego das tropas. O objetivo declarado é a preservação da ordem pública, a normalidade da votação e da apuração e o livre exercício do voto. A coordenação fica no Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, com os comandos da Amazônia, do Nordeste, do Planalto, do Oeste e do Leste, entre outros.
- Garantia da votação (GVA) 306 municípios
- Apoio logístico 39 municípios
Energia: operação especial de 55 horas
O ONS iniciou à 0h deste sábado uma operação especial no Sistema Interligado Nacional que vai até as 7h de segunda-feira (26). Durante esse período, ficam restritas as manutenções programadas na rede, o monitoramento do sistema e do clima é reforçado e equipes técnicas permanecem de sobreaviso. A medida segue resolução do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), colegiado coordenado pelo Ministério de Minas e Energia que acompanha a segurança do abastecimento no país.
As urnas eletrônicas têm bateria própria, mas a transmissão dos boletins e a apuração eletrônica nos centros de totalização dependem de energia e de telecomunicações. Segundo o ONS, no primeiro turno, em 4 de outubro, não houve ocorrência no sistema elétrico que afetasse a eleição. O mesmo esquema foi repetido para o segundo turno.

Esplanada com acesso controlado em Brasília
O Governo do Distrito Federal vai controlar a circulação na Esplanada dos Ministérios desde a noite de sábado e durante todo o domingo. O principal bloqueio fica perto da Catedral, com interdições nas vias L2 Norte e L2 Sul. Grupos com manifestação ou festa política não poderão entrar na área, e novas barreiras e desvios podem ser montados depois das 17h, quando começa a divulgação dos resultados.
A Esplanada concentra a sede dos Três Poderes e já foi palco de concentrações de apoiadores em noites de apuração. O controle de acesso é uma medida preventiva do governo local e se concentra na área central de Brasília, onde ficam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.
- Sábado, 0h
Começa a operação do ONS
Restrição a manutenções e equipes de sobreaviso no sistema elétrico.
- Sábado, 9h
Flávio em Belo Horizonte
Ato na Praça da Liberdade; à tarde, carreata na Barra da Tijuca, no Rio.
- Sábado, 10h
Lula no Rio
Caminhada na orla de Copacabana; à tarde, caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo.
- Sábado, 22h
Fim da propaganda de rua
Limite para carreata, caminhada e distribuição de material, pela Lei das Eleições.
- Domingo, 8h às 17h
Votação
Seções abertas no horário de Brasília em todo o país.
- Segunda, 7h
Fim da operação do ONS
O sistema elétrico volta à rotina depois da apuração.
A agenda final e onde os candidatos votam
Os dois candidatos encerram a campanha neste sábado em atos de rua no Sudeste. Flávio Bolsonaro começou o dia em Belo Horizonte, às 9h, com um ato na Praça da Liberdade, e faz uma carreata a partir das 14h na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, conforme a CNN Brasil e o jornal Correio Braziliense. Lula faz uma caminhada às 10h na orla de Copacabana, também no Rio, e às 16h outra na Avenida Paulista, em São Paulo, com aliados como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. A agenda de campanha termina às 22h.
No domingo, Lula vota em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e acompanha a apuração na capital paulista. Flávio vota no Rio de Janeiro, pela manhã, numa escola municipal, e acompanha a apuração em Brasília, conforme o jornal Correio Braziliense. O horário exato de votação de cada um não havia sido divulgado até a publicação desta matéria. O voto do candidato também é obrigatório: os dois têm de comparecer à própria seção eleitoral, como qualquer eleitor.

O que muda a partir das 22h de sábado
Pela Lei das Eleições, a Lei nº 9.504, de 1997, a distribuição de material gráfico, as caminhadas, as carreatas e as passeatas só podem acontecer até as 22h do dia anterior à votação. No domingo, pedir voto, distribuir santinhos e fazer boca de urna são crimes eleitorais. O eleitor pode usar adesivo, broche ou camiseta do candidato, desde que de forma individual e silenciosa. Material jogado na rua, como o registrado em frente a escolas no primeiro turno, pode ser denunciado pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.
Para quem vai votar, as regras são as mesmas de 4 de outubro: documento oficial com foto, celular guardado fora da cabine e fila garantida para quem chegar até as 17h. As regras completas estão no guia do dia da votação, na matéria sobre as pesquisas e o horário do resultado e, para quem vota em Campina Grande, onde votar na cidade. A apuração começa a ser divulgada às 17h.
Fonte oficialDados do Ministério da Defesa, do ONS e do GDF, divulgados pela Agência Brasil.
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