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Véspera da eleição: 25 mil militares, energia reforçada e onde os candidatos votam

Forças Armadas atuam em 306 municípios, o ONS faz operação especial de 55 horas e a Esplanada terá acesso controlado. Veja a agenda final e onde votam os candidatos.

Servidor carrega caixas de urnas eletrônicas em uma van amarela enquanto um policial armado faz a segurança, em Brasília.
Urnas eletrônicas são carregadas sob escolta pelo TRE-DF, em Brasília, antes do primeiro turno. Joédson Alves/Agência Brasil
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A logística eleitoral do segundo turno entrou na reta final neste sábado (24). As Forças Armadas mobilizam cerca de 25 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mantém uma operação especial para evitar falhas de energia e o Governo do Distrito Federal vai controlar o acesso à Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Enquanto isso, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fazem os últimos atos de campanha, permitidos até as 22h. A votação de domingo (25) vai das 8h às 17h, no horário de Brasília, e reúne os 158,7 milhões de eleitores aptos registrados pelo TSE para o pleito deste ano.

A operação do segundo turno em números
25 mil Militares mobilizados Marinha, Exército e Aeronáutica
306 Municípios com GVA Garantia da Votação e da Apuração, em 11 estados
55 horas Operação do ONS da 0h de sábado às 7h de segunda-feira

Fonte: Ministério da Defesa e ONS, via Agência Brasil, outubro de 2026

Forças Armadas em 345 municípios

O efetivo militar atua de duas formas, segundo o Ministério da Defesa. Na Garantia da Votação e da Apuração (GVA), as tropas reforçam a segurança em 306 municípios de 11 estados. Em outros 39 municípios de oito unidades da federação, o papel é de apoio logístico, sobretudo em áreas de difícil acesso, onde o transporte de urnas e de equipes depende de estrutura militar.

A presença militar não é automática. Os Tribunais Regionais Eleitorais pedem o reforço, e o presidente da República autoriza o emprego das tropas. O objetivo declarado é a preservação da ordem pública, a normalidade da votação e da apuração e o livre exercício do voto. A coordenação fica no Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, com os comandos da Amazônia, do Nordeste, do Planalto, do Oeste e do Leste, entre outros.

Municípios com atuação das Forças Armadas no segundo turno
Garantia da votação (GVA): 306 municípios (89%)Apoio logístico: 39 municípios (11%) 345 municípios
  • Garantia da votação (GVA) 306 municípios
  • Apoio logístico 39 municípios
Fonte: Ministério da Defesa, via Agência Brasil, outubro de 2026

Energia: operação especial de 55 horas

O ONS iniciou à 0h deste sábado uma operação especial no Sistema Interligado Nacional que vai até as 7h de segunda-feira (26). Durante esse período, ficam restritas as manutenções programadas na rede, o monitoramento do sistema e do clima é reforçado e equipes técnicas permanecem de sobreaviso. A medida segue resolução do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), colegiado coordenado pelo Ministério de Minas e Energia que acompanha a segurança do abastecimento no país.

As urnas eletrônicas têm bateria própria, mas a transmissão dos boletins e a apuração eletrônica nos centros de totalização dependem de energia e de telecomunicações. Segundo o ONS, no primeiro turno, em 4 de outubro, não houve ocorrência no sistema elétrico que afetasse a eleição. O mesmo esquema foi repetido para o segundo turno.

Dedo de um técnico aperta a tecla verde de confirmação em uma urna eletrônica durante teste.
Teste de urna eletrônica no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Fernando Frazão / Agência Brasil

Esplanada com acesso controlado em Brasília

O Governo do Distrito Federal vai controlar a circulação na Esplanada dos Ministérios desde a noite de sábado e durante todo o domingo. O principal bloqueio fica perto da Catedral, com interdições nas vias L2 Norte e L2 Sul. Grupos com manifestação ou festa política não poderão entrar na área, e novas barreiras e desvios podem ser montados depois das 17h, quando começa a divulgação dos resultados.

A Esplanada concentra a sede dos Três Poderes e já foi palco de concentrações de apoiadores em noites de apuração. O controle de acesso é uma medida preventiva do governo local e se concentra na área central de Brasília, onde ficam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal.

A reta final do segundo turno, hora a hora
  1. Sábado, 0h

    Começa a operação do ONS

    Restrição a manutenções e equipes de sobreaviso no sistema elétrico.

  2. Sábado, 9h

    Flávio em Belo Horizonte

    Ato na Praça da Liberdade; à tarde, carreata na Barra da Tijuca, no Rio.

  3. Sábado, 10h

    Lula no Rio

    Caminhada na orla de Copacabana; à tarde, caminhada na Avenida Paulista, em São Paulo.

  4. Sábado, 22h

    Fim da propaganda de rua

    Limite para carreata, caminhada e distribuição de material, pela Lei das Eleições.

  5. Domingo, 8h às 17h

    Votação

    Seções abertas no horário de Brasília em todo o país.

  6. Segunda, 7h

    Fim da operação do ONS

    O sistema elétrico volta à rotina depois da apuração.

A agenda final e onde os candidatos votam

Os dois candidatos encerram a campanha neste sábado em atos de rua no Sudeste. Flávio Bolsonaro começou o dia em Belo Horizonte, às 9h, com um ato na Praça da Liberdade, e faz uma carreata a partir das 14h na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, conforme a CNN Brasil e o jornal Correio Braziliense. Lula faz uma caminhada às 10h na orla de Copacabana, também no Rio, e às 16h outra na Avenida Paulista, em São Paulo, com aliados como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet. A agenda de campanha termina às 22h.

No domingo, Lula vota em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e acompanha a apuração na capital paulista. Flávio vota no Rio de Janeiro, pela manhã, numa escola municipal, e acompanha a apuração em Brasília, conforme o jornal Correio Braziliense. O horário exato de votação de cada um não havia sido divulgado até a publicação desta matéria. O voto do candidato também é obrigatório: os dois têm de comparecer à própria seção eleitoral, como qualquer eleitor.

Santinhos de candidatos espalhados no asfalto diante de uma escola, com uma eleitora caminhando entre carros estacionados.
Santinhos espalhados diante de escola em Brasília no primeiro turno. Joédson Alves / Agência Brasil

O que muda a partir das 22h de sábado

Pela Lei das Eleições, a Lei nº 9.504, de 1997, a distribuição de material gráfico, as caminhadas, as carreatas e as passeatas só podem acontecer até as 22h do dia anterior à votação. No domingo, pedir voto, distribuir santinhos e fazer boca de urna são crimes eleitorais. O eleitor pode usar adesivo, broche ou camiseta do candidato, desde que de forma individual e silenciosa. Material jogado na rua, como o registrado em frente a escolas no primeiro turno, pode ser denunciado pelo aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral.

Para quem vai votar, as regras são as mesmas de 4 de outubro: documento oficial com foto, celular guardado fora da cabine e fila garantida para quem chegar até as 17h. As regras completas estão no guia do dia da votação, na matéria sobre as pesquisas e o horário do resultado e, para quem vota em Campina Grande, onde votar na cidade. A apuração começa a ser divulgada às 17h.

Fonte oficialDados do Ministério da Defesa, do ONS e do GDF, divulgados pela Agência Brasil.

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