A Prefeitura de Campina Grande assinou, em 3 de março de 2026, a ordem de serviço que dá início à nova etapa das obras do Canal do Prado, intervenção de infraestrutura orçada em R$ 40 milhões. Segundo a Prefeitura, os serviços abrangem os bairros do Tambor e do Jardim Paulistano, no trecho entre as avenidas Assis Chateaubriand e Maria Gomes Carneiro, duas vias de grande circulação nessa parte da cidade. A assinatura marca a largada de uma frente que reúne, ao mesmo tempo, a canalização do curso d’água e a requalificação urbana das margens.
De acordo com o município, a execução ficará a cargo da Construtora Rocha Cavalcante. A solenidade reuniu o prefeito Bruno Cunha Lima, o deputado federal Romero Rodrigues e o secretário de Obras, Joab Machado, que apresentaram o projeto aos moradores presentes. A ordem de serviço é o documento que autoriza a empresa contratada a iniciar os trabalhos, e sua assinatura marca a transição do projeto para a fase de execução no canteiro de obras, segundo a Prefeitura. Na avaliação apresentada pela gestão durante a solenidade, a intervenção é tratada como uma das principais obras de infraestrutura em andamento na cidade, tanto pelo porte do investimento quanto pela área urbana atendida entre o Tambor e o Jardim Paulistano.
Fonte: Prefeitura de Campina Grande, mar. 2026
O que prevê a nova etapa
Segundo a Prefeitura, o projeto combina a canalização do curso d’água com a requalificação urbana do entorno. Estão previstos 17.750 metros quadrados de pavimentação, 5.000 metros quadrados de calçadas, 2.550 metros quadrados de ciclovia e 2.900 metros quadrados de área gramada ao longo do trecho atendido. A pavimentação responde pela maior parcela da intervenção, o que indica que boa parte do investimento se destina a transformar as margens do canal em vias preparadas para o tráfego de veículos.
A obra integra o conjunto de intervenções viárias e de drenagem da gestão, na mesma linha da reforma da Estação Nova e das ações de mobilidade no transporte público. Conforme o município, a canalização busca reduzir alagamentos e ordenar o escoamento das águas na região, um problema recorrente em áreas urbanas cortadas por cursos d’água. As calçadas e a ciclovia, por sua vez, ampliam as opções de deslocamento a pé e de bicicleta para quem vive e trabalha nos dois bairros, enquanto a área gramada prevista no projeto responde pelo tratamento paisagístico das margens ao longo do canal.
Parte de um conjunto de obras de drenagem
O Canal do Prado se soma a outras frentes de drenagem tocadas pela Prefeitura em Campina Grande, como as obras do Canal de Bodocongó, outro curso d’água que passa por canalização e pavimentação de via paralela. O mesmo esforço aparece nas ações de requalificação urbana, caso da articulação para revitalizar o centro. Em conjunto, essas obras seguem uma lógica parecida de tratar o leito dos canais e, ao mesmo tempo, reorganizar as ruas e os passeios do entorno.
Nessas intervenções, o padrão se repete, conforme os registros oficiais das obras: paredes de concreto para conter o curso d’água, terraplenagem das margens e, na sequência, a pavimentação das vias laterais que acompanham o canal. O objetivo declarado é dar vazão às águas em períodos de chuva e, ao final, entregar uma via urbana estruturada onde antes havia apenas a faixa do canal e o solo exposto. É esse encadeamento de etapas que a nova fase do Canal do Prado pretende reproduzir nos bairros do Tambor e do Jardim Paulistano, unindo a função de drenagem à criação de uma nova via de circulação para a região.

Como são as obras de canalização
O trabalho de canalização mostra a escala da intervenção urbana: um trecho contínuo de concreto que atravessa a malha de casas e comércios do bairro, com o leito do curso d’água no centro e as vias em preparo nas duas margens. É esse mesmo modelo que orienta a nova etapa do Canal do Prado. A obra acontece em meio a uma área densamente ocupada, o que exige a compatibilização entre o canteiro, o trânsito local e a rotina de moradores e comerciantes ao longo de todo o trecho.
Ao final da obra, segundo a Prefeitura, o entorno do canal recebe pavimentação, ciclovia, calçadas e área gramada, transformando a faixa de terra em uma via estruturada para veículos, pedestres e ciclistas nos bairros do Tambor e do Jardim Paulistano. A combinação entre a estrutura de drenagem e a nova via é o que caracteriza esse tipo de intervenção, que trata o canal não apenas como obra hidráulica, mas também como eixo de mobilidade e de reorganização do espaço urbano no entorno das avenidas Assis Chateaubriand e Maria Gomes Carneiro.

O que ainda não foi divulgado
O release oficial informou o valor e o escopo da nova etapa, mas não trouxe o prazo previsto para a conclusão da obra nem o cronograma detalhado das frentes de serviço. Também não divulgou o número de empregos gerados pela intervenção, o percentual de execução já alcançado em etapas anteriores nem o eventual impacto no trânsito durante a fase de obras. Não há, no material oficial, detalhamento sobre desapropriações ou sobre a origem dos recursos que compõem o investimento de R$ 40 milhões. Com a ordem de serviço assinada, o andamento dos trabalhos poderá ser acompanhado pela população nos bairros do Tambor e do Jardim Paulistano, à medida que a Prefeitura publicar novos balanços da obra e informe o cronograma de cada frente de serviço ao longo do trecho.
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