Campina Grande fechou julho de 2026 com saldo positivo de 433 postos de trabalho formais, conforme o balanço do Novo Caged divulgado pela Prefeitura, com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego. O número resulta da diferença entre as admissões e os desligamentos registrados no mês e marca o sétimo mês seguido de saldo positivo no emprego com carteira assinada na cidade: todos os meses de 2026, de janeiro a julho, fecharam no azul. O resultado veio num período historicamente mais fraco para o comércio local, já que julho sucede o pico de contratações do Maior São João do Mundo, o que costuma esfriar o ritmo de admissões na cidade. Ainda assim, a construção civil sustentou o saldo do mês, compensando a única queda setorial, no comércio.
Fonte: Novo Caged / Ministério do Trabalho e Emprego, julho de 2026
Como foi o resultado de julho?
No mês, a cidade contabilizou 5.335 admissões e 4.902 desligamentos, o que produziu o saldo positivo de 433 vagas. Segundo a Prefeitura, o resultado veio abaixo da média dos primeiros meses do ano: abril, por exemplo, tinha fechado com saldo de 740 postos, mas a série se manteve no campo positivo pela sétima vez seguida em 2026. A leitura mensal do Novo Caged permite acompanhar esse comportamento sem esperar o fechamento do ano, já que os dados são atualizados a cada competência pelo Ministério do Trabalho e Emprego e divulgados localmente pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo. O balanço de julho foi liberado numa sexta-feira, 28 de agosto, quase um mês após o fim do período de referência, intervalo padrão da apuração federal, que soma os registros de admissão e desligamento de todo o país antes de fechar o resultado por município.
Quais setores puxaram o saldo?
A abertura por atividade mostra a construção civil como principal responsável pelo resultado, com saldo de 197 vagas no mês. Em seguida aparecem os serviços, com 157 postos, e a indústria, com 107. A agropecuária teve saldo simbólico, de apenas 1 vaga, enquanto o comércio foi o único setor no vermelho, com saldo negativo de 29 postos. A composição indica que, ao contrário de junho, quando o comércio liderou as contratações, julho inverteu o padrão: as obras públicas e privadas em andamento na cidade sustentaram o saldo, enquanto o varejo desacelerou no período pós-São João, quando o fluxo de consumo e de contratações temporárias tende a recuar. A construção tende a acompanhar o calendário de obras da cidade, o que a torna sensível ao ritmo de investimento público e privado no município.
| Setor | Saldo em julho |
|---|---|
| Construção civil | +197 |
| Serviços | +157 |
| Indústria | +107 |
| Agropecuária | +1 |
| Comércio | -29 |
Fonte: Novo Caged / Ministério do Trabalho e Emprego
No acumulado do ano, o município soma 4.315 vagas formais entre janeiro e julho de 2026, segundo o balanço da Prefeitura, um crescimento de 433 postos sobre o total de 3.882 registrado até junho. O número reúne os saldos dos sete primeiros meses e mantém Campina Grande numa trajetória de recuperação sustentada do mercado de trabalho formal, sem nenhum mês negativo até aqui em 2026. Para a gestão municipal, a manutenção do saldo positivo mesmo num mês tradicionalmente mais fraco para o comércio reforça o peso da construção civil e dos serviços como motores da economia local no segundo semestre. O acompanhamento por competência também orienta as políticas de qualificação e de intermediação de mão de obra oferecidas pela rede municipal do Sine.
Como Campina Grande se compara à Paraíba e ao Nordeste?
Os 433 postos abertos na Rainha da Borborema ganham dimensão quando confrontados com os dados oficiais do Novo Caged publicados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em julho de 2026, a Paraíba registrou saldo de 2.307 empregos formais, resultado de 24.972 admissões e 22.665 desligamentos, o quinto mês seguido no azul em 2026 e uma alta de 0,41% sobre o estoque de vínculos ativos, que chegou a 558.233 trabalhadores com carteira assinada no estado. O resultado colocou a Paraíba na 3ª posição do Nordeste, atrás de Bahia (4.664 vagas) e Ceará (4.181), à frente dos demais estados da região. No acumulado de janeiro a julho, o estado soma 9.060 empregos formais, com 160.362 admissões contra 151.302 desligamentos no período. As vagas geradas em Campina Grande equivalem a cerca de 18,8% do saldo estadual do mês, reforçando o peso do município na economia paraibana.
O que o resultado significa para a cidade?
O sétimo saldo positivo seguido aparece no mesmo momento em que a Prefeitura mantém frentes de intermediação de mão de obra, caso do mutirão de vagas e da parceria do Sine Municipal com empresas locais, voltadas a encaminhar trabalhadores para postos formais como os divulgados no levantamento de agosto do Sine. Cada vaga formal representa acesso a direitos como carteira assinada, contribuição previdenciária e recolhimento do fundo de garantia, o que dá ao indicador um peso que vai além da estatística mensal. O desempenho do emprego também dialoga com o ambiente de juros ainda em patamar elevado, que encarece o crédito para empresas que querem expandir o quadro de funcionários. Nesse cenário, sustentar sete meses seguidos de saldo positivo, mesmo no mês pós-São João, quando o comércio historicamente esfria, funciona como um sinal de resistência da economia campinense, puxada sobretudo pela construção civil.

O que ainda não foi divulgado
O balanço não trouxe a abertura das vagas de Campina Grande por faixa salarial, por escolaridade ou por bairro, nem o recorte por sexo e idade dos contratados em julho. Também não foi informado o salário médio de admissão específico do município: o balanço federal só detalha esse dado até o nível estadual, e a Paraíba não teve a cifra de julho divulgada nas fontes consultadas para esta reportagem. Não há, ainda, comparação oficial com o mesmo mês de 2025 nem projeção de geração de empregos para o segundo semestre de 2026. Com o sétimo saldo positivo seguido, a série mensal do Novo Caged segue como o principal indicador público para acompanhar, mês a mês, o comportamento do mercado de trabalho formal na cidade. A competência de agosto, que inclui o efeito completo do pós-São João, será o próximo teste da sequência.
VerificadoInformação checada com fontes independentes: a Prefeitura de Campina Grande e o Governo Federal.
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