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Orçamento de Campina Grande 2026: R$ 2,44 bilhões, com saúde e educação à frente

A Lei Orçamentária Anual de 2026 de Campina Grande prevê R$ 2,44 bilhões em receitas e despesas. Educação e saúde concentram as maiores dotações, segundo o projeto enviado pelo Executivo à Câmara.

Público sentado nas bancadas do plenário da Câmara Municipal de Campina Grande durante audiência pública, com telão exibindo a sessão ao fundo.
Audiência pública da Lei Orçamentária Anual de 2026 no plenário da Câmara Municipal de Campina Grande. Divulgação / Câmara Municipal de Campina Grande
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Campina Grande vai operar em 2026 com um orçamento de cerca de R$ 2,44 bilhões, valor previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) do município. O número consta do Projeto de Lei nº 1.038/2025, enviado pelo Executivo à Câmara Municipal e disponível no sistema legislativo da Casa. É a peça que estima quanto o município espera arrecadar e fixa quanto pode gastar em cada área ao longo do ano.

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Lei Orçamentária Anual (LOA)

Lei que estima as receitas e fixa as despesas do município para um exercício. Segue as metas do Plano Plurianual (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e só entra em vigor após aprovação da Câmara.

Uma observação de fidelidade: há uma pequena divergência entre o valor registrado no projeto de lei, de R$ 2.442.022.000,00, e o número citado na audiência pública, de R$ 2.440.022.000,00. A diferença, de R$ 2 milhões, não altera a ordem de grandeza do orçamento, mas é registrada aqui porque os dois valores aparecem em documentos oficiais distintos sobre a mesma peça.

Para onde vai o dinheiro

A maior fatia do orçamento é destinada à educação, com R$ 654 milhões, seguida de perto pelo Fundo Municipal de Saúde, com R$ 625 milhões. Juntas, as duas áreas concentram mais da metade das dotações e refletem o peso constitucional dos gastos com ensino e atenção à saúde, que têm pisos mínimos de aplicação definidos em lei. É desse orçamento que saem os recursos para frentes como os indicadores de alfabetização da rede municipal, a manutenção das escolas e a folha dos professores, além da rede de atenção básica ligada ao Fundo Municipal de Saúde.

Dotações por área no orçamento de 2026 (R$ milhões)
Educação 654 mi
Saúde (FMS) 625 mi
Previdência (IPSEM) 266 mi
Obras 224 mi
Finanças 185 mi
Administração 66 mi
Câmara Municipal 49 mi

Fonte: Projeto de Lei nº 1.038/2025 (LOA 2026), Câmara de Campina Grande

Abaixo das duas maiores rubricas, o orçamento reserva R$ 266 milhões ao IPSEM, o instituto de previdência dos servidores municipais, e R$ 224 milhões à Secretaria de Obras. Secretarias de Finanças e de Administração aparecem com R$ 185 milhões e R$ 66 milhões, respectivamente, enquanto o Legislativo municipal fica com R$ 48,9 milhões. Há ainda uma reserva de contingência de R$ 1,2 milhão, verba não vinculada a uma despesa específica, prevista para emergências e ajustes ao longo do exercício.

Direta e indireta

O projeto separa o orçamento em dois grandes blocos. A administração direta, que reúne as secretarias e os órgãos ligados diretamente ao Executivo, responde por R$ 2,149 bilhões. A administração indireta, formada por autarquias, fundos e institutos com orçamento próprio, soma R$ 292 milhões. Essa divisão é técnica, mas importa para o controle: cada ente indireto presta contas da sua execução, o que permite acompanhar separadamente áreas como previdência e saúde. Na administração indireta entram, por exemplo, o instituto de previdência dos servidores e os fundos que recebem transferências carimbadas, com regras próprias de aplicação. Já a administração direta concentra o grosso das secretarias e das despesas de custeio da máquina municipal, o que explica sua participação de quase 88% no total previsto para o ano.

Orçamento de 2026 por natureza da administração
Administração direta: 2149 mi (88%)Administração indireta: 292 mi (12%) R$ 2,44 bi total
  • Administração direta 2149 mi
  • Administração indireta 292 mi
Fonte: Projeto de Lei nº 1.038/2025 (LOA 2026), Câmara de Campina Grande

O orçamento não nasce isolado. Ele executa o que foi traçado no Plano Plurianual (PPA) 2026-2029 e nas diretrizes fixadas pela LDO, aprovadas antes da LOA. Esse encadeamento é o que dá previsibilidade às contas: o PPA define as metas de médio prazo, a LDO orienta as prioridades do ano seguinte e a LOA transforma tudo em valores. A cobertura desse ciclo se conecta a outras frentes da política local, como a atividade legislativa da Câmara Municipal.

Participantes acompanham a audiência pública da Lei Orçamentária Anual de 2026 no plenário da Câmara Municipal de Campina Grande.
Audiência pública da LOA 2026 na Câmara Municipal de Campina Grande, em dezembro de 2025. Divulgação / Câmara Municipal de Campina Grande

O peso dos números

Traduzir bilhões em prioridades ajuda a ler o orçamento. Os R$ 2,44 bilhões previstos equivalem a tudo o que a cidade planeja arrecadar e gastar em um ano, de salários de servidores a obras, passando por escolas, unidades de saúde e a manutenção da máquina pública. A concentração em educação e saúde não é uma escolha livre da gestão: a Constituição obriga o município a aplicar percentuais mínimos de sua receita nessas duas áreas, o que explica por que elas lideram as dotações em praticamente todas as prefeituras do país.

O orçamento de Campina Grande para 2026
R$ 2,44 bi orçamento total receitas e despesas do município
R$ 654 mi educação a maior dotação
R$ 625 mi saúde (FMS) segunda maior dotação
R$ 48,9 mi Câmara Municipal orçamento do Legislativo

Fonte: Projeto de Lei nº 1.038/2025 (LOA 2026)

A LOA foi discutida em audiência pública na Câmara Municipal, etapa obrigatória do processo que abre espaço para a participação da população antes da votação. Depois de aprovada, a lei passa a valer como o mapa das contas do município para o ano, e sua execução, quanto de fato é arrecadado e gasto em cada área, pode ser acompanhada nos relatórios oficiais de transparência ao longo de 2026.

O que a peça ainda não fecha

O orçamento é uma previsão, não um retrato do que será efetivamente gasto. Os valores por área indicam a intenção de aplicação, mas a execução depende da arrecadação real e de eventuais créditos adicionais aprovados durante o ano. Na prática, é comum que uma dotação seja reforçada ou remanejada por leis específicas ao longo do exercício, sempre com passagem pela Câmara, o que faz do orçamento aprovado um ponto de partida, e não um número fechado. Acompanhar a diferença entre o previsto e o executado, área por área, é justamente o que permite avaliar se as prioridades declaradas em dezembro se confirmam ao longo do ano. O projeto também não detalha, na síntese por órgão, a abertura de cada dotação por programa e ação, informação que consta do documento completo e é acompanhada pelos órgãos de controle. Para o cidadão, o dado disponível permite dimensionar as prioridades declaradas do município e servir de referência para cobrar, ao fim do exercício, o que saiu do papel.

Fonte oficialDados apurados no SAPL e nos portais oficiais da Câmara Municipal e da Prefeitura de Campina Grande.

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