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Irã e mediadores do Catar têm terceiro dia de negociações em Doha pelo fim da guerra

Negociadores iranianos e mediadores do Catar tiveram no domingo (1º) o terceiro dia seguido de conversas, segundo a Agência Brasil. Os EUA votam na terça (3).

Vista aérea de um navio-plataforma de petróleo em alto-mar, com estruturas metálicas e heliponto.
Navio-plataforma de produção de petróleo em alto-mar (imagem ilustrativa). Tânia Rêgo/Agência Brasil

Negociadores do Irã e mediadores do Catar tiveram no domingo (1º), em Doha, o terceiro dia seguido de conversas para buscar um acordo que encerre a guerra, segundo a Agência Brasil, com base em informação de uma autoridade ligada às discussões ouvida pela agência Reuters. De acordo com a Agência Brasil, a guerra foi iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã e já dura oito meses. As conversas acontecem dois dias antes das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para terça-feira (3).

Segundo a Agência Brasil, há preocupação de que o conflito volte a se intensificar depois da votação americana. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país não lançará novos ataques contra o Irã antes da eleição e afirmou que as negociações com Teerã têm sido produtivas, mas não descartou novas ações militares depois do pleito, de acordo com a mesma reportagem.

As negociações em números, segundo a Agência Brasil.
3º dia de conversas seguidas Negociadores do Irã e mediadores do Catar em Doha, no domingo (1º).
8 meses de guerra Duração do conflito informada pela Agência Brasil.
2 dias para reabrir Ormuz Prazo da proposta após um possível acordo, segundo Araqchi à Al Jazeera.

O que dizem as partes

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse no domingo que as negociações estão em andamento e avançando, com o objetivo de manter as consultas com os mediadores do Catar, segundo a Agência Brasil. Ele afirmou que Teerã está preparada para defesa e diplomacia. Em declarações à mídia estatal iraniana, citadas pela Agência Brasil, Araqchi disse que a discussão sobre uma “proposta de dois dias” continua, sem conclusão definitiva.

Em entrevista à rede Al Jazeera no sábado (31), citada pela Agência Brasil, Araqchi disse que negociadores iranianos e catarianos elaboraram uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz em até dois dias depois de um possível acordo com Washington. Sobre o papel do Catar, o chanceler afirmou que o Irã faz o “melhor” no processo e espera “racionalidade” do outro lado, para que a diplomacia tenha prioridade.

Do lado americano, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse no sábado que Trump ainda não decidiu sobre novos ataques ao Irã, mas que preferiria resolver o conflito pela via diplomática, segundo a Agência Brasil. A reportagem informa que as negociações em Doha foram coordenadas por meio de contatos regulares com Washington.

Cronologia recente das negociações, segundo a Agência Brasil.
  1. 30 de outubro

    Mediadores em Teerã

    Mediadores do Catar conversam com autoridades iranianas na capital do Irã.

  2. 31 de outubro

    Conversas vão para Doha

    Mojtaba Khamenei ordena prontidão das Forças Armadas; Rubio diz que Trump ainda não decidiu sobre ataques.

  3. 1º de novembro

    Terceiro dia seguido

    Araqchi diz que as negociações avançam, sem conclusão definitiva.

  4. 3 de novembro

    Eleição nos EUA

    Votação de meio de mandato; Trump disse que não haverá ataques antes dela.

O líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, ordenou no sábado que as Forças Armadas estivessem preparadas para qualquer ataque, segundo a Agência Brasil. Depois disso, as Forças Armadas iranianas anunciaram medidas para reforçar a prontidão. A reportagem registra que o Irã já afirmou que revidaria novos ataques atingindo alvos dos EUA e de Israel em países vizinhos.

De acordo com a Agência Brasil, os mediadores do Catar estiveram em Teerã na sexta-feira (30) para conversar com autoridades iranianas e, no sábado, levaram as negociações para Doha. A reportagem informa que a guerra continua afetando o abastecimento global de petróleo e se espalhando pelo Oriente Médio. Mais notícias de política e relações internacionais estão na editoria Poder.

Avião comercial de passageiros decola sobre uma área urbana com prédios.
Avião comercial decola de um aeroporto (imagem ilustrativa). Rovena Rosa / Agência Brasil

O efeito no combustível do Brasil

Os reflexos do conflito chegam ao Brasil pelo preço do querosene de aviação (QAV), o combustível usado por aviões e helicópteros. Em 1º de novembro, a Petrobras anunciou reajuste médio de 7,2% no QAV vendido às distribuidoras, o equivalente a R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior, segundo a Agência Brasil. Em nota, a empresa atribuiu o aumento à alta da cotação internacional, “em um cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio”, e citou também a redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia.

Segundo reportagem da Agência Brasil de 1º de outubro, o preço médio do QAV nas refinarias da Petrobras passou de R$ 5,585 por litro em setembro para R$ 6,242 em outubro, alta de 11,76%. O valor de outubro ficou 74% acima do preço de 1º de março, de R$ 3,592 por litro, dia seguinte ao início dos ataques militares dos EUA e de Israel ao Irã, de acordo com a mesma reportagem. A Petrobras responde por cerca de 85% da produção nacional de QAV, mas o mercado é aberto a outras produtoras e importadoras.

Preço médio do querosene de aviação nas refinarias da Petrobras, em reais por litro.
Período Preço por litro
1º de março de 2026 3,592 R$
Setembro de 2026 5,585 R$
Outubro de 2026 6,242 R$

Fonte: Petrobras, via Agência Brasil (reportagem de 1º de outubro de 2026).

A principal causa da alta, segundo a Agência Brasil, é a instabilidade no Estreito de Ormuz, por onde passava cerca de 20% da produção internacional de petróleo e gás antes da guerra. A redução da oferta pressionou os preços. A reportagem lembra que a Petrobras reduziu o preço do QAV em junho e julho, quando EUA e Irã pareciam próximos de um acordo, e voltou a subir em agosto, setembro e outubro.

Peso nos custos das companhias aéreas

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), citada pela Agência Brasil, o combustível representava cerca de 30% dos custos operacionais das companhias aéreas brasileiras antes do conflito. A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que essa participação passou a mais de 45% depois do início da guerra. O reajuste do QAV é mensal no Brasil, e a Petrobras afirma que a fórmula prevista em contrato amortece oscilações de curto prazo.

Bicos de bomba de combustível vermelho e preto diante de uma bomba azul num posto.
Bomba de combustível em posto (imagem ilustrativa). José Cruz / Agência Brasil

Em nota, a Petrobras afirmou que as variações acumuladas no Brasil são menores que as do mercado internacional, onde os reajustes chegam a ser diários desde o início do conflito, segundo a Agência Brasil. Em maio, a empresa permitiu que as distribuidoras parcelassem o aumento para aliviar o caixa das companhias aéreas. Outros indicadores que afetam o bolso estão na editoria Economia.

As reportagens da Agência Brasil usadas nesta matéria não trazem dados específicos sobre Campina Grande ou a Paraíba. O reajuste do QAV vale para as vendas da Petrobras às distribuidoras em todo o país, e o desfecho das conversas em Doha depende de um eventual acordo com Washington, segundo os relatos citados pela agência.

Fonte oficialRelatos da Agência Brasil e nota da Petrobras.

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