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Petrobras reajusta querosene de aviação em 7,2%, alta de R$ 0,45 por litro

O novo preço do QAV vendido às distribuidoras vale desde 1º de novembro. É o terceiro aumento mensal seguido, depois de 13,9% em setembro e 11,76% em outubro.

Caminhão-tanque amarelo de combustível de aviação estacionado perto de um avião de pequeno porte, num aeroporto.
Caminhão-tanque de querosene de aviação em aeroporto (imagem ilustrativa). Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Petrobras anunciou um reajuste médio de 7,2% no querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras, com validade a partir deste domingo, 1º de novembro, segundo a Agência Brasil. O aumento corresponde a R$ 0,45 por litro em relação ao preço do mês anterior. É o terceiro reajuste mensal seguido para cima do combustível usado em aviões e helicópteros.

O reajuste do querosene de aviação em novembro de 2026, segundo a Agência Brasil.
7,2% reajuste médio no QAV vendido às distribuidoras
R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior
1º/11 início da vigência domingo, 1º de novembro de 2026

O que a Petrobras alegou

Segundo a Agência Brasil, a estatal atribui o reajuste à alta da cotação internacional do combustível, em meio à intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia. São esses os fatores apontados pela empresa para o novo preço cobrado das distribuidoras, que revendem o produto às companhias aéreas.

Em nota, a Petrobras afirmou que as variações acumuladas no Brasil são menores do que as observadas no exterior. De acordo com a empresa, no mercado internacional os preços mudam quase diariamente, enquanto aqui o reajuste do QAV é mensal. A companhia disse que aplica uma fórmula paramétrica prevista em contrato, que suaviza as oscilações de curto prazo das cotações.

Caminhão-tanque de combustível de aviação em primeiro plano, com um avião estacionado no pátio ao fundo.
Caminhão de querosene de aviação no pátio de um aeroporto (imagem ilustrativa). Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A Agência Brasil informou que a Petrobras tem participação de cerca de 85% da produção nacional de QAV. O mercado de querosene de aviação, no entanto, é aberto à concorrência, e outras empresas também podem produzir e importar o combustível. O preço anunciado pela estatal vale para as vendas feitas nas suas refinarias às distribuidoras.

O peso do combustível nas contas das empresas aéreas também aparece na matéria. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, citada pela Agência Brasil, a participação do QAV nos custos operacionais das companhias brasileiras subiu de cerca de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio. A reportagem não informou se haverá mudança no preço das passagens.

Três meses seguidos de alta

O reajuste de novembro vem depois de dois aumentos maiores. Em setembro, segundo a Agência Brasil, a Petrobras elevou o preço médio do QAV em 13,9%, cerca de R$ 0,68 a mais por litro, com variação entre 14,34% em São Luís e 13,51% em Canoas (RS). Naquele mês, o preço nas refinarias ficou entre R$ 5,44 e R$ 5,70 por litro.

Reajustes médios do querosene de aviação anunciados pela Petrobras em 2026, em percentual.
Setembro 13,90%
Outubro 11,76%
Novembro 7,20%

Fonte: Petrobras, via Agência Brasil, set. a nov. 2026

Em outubro, o reajuste médio foi de 11,76%. De acordo com a Agência Brasil, o preço por litro passou de R$ 5,585 em setembro para R$ 6,242 em outubro. Esse valor era 74% maior que o de 1º de março, quando o litro custava R$ 3,592 nas refinarias da Petrobras. Na época, a estatal também atribuiu a alta à guerra no Oriente Médio e aos problemas logísticos causados no setor de petróleo.

Na matéria de setembro, a Agência Brasil havia calculado uma alta acumulada de 53,3% no ano, ou R$ 1,94 a mais por litro. As reportagens apontaram a instabilidade no Estreito de Ormuz, rota por onde passa parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio, como o principal fator para a redução da oferta e a alta das cotações.

Avião comercial estacionado junto a uma ponte de embarque, com caminhões de abastecimento no pátio.
Caminhões de abastecimento no pátio, perto de um avião comercial (imagem ilustrativa). Rafa Neddermeyer / Agência Brasil

A sequência de preços divulgada pela Agência Brasil mostra a trajetória do combustível desde março. Os dados se referem ao preço de refinaria, aquele cobrado pela Petrobras das distribuidoras, e não ao valor final pago pelas companhias aéreas, que inclui margens de distribuição e tributos.

Preço e reajustes do querosene de aviação da Petrobras em 2026, segundo a Agência Brasil.
  1. 1º de março

    Referência inicial

    O litro do QAV custava R$ 3,592 nas refinarias da Petrobras.

  2. 1º de setembro

    Alta de 13,9%

    Aumento de cerca de R$ 0,68 por litro, em média.

  3. 1º de outubro

    Alta de 11,76%

    O litro passa de R$ 5,585 para R$ 6,242.

  4. 1º de novembro

    Alta de 7,2%

    Aumento de R$ 0,45 por litro em relação a outubro.

Como o preço é definido

Segundo a Petrobras, o reajuste mensal segue o que está previsto nos contratos com as distribuidoras. A fórmula leva em conta as cotações internacionais do combustível e distribui as variações ao longo do tempo, em vez de repassá-las a cada dia. Por isso, de acordo com a empresa, as mudanças no Brasil chegam de forma mais gradual que no exterior.

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Fórmula paramétrica

É a regra de cálculo prevista no contrato entre a Petrobras e as distribuidoras. Segundo a estatal, ela usa as cotações internacionais e suaviza as oscilações de curto prazo, com reajuste uma vez por mês.

O percentual de novembro é o menor dos três últimos reajustes, mas o preço segue em alta. A tendência de alta continua ligada, segundo a estatal, ao cenário internacional do petróleo. Outros preços de combustíveis e ações do governo sobre o tema estão na editoria de economia, e o noticiário nacional está em Brasil.

Na conta das empresas, o custo do combustível é uma das despesas que mais pesam. Pelos números da associação das aéreas, citados pela Agência Brasil, o QAV passou a representar mais de 45% dos custos operacionais, ante cerca de 30% antes dos conflitos. Isso significa que quase metade do que as companhias gastam para manter os aviões voando está ligada ao combustível, segundo a entidade.

O preço anunciado vale de forma média para o país. Em setembro, a Agência Brasil mostrou que o valor por região varia conforme o ponto de entrega, com o maior reajuste em São Luís e o menor em Canoas. Para novembro, a reportagem informou apenas o percentual médio e o valor de R$ 0,45 por litro, sem detalhar a variação entre as refinarias e os pontos de venda.

A Petrobras costuma divulgar o novo preço do QAV no primeiro dia de cada mês, quando ele passa a valer. Foi assim em setembro, em outubro e agora em novembro, segundo as reportagens da Agência Brasil. A revisão de preço mensal, segundo a empresa, segue a fórmula prevista nos contratos com as distribuidoras.

Fonte oficialReajuste anunciado pela Petrobras, via Agência Brasil.

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