O REC’n’Play 2026 acontece de 11 a 14 de novembro no bairro do Recife, o Recife Antigo, em Pernambuco, segundo a Agência Brasil. Organizado pelo Porto Digital e pelo Sebrae Pernambuco, o festival chega à oitava edição com o tema O Futuro Nasce Aqui. A entrada é gratuita, mas a participação exige inscrição prévia pelo site oficial do evento, recnplay.pe, onde também está publicada a programação.
De acordo com a Agência Brasil, o festival reúne palestras, oficinas, debates, shows, atividades culturais, programação infantil e oportunidades de negócios. Os conteúdos se dividem entre tecnologia, empreendedorismo, cidades e economia criativa, e a proposta é atender a diversos públicos ao longo dos quatro dias.
Na edição anterior, segundo a reportagem, o festival teve mais de 80 mil inscritos e promoveu mais de mil atividades. Para 2026, a organização mantém o formato de festival aberto, espalhado pelas ruas e prédios do centro histórico do Recife, e não divulgou meta de público para esta edição. Os números de 2025 servem, por isso, como a referência disponível sobre o porte do evento, que ocupa o bairro onde está instalado o próprio Porto Digital.
O que muda nesta edição
A principal mudança apontada pela Agência Brasil está no desenho do circuito. A Rua da Moeda passa a fazer parte das atividades, com um cinema de rua descrito como novo espaço de encontro entre cultura e inovação. A ideia, segundo a organização, é ampliar a ocupação urbana do bairro durante o evento.

A Arena de Negócios, que conecta startups, empresas e investidores, ganha nova configuração no Núcleo de Empreendedorismo e Residência Digital (Nerd), espaço inaugurado recentemente. Já a Arena Games vai para um espaço aberto embaixo do Cais do Sertão. “Vamos fazer um palco na rua para palestras, tanto do Carpinejar quanto da Déia Freitas”, disse o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, à Agência Brasil.
| Espaço | O que muda |
|---|---|
| Rua da Moeda | Entra no circuito, com cinema de rua |
| Arena de Negócios | Nova configuração no Nerd |
| Arena Games | Espaço aberto embaixo do Cais do Sertão |
| Palco de rua | Palestras de Carpinejar e Déia Freitas |
| Oficinas | Quase metade da programação |
Fonte: Agência Brasil, 2 de novembro de 2026
Outra mudança está no peso das oficinas. Segundo Lucena, a meta foi reduzir o número de mesas de debate e ampliar as atividades práticas, que passam a ocupar quase metade dos conteúdos, para reforçar o lado educacional do festival. Parte da grade saiu de um edital aberto em que o público pôde propor oficinas, mesas e temas. De acordo com o presidente do Porto Digital, houve centenas de propostas, selecionadas por professores e curadores.
Entre os nomes citados pela Agência Brasil na programação estão Déia Freitas, o jornalista Caco Barcelos, o escritor Fabrício Carpinejar, Murilo Gun e o cantor Lenine. A reportagem não detalha os horários nem o conteúdo de cada participação, que constam da programação oficial no site do evento. A organização também não informou a distribuição das atrações entre os quatro dias, por isso quem pretende assistir a uma palestra específica deve consultar a grade antes de sair de casa.

Inteligência artificial no centro do debate
A inteligência artificial e a inclusão tecnológica estão entre os temas de destaque desta edição. “Estamos trabalhando muito com a parte de inteligência artificial e os seus impactos no mercado de trabalho”, afirmou Lucena. Ele disse que a tecnologia facilita a aplicação de soluções para os problemas do país e definiu o festival como “plataforma permanente de mobilização em torno de tecnologia e inovação”.
Ao comentar o lugar do Brasil na corrida tecnológica, Lucena citou o Índice Global de Inovação 2026, da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO), no qual o país aparece na 53ª posição entre 139 países. Para ele, o Brasil precisa decidir se quer ser fornecedor ou consumidor de tecnologia, e deve buscar o papel de fornecedor, sobretudo de aplicações de inteligência artificial. “O Brasil precisa se impor pelo seu tamanho, sua relevância e importância”, disse. Segundo o dirigente, o país é um “celeiro de complexidade de problemas”, o que abriria espaço para soluções criadas aqui. Na leitura do Porto Digital, a aposta em oficinas e no debate sobre inteligência artificial conversa com esse diagnóstico: formar gente capaz de criar aplicações, e não apenas de usá-las. A Agência Brasil não detalhou quais oficinas tratam do tema nem quantas vagas cada uma oferece. Também não há na reportagem dados sobre ações específicas de inclusão tecnológica, que aparece citada como um dos eixos do festival ao lado da inteligência artificial e do mercado de trabalho.
Como participar
Para participar, é preciso fazer a inscrição prévia no site recnplay.pe, segundo a Agência Brasil. O festival é gratuito, e a escolha das atividades segue a programação divulgada pela organização. Lucena descreveu o evento como inclusivo e gratuito, com o objetivo de mobilizar a sociedade em torno da inovação. Mais notícias sobre economia e emprego estão em Economia, e a agenda cultural do país em Cultura. O Recife Antigo concentra as atividades por abrigar o Porto Digital, e por isso o festival ocupa praças, ruas e prédios do centro histórico. A Agência Brasil não informou horários de funcionamento nem número de palcos, dados que devem ser conferidos no site oficial antes do deslocamento. Outras notícias nacionais estão em Brasil.
Para o público de fora de Pernambuco, o formato gratuito reduz o custo de participação ao deslocamento e à hospedagem, mas a inscrição continua obrigatória mesmo para quem pretende acompanhar só as atividades de rua. A Agência Brasil não citou participação de empresas, startups ou instituições da Paraíba nesta edição, e a organização não divulgou, na reportagem, a lista de expositores da Arena de Negócios. Quem pretende levar crianças pode consultar no site a programação infantil, que a reportagem cita entre as atividades previstas para os quatro dias de festival.
Fonte oficialInformações do Porto Digital, via Agência Brasil.
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