Comprar o botijão de gás na revenda errada pode custar R$ 25 a mais pelo mesmo produto, em Campina Grande. É o que mostra a pesquisa mensal de preços divulgada pelo Procon municipal em 10 de agosto de 2026: o botijão de 13 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP) foi encontrado de R$ 89,99 a R$ 115,00 à vista, a depender do estabelecimento.
Fonte: Procon de Campina Grande, pesquisa de preços de 10 de agosto de 2026
A diferença de R$ 25,01 equivale a uma variação de 27,79% sobre o menor valor. Na prática, é o preço de escolher onde comprar: quem levar o botijão na revenda mais em conta paga pouco menos de R$ 90; já quem comprar sem comparar pode desembolsar R$ 115 pelo mesmo produto. Segundo o Procon, o menor preço à vista, de R$ 89,99, estava na Super Gás, na Avenida Dinamérica Alves Correia, no bairro de Santa Rosa. O teto de R$ 115,00 apareceu em duas revendas, no José Pinheiro e também em Santa Rosa.
Como o Procon chega a esses números
A cada mês, agentes do órgão percorrem estabelecimentos da cidade e anotam o preço praticado em cada ponto, num levantamento que a pesquisa de preços transforma em um retrato do mercado local. Nesta edição, foram 15 revendas de gás e 14 pontos de venda de água mineral. O trabalho é coordenado por Waldeny Santana, coordenador executivo do Procon municipal, e não define quanto cada revenda deve cobrar: mostra ao consumidor onde estão as diferenças e deixa a decisão com quem compra. A lógica é simples e cabe no bolso: como não há preço tabelado para o gás nem para a água, cada estabelecimento define o próprio valor, e a concorrência produz diferenças que só aparecem quando alguém compara.
Órgão de defesa do consumidor ligado ao poder público. Fiscaliza relações de consumo, media conflitos entre clientes e empresas e divulga pesquisas de preços para orientar a população. Atua com base no Código de Defesa do Consumidor, a Lei federal 8.078/1990.
O Código de Defesa do Consumidor garante o direito à informação clara sobre o preço, e a pesquisa do Procon funciona como um atalho para exercer esse direito sem precisar rodar a cidade inteira antes de decidir a compra. Não à toa, o levantamento é refeito mês a mês e virou uma referência de consulta para quem quer planejar a compra.
Por que o mesmo botijão custa preços tão diferentes
O gás de cozinha vendido nas revendas é o mesmo produto regulado nacionalmente, mas o preço final ao consumidor é livre. O valor de saída das refinarias é definido no atacado, e daí para a frente entram custos de transporte, margem do distribuidor e da revenda e a concorrência de cada bairro, o que explica por que dois pontos de venda da mesma cidade, às vezes na mesma região, chegam a números tão distantes. É esse intervalo que a coleta do Procon torna visível de uma vez, sem que o consumidor precise ligar para uma revenda de cada vez.
| Produto | Menor preço | Maior preço | Variação |
|---|---|---|---|
| Gás de cozinha (botijão 13 kg) | R$ 89,99 | R$ 115,00 | 27,79% |
| Água mineral (galão 20 L, Sublime) | R$ 8,00 | R$ 15,00 | 87,50% |
Fonte: Procon de Campina Grande, pesquisa de preços de água e gás, agosto de 2026
Não é a primeira vez que o levantamento aponta diferenças expressivas em itens do dia a dia. O órgão já havia mostrado variações parecidas na pesquisa de preços às vésperas do Dia dos Pais, e ampliou os canais de atendimento com o lançamento do Procon Digital, que aproxima o consumidor do serviço. O poder de compra do campinense, por sua vez, aparece em outros indicadores locais, como o saldo de empregos formais medido pelo Caged, que ajuda a dimensionar quanto pesa no orçamento uma diferença de R$ 25 num produto comprado mês a mês.
Na água, a diferença é ainda maior
Se no gás a variação impressiona, na água mineral ela é ainda mais larga. O galão de 20 litros foi pesquisado em 14 pontos de venda, entre as marcas Indaiá, Vida, Suprema, Santa Vitória e Sublime. A maior distância entre o menor e o maior preço apareceu na marca Sublime, encontrada de R$ 8,00 a R$ 15,00, uma variação de preços de 87,50%. Quase dobrar o preço de um mesmo galão, a depender do ponto de venda, mostra que o hábito de comparar vale para além do botijão de gás. Para um item consumido semana após semana, como a água do bebedouro de casa, a diferença acumulada ao longo do mês pesa no orçamento tanto quanto a economia pontual no gás.

O que o consumidor pode fazer com o dado
A leitura prática da pesquisa é direta: antes de comprar gás ou água, vale um telefonema ou uma consulta a mais de uma revenda. A diferença de R$ 25 no botijão não é um caso isolado, e sim o intervalo normal do mercado num único dia de coleta, o que sugere que a comparação tende a compensar em qualquer semana do mês. Como o gás e a água entram na despesa fixa da maioria das famílias, uma escolha mais atenta na hora da compra se repete a cada reposição e vira economia constante ao longo do ano, e não um ganho de uma vez só.
A pesquisa completa, com o preço de cada estabelecimento, fica disponível no site do Procon de Campina Grande e é refeita a cada mês, o que permite ao consumidor acompanhar se a distância entre a revenda mais barata e a mais cara aumenta ou diminui com o tempo. Para quem compra, o recado que atravessa as duas listas é o mesmo: em produtos sem preço fixo, quem compara é quem economiza, e a diferença de uma revenda para outra costuma ser maior do que se imagina. Na dúvida, uma ligação rápida antes de pedir o botijão já resolve.
VerificadoApurado na pesquisa mensal de preços do Procon-CG, pública e gratuita.
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