Selic em 14,00% ao ano e CDI em 13,90% ao ano. IPCA em 4,44% ao ano, indicador que orienta a política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom).
Em 07 de setembro de 2026 – Os indicadores financeiros divulgados hoje pelo Banco Central do Brasil (BCB) mostram a taxa Selic fixa em 14,00% ao ano, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) em 13,90% ao ano e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,44% ao ano. Os números foram publicados na base de dados da BrasilAPI, que consolida as informações oficiais do BCB. A última reunião do Copom, realizada em 01 de setembro, manteve a taxa básica de juros inalterada.
Indicadores do dia
A taxa Selic, definida como a taxa básica de juros da economia, permanece em 14,00% ao ano, conforme dados do Banco Central do Brasil (BCB). O CDI, referência para a maioria dos investimentos de renda fixa, registra 13,90% ao ano, também segundo o BCB. O IPCA, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado pelo BCB, indica inflação anual de 4,44%. Cada um desses indicadores tem papel específico: a Selic serve de referência para empréstimos e para a remuneração de títulos públicos; o CDI guia a rentabilidade de fundos e CDBs; o IPCA mede a variação dos preços ao consumidor amplo, influenciando decisões de política monetária.
O que isso significa
A proximidade entre a Selic (14,00%) e o CDI (13,90%) demonstra que o custo do crédito interbancário acompanha de perto a taxa básica de juros, reduzindo o spread entre ambas. O IPCA em 4,44% indica que a inflação está acima da meta de 3,00% estabelecida pelo Copom, o que justifica a manutenção de uma taxa Selic elevada para conter a pressão inflacionária. O BCB utiliza o IPCA como parâmetro principal para ajustar a taxa Selic, buscando equilibrar a estabilidade de preços com o crescimento econômico.
| Indicador | Valor |
|---|---|
| Taxa Selic (meta) | 14,00% a.a. |
| CDI | 13,90% a.a. |
| IPCA (12 meses) | 4,44% |
Fonte: Banco Central do Brasil (BCB) via BrasilAPI
Cenário para o consumidor
Para o cidadão comum, a Selic em 14,00% eleva o custo dos empréstimos, impactando financiamentos de veículos, imóveis e crédito rotativo. Por outro lado, a rentabilidade de aplicações em renda fixa, como o Tesouro Selic e CDBs atrelados ao CDI, acompanha a alta dos juros, oferecendo maior retorno em relação a períodos de juros mais baixos. A inflação de 4,44% reduz o poder de compra, pois os preços ao consumidor amplo aumentam mais rapidamente que a maioria dos salários. Assim, o planejamento financeiro passa a exigir atenção maior ao balanceamento entre custos de dívida e ganhos de investimentos.
A próxima reunião do Copom está agendada para 20 de outubro de 2026, quando o Banco Central do Brasil (BCB) avaliará novamente os indicadores de inflação e juros para decidir sobre eventuais ajustes na taxa Selic.
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