O dólar comercial fechou a R$ 5,1253 no pregão de 4 de setembro de 2026, enquanto o euro comercial encerrou o mesmo dia a R$ 5,9546, segundo a série histórica de câmbio do Banco Central do Brasil (BCB). As duas moedas fecharam em alta frente ao pregão anterior, de 3 de setembro, quando o dólar valia R$ 5,0962 e o euro, R$ 5,9233.
O Banco Central publica essas duas taxas todos os dias úteis, ao fim da tarde, depois de consolidar as operações registradas entre bancos ao longo do pregão. A série do câmbio é pública, histórica e vai até a década de 1980, o que permite comparar o valor de qualquer dia com qualquer outro sem depender de intermediário. Para este texto, a apuração usa exatamente os números da série oficial, sem estimativa nem projeção: o que está aqui é o que o Banco Central já divulgou.
Fonte: Banco Central do Brasil, SGS séries 1 e 21619
O valor publicado pelo BCB é o resultado das operações de câmbio realizadas entre instituições financeiras ao longo do dia, convertidas em uma taxa de fechamento única para cada moeda. É esse número, e não a cotação de balcão de casas de câmbio ou cartões internacionais, que serve de referência oficial para contratos, balanços de empresas e boletins econômicos no país. Empresas que fecham contrato de importação ou exportação em dólar costumam usar justamente essa taxa como parâmetro de correção, o que torna a divulgação diária do Banco Central uma referência prática, não apenas estatística.
Como o dólar se moveu na última semana útil
Nos sete pregões anteriores ao fechamento de 4 de setembro, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,0962 e a máxima de R$ 5,2005, sem uma tendência única de alta ou de queda. A série histórica do Banco Central mostra o movimento dia a dia.
O gráfico mostra três movimentos distintos na semana: uma alta entre 27 e 28 de agosto, uma queda praticamente ininterrupta até 3 de setembro e uma recuperação parcial no fechamento de 4 de setembro. Em nenhum dos sete pregões o dólar comercial rompeu a faixa entre R$ 5,09 e R$ 5,21, o que indica variação contida, sem um salto isolado que justifique, por si só, uma leitura de crise cambial. A diferença entre a mínima e a máxima da semana, R$ 0,1043, equivale a 2,04% do valor mais baixo registrado no período, uma amplitude compatível com o padrão de oscilação observado nos meses anteriores. Fatores como o fluxo de capital estrangeiro na bolsa, o diferencial entre os juros brasileiros e os americanos e o noticiário fiscal costumam explicar boa parte desse tipo de oscilação diária, sem que nenhum deles, isoladamente, determine o valor final de um pregão específico.
Dólar e euro lado a lado
Comparadas na mesma data, as duas moedas de referência do comércio internacional fecharam em alta simultânea, ainda que em proporções ligeiramente diferentes. O euro subiu 0,53% e o dólar, 0,57%, uma diferença pequena o bastante para não alterar a relação histórica entre as duas divisas.
| Moeda | Cotação (R$) | Variação no dia |
|---|---|---|
| Dólar (USD) | 5,1253 | +0,57% |
| Euro (EUR) | 5,9546 | +0,53% |
Fonte: Banco Central do Brasil, SGS séries 1 e 21619
A diferença de R$ 0,8293 entre as duas moedas no fechamento de 4 de setembro reflete o valor mais alto do euro em relação ao dólar no mercado internacional, e não uma peculiaridade do câmbio brasileiro: a mesma proporção aparece na cotação cruzada entre as duas moedas em qualquer praça financeira do mundo, porque ambas partem da mesma base de conversão publicada pelo Banco Central.

O que essa variação muda na prática
Para quem viaja, compra em site estrangeiro ou paga mensalidade em moeda estrangeira, a diferença de poucos centavos entre um pregão e outro tende a passar despercebida em compras pequenas, mas pesa em contratos de maior valor. Uma remessa internacional de mil dólares, por exemplo, custava R$ 29,10 a mais em 4 de setembro do que custaria pelo câmbio do dia anterior. Em uma compra de dez mil dólares, típica de um contrato comercial de pequeno porte, essa mesma variação equivale a R$ 291,00 a mais em um único dia, sem qualquer mudança na quantidade ou na natureza da mercadoria negociada.
O efeito também chega ao comércio que compra insumos ou mercadorias cotados em moeda estrangeira, caso de parte do varejo e da indústria instalada em Campina Grande e no restante da Paraíba. Quando o dólar sobe, o custo de reposição de um produto importado tende a subir junto, mesmo que o preço final ao consumidor demore a refletir o novo patamar.
Modalidade de câmbio usada em operações entre empresas e bancos, como importação, exportação e remessas de maior valor. É a referência que o Banco Central publica todos os dias, diferente do câmbio turismo, vendido ao público em casas de câmbio com spread mais alto.
O Banco Central atualiza a série cambial todos os dias úteis, e o valor de fechamento de cada pregão fica disponível publicamente no painel de dólar hoje do CG em Foco, alimentado pela mesma base usada nesta reportagem. O comportamento do câmbio ao longo de agosto, incluindo os fatores que mais pesaram na cotação, está detalhado no explicador sobre o que move o câmbio publicado neste jornal.
Fonte oficialSéries 1 (dólar) e 21619 (euro) do SGS/Banco Central, fechamento de 4 de setembro de 2026.
Publicado em · Política de correções



Comentários