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Dólar fecha a R$ 5,1253 e euro a R$ 5,9546 no câmbio oficial do BC

Cotação oficial do Banco Central: dólar fechou em R$ 5,1253 e euro em R$ 5,9546 no pregão de 4 de setembro de 2026, alta de mais de 0,5% em um dia.

Cédulas de real brasileiro de diferentes valores dispostas sobre uma superfície escura.
O dólar e o euro são convertidos em reais na cotação diária divulgada pelo Banco Central. Banco Central do Brasil
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O dólar comercial fechou a R$ 5,1253 no pregão de 4 de setembro de 2026, enquanto o euro comercial encerrou o mesmo dia a R$ 5,9546, segundo a série histórica de câmbio do Banco Central do Brasil (BCB). As duas moedas fecharam em alta frente ao pregão anterior, de 3 de setembro, quando o dólar valia R$ 5,0962 e o euro, R$ 5,9233.

O Banco Central publica essas duas taxas todos os dias úteis, ao fim da tarde, depois de consolidar as operações registradas entre bancos ao longo do pregão. A série do câmbio é pública, histórica e vai até a década de 1980, o que permite comparar o valor de qualquer dia com qualquer outro sem depender de intermediário. Para este texto, a apuração usa exatamente os números da série oficial, sem estimativa nem projeção: o que está aqui é o que o Banco Central já divulgou.

Fechamento de 4 de setembro de 2026
R$ 5,1253 dólar comercial alta de 0,57% em um pregão
R$ 5,9546 euro comercial alta de 0,53% em um pregão

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS séries 1 e 21619

O valor publicado pelo BCB é o resultado das operações de câmbio realizadas entre instituições financeiras ao longo do dia, convertidas em uma taxa de fechamento única para cada moeda. É esse número, e não a cotação de balcão de casas de câmbio ou cartões internacionais, que serve de referência oficial para contratos, balanços de empresas e boletins econômicos no país. Empresas que fecham contrato de importação ou exportação em dólar costumam usar justamente essa taxa como parâmetro de correção, o que torna a divulgação diária do Banco Central uma referência prática, não apenas estatística.

Como o dólar se moveu na última semana útil

Nos sete pregões anteriores ao fechamento de 4 de setembro, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 5,0962 e a máxima de R$ 5,2005, sem uma tendência única de alta ou de queda. A série histórica do Banco Central mostra o movimento dia a dia.

Dólar comercial (venda), fechamento diário (R$)
27/08 5,1642R$
28/08 5,2005R$
31/08 5,1816R$
01/09 5,1570R$
02/09 5,1273R$
03/09 5,0962R$
04/09 5,1253R$

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS série 1

O gráfico mostra três movimentos distintos na semana: uma alta entre 27 e 28 de agosto, uma queda praticamente ininterrupta até 3 de setembro e uma recuperação parcial no fechamento de 4 de setembro. Em nenhum dos sete pregões o dólar comercial rompeu a faixa entre R$ 5,09 e R$ 5,21, o que indica variação contida, sem um salto isolado que justifique, por si só, uma leitura de crise cambial. A diferença entre a mínima e a máxima da semana, R$ 0,1043, equivale a 2,04% do valor mais baixo registrado no período, uma amplitude compatível com o padrão de oscilação observado nos meses anteriores. Fatores como o fluxo de capital estrangeiro na bolsa, o diferencial entre os juros brasileiros e os americanos e o noticiário fiscal costumam explicar boa parte desse tipo de oscilação diária, sem que nenhum deles, isoladamente, determine o valor final de um pregão específico.

Dólar e euro lado a lado

Comparadas na mesma data, as duas moedas de referência do comércio internacional fecharam em alta simultânea, ainda que em proporções ligeiramente diferentes. O euro subiu 0,53% e o dólar, 0,57%, uma diferença pequena o bastante para não alterar a relação histórica entre as duas divisas.

Câmbio em 4 de setembro de 2026
Moeda Cotação (R$) Variação no dia
Dólar (USD) 5,1253 +0,57%
Euro (EUR) 5,9546 +0,53%

Fonte: Banco Central do Brasil, SGS séries 1 e 21619

A diferença de R$ 0,8293 entre as duas moedas no fechamento de 4 de setembro reflete o valor mais alto do euro em relação ao dólar no mercado internacional, e não uma peculiaridade do câmbio brasileiro: a mesma proporção aparece na cotação cruzada entre as duas moedas em qualquer praça financeira do mundo, porque ambas partem da mesma base de conversão publicada pelo Banco Central.

Fachada do edifício-sede do Banco Central do Brasil.
Sede do Banco Central, que apura e publica a cotação diária do dólar e do euro. Banco Central do Brasil

O que essa variação muda na prática

Para quem viaja, compra em site estrangeiro ou paga mensalidade em moeda estrangeira, a diferença de poucos centavos entre um pregão e outro tende a passar despercebida em compras pequenas, mas pesa em contratos de maior valor. Uma remessa internacional de mil dólares, por exemplo, custava R$ 29,10 a mais em 4 de setembro do que custaria pelo câmbio do dia anterior. Em uma compra de dez mil dólares, típica de um contrato comercial de pequeno porte, essa mesma variação equivale a R$ 291,00 a mais em um único dia, sem qualquer mudança na quantidade ou na natureza da mercadoria negociada.

O efeito também chega ao comércio que compra insumos ou mercadorias cotados em moeda estrangeira, caso de parte do varejo e da indústria instalada em Campina Grande e no restante da Paraíba. Quando o dólar sobe, o custo de reposição de um produto importado tende a subir junto, mesmo que o preço final ao consumidor demore a refletir o novo patamar.

C
Câmbio comercial

Modalidade de câmbio usada em operações entre empresas e bancos, como importação, exportação e remessas de maior valor. É a referência que o Banco Central publica todos os dias, diferente do câmbio turismo, vendido ao público em casas de câmbio com spread mais alto.

O Banco Central atualiza a série cambial todos os dias úteis, e o valor de fechamento de cada pregão fica disponível publicamente no painel de dólar hoje do CG em Foco, alimentado pela mesma base usada nesta reportagem. O comportamento do câmbio ao longo de agosto, incluindo os fatores que mais pesaram na cotação, está detalhado no explicador sobre o que move o câmbio publicado neste jornal.

Fonte oficialSéries 1 (dólar) e 21619 (euro) do SGS/Banco Central, fechamento de 4 de setembro de 2026.

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Publicado em · Política de correções

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