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Saúde

Campina Grande inicia campanha de multivacinação para menores de 15 anos

Prefeitura abriu a Campanha Nacional de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos até 1º de setembro.

Profissional de saúde aplica vacina em criança durante campanha em Campina Grande
Divulgação / Prefeitura de Campina Grande
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A Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, deu início em 3 de agosto à Campanha Nacional de Multivacinação 2026. Segundo o release oficial, a estratégia segue até 1º de setembro e tem como objetivo atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos, o que corresponde a até 14 anos, 11 meses e 29 dias, para garantir a proteção contra doenças preveníveis por vacinas.

De acordo com a Prefeitura, a ação faz parte da Estratégia Nacional de Multivacinação do Ministério da Saúde, que busca aumentar as coberturas vacinais, facilitar o acesso às vacinas do Calendário Nacional de Vacinação e reduzir o risco de reintrodução de doenças já controladas no país. A vacinação é seletiva: cada criança ou adolescente terá a caderneta avaliada por um profissional de saúde, que identifica as doses em atraso e aplica apenas os imunizantes necessários.

Quem deve procurar a vacinação

O público-alvo são as crianças e os adolescentes menores de 15 anos. Segundo o release, a oferta de vacinas varia conforme a idade e o histórico de cada pessoa, já que o objetivo é regularizar doses pendentes, e não repetir aplicações já registradas na caderneta.

Para receber a vacina, a Prefeitura orienta apresentar a caderneta de vacinação, um documento de identificação e o cartão do SUS, quando disponível. A relação de pontos e orientações complementa as informações já divulgadas sobre onde se vacinar na cidade.

Criança recebe dose de vacina em unidade de saúde de Campina Grande
Vacinação seletiva atualiza doses em atraso na caderneta Divulgação / Prefeitura de Campina Grande

Vacinas oferecidas

Entre os imunizantes que poderão ser aplicados, conforme a necessidade identificada na caderneta, o release lista vacinas que protegem contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, difteria, tétano, coqueluche, hepatites A e B, meningites, febre amarela, HPV, varicela, rotavírus, pneumonias e influenza, além de outras previstas no Calendário Nacional de Vacinação do SUS.

Pontos de vacinação informados pela Prefeitura de Campina Grande
Local Observação
Unidades Básicas de Saúde (UBS) Procurar a mais próxima da residência
Policlínicas Municipais Aplicação dos imunizantes da campanha
Casa da Vacina (Hospital Pedro I) Domingo a domingo, das 8h às 20h, incluindo feriados

Fonte: Prefeitura de Campina Grande, ago. 2026.

Onde e quando vacinar

Segundo a Prefeitura, a população pode procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para atualizar a caderneta. Além das UBSs, os imunizantes também estão disponíveis nas Policlínicas Municipais e na Casa da Vacina, localizada no Hospital Pedro I, que funciona de domingo a domingo, incluindo feriados, das 8h às 20h. As obras e a estrutura da rede municipal foram detalhadas no balanço de equipamentos de saúde divulgado pela gestão.

No dia 22 de agosto será realizado um Dia D de mobilização nacional, quando, de acordo com o release, as equipes de saúde intensificarão as ações para ampliar o alcance da campanha. A estratégia permanece em andamento até 1º de setembro, o que, segundo a Prefeitura, dá às famílias um período maior para regularizar as vacinas pendentes.

O calendário da Multivacinação 2026 em Campina Grande. Fonte: Prefeitura de Campina Grande.
  1. 3 ago

    Início da campanha

    Abertura da Campanha Nacional de Multivacinação 2026 na rede municipal.

  2. 22 ago

    Dia D

    Mobilização nacional com intensificação das ações das equipes de saúde.

  3. 1º set

    Encerramento

    Último dia para atualizar a caderneta de menores de 15 anos.

Equipe de saúde durante ação de vacinação em Campina Grande
Casa da Vacina funciona todos os dias das 8h às 20h Divulgação / Prefeitura de Campina Grande

Como a campanha se organiza

A multivacinação difere das campanhas de dose única, voltadas a um só imunizante e a um público restrito. Aqui, o alvo é todo o calendário dos menores de 15 anos, e a mesma janela vale em âmbito nacional dentro da Estratégia Nacional de Multivacinação. Por isso a Prefeitura distribui a oferta em três frentes: as Unidades Básicas de Saúde espalhadas pelos bairros, as Policlínicas Municipais e a Casa da Vacina, no Hospital Pedro I, esta com o horário mais amplo, das 8h às 20h todos os dias, inclusive feriados.

O Dia D, marcado para 22 de agosto, concentra a mobilização: nesse sábado as equipes reforçam o atendimento para alcançar quem não conseguiu comparecer nas semanas anteriores. Entre os adolescentes, a campanha também serve para iniciar ou completar esquemas que começam mais tarde no calendário, como o do HPV. A orientação de levar caderneta, documento e cartão do SUS a cada visita vale para todos os pontos, já que é o registro que define quais doses ainda faltam a cada pessoa.

Por que atualizar a caderneta

A multivacinação não introduz imunizantes novos: ela recupera doses que ficaram para trás no calendário de rotina. Segundo o Ministério da Saúde, a Estratégia Nacional de Multivacinação é realizada para localizar crianças e adolescentes com o esquema incompleto e recolocá-los em dia, o que reduz o número de suscetíveis a doenças já controladas no país. Uma dose em atraso deixa a criança desprotegida ainda que ela tenha recebido as demais, porque parte das vacinas exige mais de uma aplicação para garantir a proteção completa.

As vacinas listadas para a campanha cobrem doenças de gravidade variada. Contra a poliomielite, o sarampo, a caxumba e a rubéola, a proteção depende de esquemas aplicados ainda na infância; contra a difteria, o tétano e a coqueluche, o reforço periódico mantém a imunidade ao longo dos anos. Hepatites A e B, meningites, febre amarela, HPV, varicela, rotavírus, pneumonias e influenza completam o rol de imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação do SUS que podem ser oferecidos, conforme a idade e o histórico de cada pessoa. Na rede pública, todos são gratuitos.

Por isso a avaliação é individual. Em vez de repetir aplicações já registradas, o profissional de saúde confere a caderneta, identifica o que falta e aplica apenas as doses pendentes, o modelo que a Prefeitura chama de vacinação seletiva. Esse cuidado evita tanto a subvacinação, quando faltam doses, quanto aplicações desnecessárias em quem já está protegido, e por isso a campanha pede que a família leve o registro a cada atendimento.

O que ainda não foi divulgado

O release oficial não trouxe metas numéricas de doses ou percentuais de cobertura esperados para o município, nem o balanço da situação vacinal atual de Campina Grande. Também não detalhou o número de unidades participantes nem a lista completa de policlínicas envolvidas na campanha.

Com o calendário definido, a Prefeitura estabeleceu um prazo de quase um mês para a atualização das cadernetas, período em que o andamento da campanha poderá ser acompanhado pela população.

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