Campina Grande fechou junho de 2026 com saldo positivo de 229 postos de trabalho formais, conforme o balanço do Novo Caged divulgado pela Prefeitura, com base nos dados do Ministério do Trabalho e Emprego. O número resulta da diferença entre as admissões e os desligamentos registrados no mês e marca o sexto mês seguido de crescimento do emprego com carteira assinada na cidade. O saldo é a medida mais direta do desempenho do mercado de trabalho formal: quando as contratações superam as demissões, o município ganha vagas líquidas; quando o movimento se inverte, perde. Em junho, o resultado ficou no campo positivo pela sexta vez consecutiva, o que indica uma tendência de recuperação sustentada ao longo do primeiro semestre, e não um único mês fora da curva. Por reunir apenas o emprego com carteira assinada, o indicador não capta a informalidade nem o trabalho por conta própria, mas é a referência oficial mais confiável para medir a criação de vagas formais mês a mês em cada município do país.
Fonte: Novo Caged / Ministério do Trabalho e Emprego, junho de 2026
Como foi o resultado de junho?
No mês, a cidade contabilizou 4.426 admissões e 4.197 desligamentos, o que produziu o saldo positivo de 229 vagas. Com o resultado, o estoque de empregos com carteira assinada em Campina Grande chegou a 117.632 vínculos ativos. O estoque corresponde ao total de trabalhadores formais em atividade no município e cresce a cada mês em que o saldo é positivo, funcionando como um retrato do tamanho do emprego com carteira na economia local. Segundo a Prefeitura, foi o sexto mês consecutivo em que a geração de vagas superou o número de demissões no município, um encadeamento que sustenta a trajetória de recuperação do mercado de trabalho ao longo de 2026. A leitura mensal do Novo Caged permite acompanhar esse comportamento sem esperar o fechamento do ano, já que os dados são atualizados a cada competência pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Quais setores puxaram o saldo?
A abertura por atividade mostra o comércio como principal responsável pelo resultado, com saldo de 228 vagas no mês. Em seguida aparecem a construção, com 90 postos, e o setor de serviços, com 15. Na direção oposta, a indústria fechou junho com saldo negativo de 104 vagas, enquanto a agropecuária ficou estável, sem variação no período. A composição indica que o desempenho positivo se concentrou nas atividades ligadas ao consumo e às obras na cidade, que responderam sozinhas por um saldo superior ao total do mês, compensando as perdas da indústria. O peso do comércio ajuda a explicar o padrão: por reunir muitos estabelecimentos e um grande volume de contratações e desligamentos, é o setor que costuma imprimir o ritmo do emprego formal em economias urbanas como a de Campina Grande. A construção, por sua vez, tende a acompanhar o calendário de obras públicas e privadas, o que a torna sensível ao ambiente de investimento no município.
| Setor | Saldo em junho |
|---|---|
| Comércio | +228 |
| Construção | +90 |
| Serviços | +15 |
| Indústria | -104 |
| Agropecuária | 0 |
Fonte: Novo Caged / Ministério do Trabalho e Emprego
No acumulado do ano, o município soma 3.882 vagas formais entre janeiro e junho de 2026, segundo o balanço da Prefeitura. O número reúne os saldos dos seis primeiros meses e serve de termômetro para o ano: mantido o ritmo, o segundo semestre parte de uma base já positiva. Para a secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Tâmela Fama, os resultados refletem o movimento da economia local e o esforço de aproximar quem procura trabalho das oportunidades abertas na cidade. A leitura oficial associa o desempenho ao comportamento do comércio e da construção, as atividades que mais contrataram no período. O acompanhamento por competência também ajuda a gestão a identificar quais setores puxam ou seguram o emprego, informação que orienta as políticas de qualificação e de intermediação de mão de obra oferecidas pela rede municipal.
O que o resultado significa para a cidade?
O saldo positivo aparece no mesmo momento em que a Prefeitura mantém frentes de intermediação de mão de obra, caso do mutirão de vagas e da parceria com a Rede Compras, voltadas a encaminhar trabalhadores para postos formais. Cada vaga formal representa acesso a direitos como carteira assinada, contribuição previdenciária e recolhimento do fundo de garantia, o que dá ao indicador um peso que vai além da estatística mensal. O desempenho do emprego também dialoga com o ambiente de juros altos, que encarece o crédito e tende a segurar investimentos e contratações. Nesse cenário, a manutenção de saldos positivos por seis meses seguidos funciona como um sinal de resistência da economia campinense, sustentada sobretudo pelo comércio e pela construção, mesmo diante de um custo de crédito elevado para famílias e empresas.

O que ainda não foi divulgado
O balanço oficial não trouxe a abertura das vagas por faixa salarial, por escolaridade ou por bairro, nem o recorte por sexo e idade dos contratados em junho. A Prefeitura também não informou quais empreendimentos concentraram as admissões do comércio e da construção, nem a projeção de geração de empregos para o segundo semestre. Não foram divulgados, ainda, o salário médio de admissão no município, a comparação com o mesmo mês de 2025 ou a posição de Campina Grande no ranking estadual de geração de vagas, dados que ajudariam a dimensionar o resultado dentro da Paraíba. Também não há detalhamento sobre o saldo negativo da indústria nem sobre quais ramos industriais puxaram as 104 vagas perdidas. Com o sexto saldo positivo seguido, a série mensal do Novo Caged segue como o principal indicador público para acompanhar, mês a mês, o comportamento do mercado de trabalho formal na cidade, e novas competências permitirão confirmar se a sequência favorável se mantém no restante do ano.
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