O dólar comercial fechou a sexta-feira (30) cotado a R$ 5,446, com alta de 1,09% no dia, e encerrou a semana de 26 a 30 de outubro com valorização de 9,15%, a maior alta semanal desde outubro de 2008, segundo a Agência Brasil. O valor de fechamento foi o mais alto de 2026. Na Bolsa, o Ibovespa terminou o dia aos 167.921,80 pontos, em queda de 0,75%, e acumulou recuo de 18,12% na semana, o pior resultado semanal desde março de 2020.
Fonte: Agência Brasil, 30 de outubro de 2026
Como foi a sexta-feira
O último pregão da semana teve nova alta da moeda americana. Segundo a Agência Brasil, o dólar chegou a R$ 5,463 na máxima do dia antes de fechar a R$ 5,446. A agência registrou que a sexta foi também o dia de formação da cotação oficial do Banco Central usada como referência para o fim do mês, o que costuma aumentar a disputa entre compradores e vendedores da moeda. A procura por proteção cambial antes do feriado de Finados, na segunda-feira (2), também foi citada como fator do dia.
Na Bolsa, o Ibovespa, principal índice de ações do país, caiu 0,75% e fechou aos 167.921,80 pontos. Foi a quinta queda diária seguida do índice, de acordo com a Agência Brasil. O resultado da sexta se soma à sequência iniciada na segunda-feira (26), primeiro pregão depois do segundo turno da eleição presidencial, quando a B3 acionou o circuit breaker, mecanismo que suspende as negociações por alguns minutos quando a queda do índice é muito forte. O dia 26 foi tratado em detalhe na cobertura de economia do CG em Foco.

Para quem acompanha a cotação oficial do Banco Central, a referência é publicada diariamente pelo próprio BC e é a taxa usada em contratos, no cálculo de compras internacionais com cartão em algumas situações e em operações de comércio exterior. O valor do dólar comercial divulgado ao fim do pregão, citado pela Agência Brasil, é o preço de fechamento no mercado e pode ser diferente dessa referência oficial.
O saldo da semana, do mês e do ano
O balanço do período mostra a dimensão do ajuste do mercado. A alta de 9,15% do dólar entre segunda e sexta foi a maior para uma semana em 18 anos, segundo a Agência Brasil. No mês de outubro, a moeda americana subiu 5,27%. No acumulado de 2026, a alta é de 0,81%. A Bolsa teve em outubro um recuo de 9,88%, o pior mês do Ibovespa desde junho de 2022. Pelos números da agência, a alta do dólar na semana superou a do mês inteiro, e a queda semanal da Bolsa foi quase o dobro da registrada em todo o mês de outubro, segundo os números divulgados pela agência.
Segundo a Agência Brasil, os investidores estrangeiros retiraram cerca de R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações, onde são negociados papéis já listados na Bolsa, nas três primeiras sessões da semana. A saída de recursos externos pressiona tanto as ações, pela venda dos papéis, quanto o câmbio, porque o dinheiro é convertido em dólar para deixar o país.
A agência relaciona o movimento da semana a três fatores: o reposicionamento do mercado depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a incerteza sobre a condução da política fiscal no próximo mandato e uma onda de vendas de ações de empresas de tecnologia e de inteligência artificial no exterior, que afetou bolsas de vários países. A Agência Brasil não atribuiu peso específico a cada um desses fatores.
O que o mercado acompanha a partir de agora
De acordo com a Agência Brasil, o mercado aguarda a definição da equipe econômica do novo mandato e o anúncio de medidas para as contas públicas. Esses são os pontos citados pela agência como referência para os próximos pregões. A Bolsa e o mercado de câmbio não funcionam nesta segunda-feira (2), feriado de Finados, e as negociações voltam na terça-feira (3). Até lá, os preços de fechamento de sexta-feira seguem como a última referência do mercado. A primeira sessão depois do feriado vai mostrar se o movimento de alta do dólar e de queda das ações continua, perde força ou se inverte, algo que a Agência Brasil não projetou na matéria.

Para o consumidor, o efeito do câmbio mais alto costuma aparecer em produtos importados, em itens com preço ligado ao dólar, como combustíveis e alguns alimentos, e em compras e viagens ao exterior. O repasse não é imediato nem automático, e depende de quanto tempo a moeda permanece em nível mais elevado. Quem tem compras internacionais no cartão de crédito deve observar a taxa aplicada pelo banco emissor, informada na fatura.
Os números da semana de 26 a 30 de outubro foram consolidados pela Agência Brasil com base no fechamento de sexta-feira. A cotação oficial diária do dólar pode ser consultada no site do Banco Central, e outros indicadores que afetam o orçamento das famílias estão na editoria de economia. A repercussão política do resultado da eleição está em poder.
Fonte oficialDados de fechamento do mercado publicados pela Agência Brasil.
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