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Chuvas deixam 152 famílias em abrigos no Vale do Ribeira, em SP

Temporais entre 11 e 13 de setembro atingiram o Vale do Ribeira e a região de Itapeva. São 152 famílias em 19 abrigos, e três cidades decretaram emergência.

Pedestres se protegem da chuva com guarda-chuvas.
Chuva em São Paulo; os temporais atingiram o Vale do Ribeira (imagem ilustrativa). Paulo Pinto/Agência Brasil
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Chuvas fortes atingiram o Vale do Ribeira e a região de Itapeva, no interior de São Paulo, entre 11 e 13 de setembro de 2026. O volume de água elevou o nível dos rios da bacia do Ribeira de Iguape e deixou famílias fora de casa. Hoje, 152 famílias estão em abrigos, e 19 abrigos temporários foram montados para acolher as pessoas atingidas pelas enchentes.

A resposta das autoridades está em campo, com deslocamento de barcos, helicópteros e distribuição de itens básicos. A Defesa Civil de São Paulo monitora o cenário e coordena as ações de apoio nos municípios afetados. O boletim da situação reúne dados de chuva, de nível dos rios e de abrigamento das famílias, e serve de base para a orientação dos próximos dias.

As chuvas no Vale do Ribeira em três números
152 Famílias em abrigos no Vale do Ribeira e na região de Itapeva
19 Abrigos temporários montados para as famílias atingidas
38,80 mm Chuva em 24h média acumulada na bacia do Ribeira de Iguape

Fonte: Defesa Civil de São Paulo, via Agência Brasil, setembro de 2026

O volume de chuva e o comportamento dos rios

Nas últimas 24 horas monitoradas, choveu, em média, 38,80 milímetros acumulados na bacia do Ribeira de Iguape. O dado descreve o volume que sustentou a elevação dos rios e a pressão sobre as comunidades ribeirinhas e urbanas da região. A chuva se distribuiu no período entre 11 e 13 de setembro, com efeitos que se acumularam ao longo dos dias.

O sistema de monitoramento da Defesa Civil acompanha 29 estações na bacia. No cenário apurado, 5 estações estavam transbordando, 8 em alerta, 1 em emergência, 5 em atenção e 11 em situação normal. A leitura mostra que, apesar de parte da rede seguir estável, há trechos em condição crítica que exigem permanência do acompanhamento.

Situação das estações de monitoramento dos rios (29 no total)
Normais 11
Em alerta 8
Em atenção 5
Transbordando 5
Em emergência 1

Fonte: Defesa Civil de São Paulo, via Agência Brasil, 2026

O número de estações em alerta e emergência é o que orienta as ações imediatas: deslocamento de equipes, orientação de evacuação preventiva e apoio às famílias que precisam sair de casa. A Defesa Civil segue com o monitoramento dos rios e com o apoio aos municípios enquanto o nível da água não se estabiliza em toda a bacia.

Municípios afetados e decretos de emergência

Os temporais atingiram o Vale do Ribeira e a região de Itapeva, com efeitos em vários municípios. Barra do Turvo foi um dos mais afetados: cerca de 450 pessoas ficaram atingidas em três bairros que ficaram isolados. A Defesa Civil visitou cinco comunidades quilombolas em Eldorado, conforme o levantamento oficial.

Três municípios publicaram decreto de emergência: Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado. O instrumento formaliza a gravidade da situação e abre caminho para a mobilização de recursos e ações de socorro. Também foram afetados Registro, Sete Barras e Iguape, municípios que integram a mesma região e que seguem sob atenção das autoridades.

A declaração de emergência é o passo administrativo que reconhece o impacto das chuvas no território. Com ela, os municípios ganham articulação mais direta com o governo estadual e com os órgãos federais de apoio, o que facilita o envio de equipamentos, insumos e equipes para as áreas atingidas.

O abrigamento das famílias

As 152 famílias em abrigos estão distribuídas em 19 abrigos temporários montados no Vale do Ribeira e na região de Itapeva. O abrigamento é a medida imediata para quem perdeu o acesso à casa ou teve a residência comprometida pelas águas. O número de famílias, na leitura da Defesa Civil, é o indicador direto do impacto social do evento.

Para as famílias desalojadas, o abrigo oferece estrutura mínima de permanência, alimentação e assistência. A Defesa Civil e as prefeituras dos municípios atingidos articulam a logística de acolhimento e o registro das pessoas atendidas. A prioridade, em meio à emergência, é manter as pessoas em local seguro enquanto os rios não recuam e as estradas não são plenamente restabelecidas.

A rede de abrigos também recebe apoio de órgãos do governo estadual. O Poupatempo foi mobilizado para apoiar a emissão de documentos das pessoas atingidas, serviço que muitas vezes se perde nas enchentes e que é essencial para o acesso a outros benefícios e serviços públicos.

A resposta em campo

A resposta à emergência reúne meios terrestres, aquáticos e aéreos. Foram mobilizados 16 barcos e 2 helicópteros Águia para o apoio às comunidades isoladas e ao deslocamento de equipes. O material de apoio inclui 159 mil frascos de hipoclorito de sódio, enviados para o tratamento da água de consumo nas áreas afetadas.

A distribuição de alimentos, roupas e medicamentos integra o pacote de assistência emergencial. As equipes trabalham também na recuperação de estradas, trecho essencial para o acesso das equipes de resgate e para a retomada do fluxo nos municípios. O apoio agrícola é outra frente, voltado às famílias que dependem da produção local e que tiveram plantações e áreas de cultivo atingidas pelas chuvas.

Do temporal à resposta em campo
  1. 11 a 13 set 2026

    Temporais no Vale do Ribeira

    Chuvas fortes atingem a região e elevam o nível dos rios da bacia do Ribeira de Iguape.

  2. dias seguintes

    Decretos de emergência

    Barra do Turvo, Iporanga e Eldorado publicam decretos de emergência; famílias vão para abrigos.

  3. em curso

    Forças em campo

    16 barcos e 2 helicópteros Águia atuam no apoio, e 159 mil frascos de hipoclorito são enviados para tratar a água.

O que se espera nos próximos dias

O cenário segue em monitoramento. A Defesa Civil de São Paulo continua com as estações de rio sob observação e com as equipes nos municípios afetados. A estabilização do nível da água dependerá do comportamento da chuva nos próximos dias e da drenagem natural das áreas baixas da bacia.

Para as famílias em abrigos, a prioridade é a manutenção do acolhimento e o acesso a serviços essenciais, como documentos, saúde e assistência social. A recuperação de estradas e a retomada do acesso rodoviário aos bairros isolados são os primeiros sinais de normalização esperados quando a situação dos rios melhorar.

O Vale do Ribeira e a região de Itapeva seguem, portanto, sob resposta emergencial. Os dados oficiais apontam para 152 famílias abrigadas, 19 abrigos operando e uma rede de rios com parte das estações em condição de alerta. A prioridade das autoridades, enquanto o evento se desenrola, é proteger as pessoas atingidas e restabelecer as condições de acesso e saneamento nas áreas afetadas.

Fonte oficialApurado na Defesa Civil de São Paulo, via Agência Brasil.

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