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Bolsa Família é reajustado em 15% e mínimo vai a R$ 691 em outubro

O governo anunciou reajuste de 15% no Bolsa Família, que passa a valer em 1º de outubro. O valor mínimo por família sobe para R$ 691 e a média vai a R$ 777.

Mãe com os filhos, imagem ilustrativa de uma família atendida por programa social
Imagem ilustrativa: o Bolsa Família atende famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Bolsa Família terá reajuste de 15% a partir de 1º de outubro, anunciou o governo federal em 17 de setembro. Com a correção, o valor mínimo pago a cada família sobe para R$ 691, ante cerca de R$ 600, e o benefício médio passa de R$ 675 para R$ 777. É o primeiro reajuste no piso do programa desde a sua reformulação, em 2023, e atinge o maior programa de transferência de renda do país, presente em todos os municípios brasileiros. O benefício alcança quase 20 milhões de famílias e é, em muitas cidades pequenas, a principal fonte de renda de parte da população, o que faz de cada reajuste uma notícia acompanhada de perto por milhões de pessoas.

O reajuste do Bolsa Família em três números
15% de reajuste a partir de 1º de outubro de 2026
R$ 691 novo mínimo valor mínimo pago por família
R$ 777 média nova benefício médio, ante R$ 675

Fonte: Governo Federal, anúncio de 17 de setembro de 2026

Por que o valor subiu agora

A base do reajuste é a inflação acumulada no período. Segundo o governo, os valores foram corrigidos pelos 15,04% do INPC, o índice que mede a variação de preços para as famílias de renda mais baixa, entre março de 2023 e agosto de 2026. A ideia é recompor o poder de compra do benefício, corroído ao longo de mais de três anos sem atualização, para que o dinheiro volte a comprar o que comprava quando o programa foi reformulado. Na prática, um reajuste que apenas repõe a inflação não deixa a família mais rica: ele evita que ela fique mais pobre, mantendo o valor real do repasse. Para uma cesta de alimentos que subiu de preço ano após ano, recompor esses 15% significa devolver ao benefício o tamanho que ele tinha, e não ampliá-lo além disso.

O reajuste também alcança os benefícios complementares que se somam ao valor base conforme a composição de cada família. A Renda de Cidadania passa a R$ 164 por pessoa, o Benefício Primeira Infância vai a R$ 173 por criança de até seis anos e o Benefício Variável Familiar sobe para R$ 58, pago a gestantes, crianças e adolescentes. Cada família recebe a soma dessas parcelas conforme o seu perfil no Cadastro Único.

Novos valores dos benefícios complementares (por integrante)
Primeira Infância 173
Renda de Cidadania 164
Variável Familiar 58

Fonte: Governo Federal, 17 de setembro de 2026

Na soma, uma família com crianças pequenas tende a receber bem mais do que o piso, porque acumula a Renda de Cidadania, pago por pessoa, com os adicionais de primeira infância e o variável. É por isso que o benefício médio, de R$ 777, fica acima do mínimo de R$ 691: ele reflete o tamanho e a composição típica das famílias atendidas. Quanto mais crianças e gestantes no domicílio, maior o valor final, dentro das regras do programa.

Cédulas de real, ilustrando o valor do benefício
Com o reajuste, o valor mínimo por família passa a R$ 691 (arquivo). Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A parcela de setembro já está sendo paga

Enquanto o novo valor só vale em outubro, a parcela de setembro começou a ser depositada em 17 de setembro, ainda no valor antigo, para 19,07 milhões de domicílios em todo o país. O calendário segue, como de praxe, o último número do Número de Inscrição Social, o NIS que consta no cartão do beneficiário. Quem tem o cartão terminado em 1 recebe primeiro; quem termina em 0, por último. O dinheiro pode ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem, sacado nas agências, lotéricas e caixas eletrônicos, ou usado direto no cartão do programa, sem que seja preciso sacar tudo de uma vez.

Vale a atenção para não confundir as duas coisas: o reajuste muda o quanto se recebe a partir de outubro, e o calendário abaixo diz apenas quando cai a parcela deste mês. Nas cidades com menos de 50 mil habitantes, o pagamento costuma ser antecipado e liberado de uma só vez, regra que vale para boa parte dos municípios do interior.

Calendário do Bolsa Família de setembro de 2026, por final do NIS
Final do NIS Data do pagamento
1 17 de setembro
2 18 de setembro
3 21 de setembro
4 22 de setembro
5 23 de setembro
6 24 de setembro
7 25 de setembro
8 28 de setembro
9 29 de setembro
0 30 de setembro

Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e Caixa

O que o beneficiário precisa fazer

Na prática, não é preciso pedir nada para receber o valor maior: o reajuste é automático e chega na parcela de outubro, sem recadastramento nem solicitação. O que segue valendo é a regra de sempre, manter o Cadastro Único atualizado, informando mudanças de endereço, de renda e de composição familiar, sob risco de bloqueio do benefício. A atualização é feita nos postos do Cadastro Único e nos Centros de Referência de Assistência Social, os CRAS, do município. Vale lembrar que o cadastro precisa ser revisto periodicamente, e que informar renda a menos ou omitir mudanças pode levar à suspensão do pagamento e à devolução de valores. Manter os dados corretos é o que garante o benefício sem sobressaltos, tanto no valor antigo de setembro quanto no reajustado a partir de outubro.

O aumento do Bolsa Família tem efeito que vai além de cada família: o dinheiro do programa costuma ser gasto de imediato no comércio local, sobretudo em alimentos, o que o torna um dos itens de maior giro na economia das cidades menores. Mercadinhos, feiras e pequenos comerciantes sentem o efeito do repasse já nos primeiros dias do calendário, quando o movimento nas ruas comerciais aumenta de forma perceptível. Por isso, um reajuste de 15% não fica restrito a quem recebe: parte dele circula pela cidade e ajuda a sustentar o emprego no varejo de bairro. O reajuste dialoga com o quadro geral da economia, medido por indicadores como a prévia do PIB do IBC-Br, e com o calendário de outros repasses federais, como o pagamento do INSS. Mais notícias na editoria de Economia. Para quem depende do benefício, o recado é direto: em setembro, o valor é o antigo; em outubro, chega o reajuste de 15%, sem que seja preciso pedir nada, bastando manter o cadastro em dia e acompanhar a data de pagamento do próprio final de NIS.

Fonte oficialApurado no anúncio do governo e no calendário oficial do Ministério do Desenvolvimento Social.

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