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Economia

Juros a 14,25% e inflação a 4,64%: o que muda no bolso do campinense

Os principais indicadores da economia brasileira em julho de 2026 (Selic a 14,25% ao ano, IPCA acumulado em 4,64% e dólar acima de R$ 5) ajudam a explicar por que o crédito segue caro e os preços continuam pesando na feira e no supermercado de Campina Grande.

Fachada de supermercado com cartazes de preços em real de arroz, pão, batata e outros itens.
Foto: Mirna Wabi-Sabi / Unsplash
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Em julho de 2026, três números resumem o momento da economia brasileira: a taxa Selic em 14,25% ao ano, a inflação medida pelo IPCA em 4,64% no acumulado de 12 meses até junho, e o dólar cotado a R$ 5,07 no fechamento de 24 de julho. Juntos, eles explicam por que o crédito continua caro e por que os preços ainda pesam no orçamento de quem vive em Campina Grande.

Os dados são oficiais e públicos. A Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central; o IPCA, índice oficial de inflação, é calculado pelo IBGE; e a cotação do dólar vem do boletim PTAX, também do Banco Central. Nenhum deles é uma projeção da redação: são as referências que orientam desde a taxa do cartão até o preço do pãozinho.

Juros altos: o freio da economia

A Selic a 14,25% ao ano é o principal instrumento do Banco Central para conter a inflação. Quando a taxa básica sobe, todo o crédito da economia encarece: financiamento de casa e carro, cheque especial, cartão parcelado e empréstimo pessoal. A lógica é direta: com dinheiro mais caro, famílias e empresas gastam menos, e a demanda menor tende a segurar os preços.

Para o consumidor de Campina Grande, isso se traduz em prestações mais salgadas e em cautela na hora de tomar crédito. Para o comerciante, significa capital de giro mais caro e vendas a prazo mais difíceis.

Consumidor faz pagamento com cartão em uma maquininha no caixa de uma loja.
Juros altos encarecem o crédito e o parcelamento no cartão. Anna Tarazevich / Pexels

Inflação acima do teto da meta

O IPCA acumulado em 4,64% em 12 meses está acima do teto da meta de inflação, fixada em 3%, com intervalo de tolerância que vai até 4,5%. Estourar esse limite é justamente o que mantém os juros em patamar elevado: enquanto a inflação não converge para o centro da meta, o Banco Central tende a manter a política monetária apertada.

No dia a dia, a inflação aparece antes de tudo no supermercado e na feira. Alimentos, energia e combustíveis costumam ser os itens que mais mexem no índice, e são também os que o consumidor sente primeiro. Em junho, o IPCA subiu 0,16% no mês, uma variação modesta, mas que se soma a um acumulado que ainda corre acima do desejado.

Cédulas de real brasileiras de R$ 20, 50, 100 e 200 dispostas sobre fundo claro.
A inflação corrói o poder de compra do real ao longo do tempo. Ivo Brasil / Pexels

Dólar e o efeito na ponta

O dólar a R$ 5,07 influencia a economia mesmo de quem nunca viaja para fora. A moeda americana serve de referência para produtos importados, insumos industriais e combustíveis, cujo preço no mercado interno acompanha o câmbio e as cotações internacionais. Uma alta sustentada do dólar pressiona custos ao longo da cadeia, e parte dessa conta acaba chegando ao consumidor final.

O que observar a seguir

Os próximos capítulos desse cenário estão marcados no calendário oficial: as reuniões do Copom, que definem o rumo da Selic, e as divulgações mensais do IPCA pelo IBGE. É por esses dados, sempre com fonte e data, que o CG em Foco vai acompanhar como a economia nacional se reflete no custo de vida de Campina Grande, sem projeções e sem torcida.

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