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Palácio do Bispo, marco histórico de Campina Grande, pode virar centro cultural após restauração

Erguido no início dos anos 1950 para ser a residência do bispo diocesano, o Palácio Episcopal abriga hoje o gabinete do prefeito. A gestão municipal articula sua restauração e a transformação do casarão em espaço cultural.

Fachada do Palácio do Bispo, com colunas e escadaria, em Campina Grande.
Foto: Prefeitura de Campina Grande / Divulgação
Reunião na Prefeitura de Campina Grande em que foi discutida a restauração do Palácio do Bispo e sua conversão em centro cultural.
Prefeitura de Campina Grande / Divulgação
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Um dos casarões mais imponentes de Campina Grande, o antigo Palácio Episcopal — conhecido como Palácio do Bispo — pode passar por restauração e ser transformado em centro cultural. A articulação é conduzida pela Prefeitura Municipal, que ocupa o prédio com o gabinete do prefeito.

Localizado na rua Rio Branco, no centro da cidade, o edifício integra o acervo arquitetônico do período em que Campina Grande viveu sua maior expansão urbana, na primeira metade do século XX.

Um casarão dos anos 1950

Segundo os registros históricos, a construção do Palácio Episcopal começou em 15 de setembro de 1951 e foi concluída em 4 de agosto de 1952. O casarão foi erguido para ser a residência oficial do bispo diocesano de Campina Grande.

O terreno onde o prédio foi construído foi doado pelo comerciante de algodão Alvino Pimentel, uma das figuras influentes da cidade no auge do ciclo algodoeiro. Pimentel é lembrado, entre outros episódios, por ter hospedado em sua residência o então presidente da República Juscelino Kubitschek, em passagens por Campina Grande.

A residência de Alvino Pimentel, vizinha ao Palácio Episcopal, era apontada como uma das mais suntuosas da cidade. O imóvel existiu até 2014, quando foi vendido e demolido para dar lugar a um edifício comercial.

Do bispado ao gabinete do prefeito

Com o tempo, o Palácio Episcopal deixou de ser a morada do bispo e passou a abrigar funções administrativas. Atualmente, é a sede do gabinete do prefeito de Campina Grande.

A proposta em articulação prevê a restauração do casarão e sua conversão em um espaço cultural aberto à população, o que devolveria ao prédio um uso público e ajudaria a preservar mais um exemplar do patrimônio histórico da cidade.

Preservação do patrimônio

A eventual restauração do Palácio do Bispo se soma a outras discussões sobre a recuperação de imóveis históricos em Campina Grande, cidade que reúne um extenso acervo arquitetônico erguido entre as décadas de 1940 e 1950.

Os detalhes técnicos do projeto, o cronograma e a origem dos recursos ainda dependem de definição pela gestão municipal.

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