O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Campina Grande entrou na segunda fase de obras em abril de 2026, com a instalação de novos dormentes de concreto e a recuperação dos trilhos históricos que cortam a cidade.
Segunda fase: passagens de nível e cruzamentos
A principal etapa atual envolve a definição das passagens de nível nos cruzamentos da ferrovia com as vias de veículos. São pontos críticos de segurança viária que exigem sinalização específica, cancelas automatizadas e redesenho do trânsito local.
O projeto prevê 15,5 km de trilhos e 10 estações, conectando bairros periféricos ao centro da cidade e ao complexo do Parque da Estação Nova, que está sendo requalificado simultaneamente com investimento de R$ 44 milhões.
Integração com a requalificação urbana
O VLT é peça central de um pacote de mobilidade que inclui também a urbanização dos canais de Bodocongó e do Prado, a construção do Parque Linear do Severino Cabral e o prolongamento da Avenida Floriano Peixoto até o Arco Metropolitano.
A expectativa é que o sistema ferroviário urbano reduza o tempo de deslocamento em até 40% nos trajetos atendidos e diminua a pressão sobre o transporte por ônibus, que hoje opera com frota defasada.
O que já foi feito
Na primeira fase, concluída no início de 2026, foram recuperados os leitos ferroviários, removidos entulhos acumulados ao longo de décadas de abandono e iniciada a fabricação dos dormentes de concreto que substituirão as peças de madeira originais.
A geração de empregos no setor de construção civil de Campina Grande — que registrou saldo positivo de 95 vagas só em abril — é parcialmente impulsionada por obras de infraestrutura como o VLT.
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