A Unidade de Pronto Atendimento Dr. Raimundo Maia, no bairro do Alto Branco, recebeu qualificação do Hospital do Coração (HCor) de São Paulo para atender pacientes com infarto agudo do miocárdio e arritmias cardíacas. A capacitação integra o projeto Melhores Práticas em Cardiologia e Emergências Cardiovasculares, parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).
O que muda no atendimento cardíaco de urgência?
Antes da qualificação, pacientes com sintomas cardíacos atendidos na UPA do Alto Branco eram estabilizados e transferidos a hospitais com suporte cardiológico. Com o treinamento do HCor, a equipe médica e de enfermagem passou a aplicar protocolos padronizados de diagnóstico e tratamento inicial — o que reduz o intervalo entre o início dos sintomas e a primeira intervenção terapêutica. Esse intervalo, conhecido como “tempo porta-agulha” no caso de infartos, é determinante para o prognóstico do paciente.
O Proadi-SUS é o mecanismo pelo qual hospitais filantrópicos de excelência — como HCor, Albert Einstein, Sírio-Libanês e Moinhos de Vento — transferem conhecimento e tecnologia a unidades públicas de saúde em todo o Brasil. A contrapartida é a isenção de contribuições fiscais concedida a essas instituições pelo governo federal.
Qual a capacidade da rede de urgência de Campina Grande?
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou que a rede de urgência e emergência realizou 8.444 atendimentos entre 1º e 7 de junho de 2026. O volume distribui-se entre seis unidades:
A UPA Dinamérica (Dr. Adhemar Dantas), na zona sul, concentrou a maior demanda: 2.269 atendimentos na semana. A UPA do Alto Branco registrou 1.821. O Hospital Municipal Dr. Edgley atendeu 1.433 pacientes, e o Hospital Pedro I, 1.432. O Hospital da Criança e do Adolescente somou 841 atendimentos, e o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), referência materno-infantil e em gestações de alto risco, realizou 648 procedimentos no período.
Qual a importância regional da rede de saúde campinense?
Campina Grande funciona como polo de saúde para mais de 200 municípios do interior da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. A cidade concentra hospitais de referência em trauma, oncologia, nefrologia e saúde materno-infantil, além de faculdades de medicina na UFCG e na Unifacisa.
A qualificação cardiovascular da UPA do Alto Branco amplia a capacidade de atendimento pré-hospitalar numa região onde doenças cardiovasculares figuram entre as principais causas de morte, segundo dados do Sistema de Info
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