A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI) da Prefeitura de Campina Grande divulgou os projetos selecionados para o programa Impulse Campina 2026, iniciativa que oferece aceleração, mentorias e capacitação a empreendedores com ideias de base tecnológica. O objetivo, segundo a Prefeitura, é transformar projetos em fase inicial em negócios estruturados e fortalecer o ecossistema de inovação local.
Como funciona o Impulse Campina?
O programa recebeu inscrições de empreendedores com projetos em fase de ideação ou validação. Os selecionados passam por ciclo de aceleração que inclui capacitações técnicas — modelagem de negócios, validação de mercado, planejamento financeiro —, mentorias individuais com profissionais do setor e acompanhamento especializado da SECTI.
O Impulse Campina é a principal iniciativa municipal voltada a startups em estágio pré-operacional. Diferencia-se de programas como o Startup Weekend, focado em maratonas de 54 horas, e do Workshop de Startups, de caráter expositivo. A proposta é acompanhamento continuado ao longo de meses.
Qual a infraestrutura do ecossistema de inovação em Campina Grande?
O município reúne componentes que, segundo diagnóstico do Sebrae-PB, formam um ecossistema de inovação em estágio intermediário de maturação.
No pilar acadêmico, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) concentra o Centro de Ciências e Tecnologia (CCT), o laboratório VIRTUS — referência em sistemas embarcados e IoT — e o Centro de Inovação e Tecnologia Telmo Araújo (CITTA), que funciona como hub de conexão entre universidade, empresas e poder público. A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) complementa a base de formação com cursos de graduação e pós-graduação.
O Sebrae-PB coordena o Núcleo do Ecossistema de Inovação, que adota modelo “figital” — combinação de interações presenciais e digitais — para conectar universidades, empresas de base tecnológica, órgãos públicos e entidades de fomento.
Quais os desafios do polo tecnológico campinense?
Apesar da base acadêmica consolidada, Campina Grande enfrenta gargalos recorrentes: retenção de talentos — parte dos egressos de computação e engenharia migra para capitais ou trabalho remoto internacional —, acesso limitado a capital de risco e escala restrita do mercado local.
O Impulse Campina tenta atacar o primeiro e o segundo gargalo simultaneamente: ao capacitar empreendedores locais, reduz a dependência de oportunidades externas; ao estruturar negócios, facilita a captação de investimento em etapas posteriores.
Os resultados do programa serão divulgados pela SECTI ao término do ciclo de aceleração. A Prefeitura não informou quantos pro
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