Campinense e Treze disputam apenas o Campeonato Paraibano em 2026. Nenhum dos dois clubes de Campina Grande garantiu vaga na Série D do Campeonato Brasileiro, e ambos ficarão sem competição nacional pela primeira vez desde 2007 — intervalo de quase duas décadas. A situação reflete a crise financeira crônica que atinge os dois representantes da segunda maior cidade da Paraíba no futebol profissional.
Qual a situação financeira do Treze?
O Treze Futebol Clube atravessa crise institucional aguda. O presidente Artur Bolinha anunciou renúncia do cargo e revelou que o clube acumula dívida de aproximadamente R$ 40 milhões, incluindo passivos trabalhistas, tributários e com fornecedores. A saída de Bolinha expôs disputas internas sobre a condução financeira do Galo da Borborema.
A dívida compromete a capacidade do clube de montar elenco competitivo para disputar divisões nacionais. Na última participação na Série D, o Treze não avançou da fase de grupos, e o custo de deslocamento para jogos fora da Paraíba agravou o déficit.
E o Campinense?
A Raposa Grandesertaneja enfrenta cenário semelhante, ainda que menos exposto publicamente. O clube acumula passivo financeiro e sofreu penhora parcial de terrenos de sua propriedade em processos judiciais. A montagem de elenco para 2026 ocorreu com orçamento restrito, limitando contratações a jogadores com vínculo de curta duração.
Apesar das dificuldades, o Campinense venceu o 421º Clássico dos Maiorais, disputado em 8 de fevereiro de 2026, no Estádio Amigão, por 1 a 0. O gol saiu em cobrança de pênalti de Éverton Heleno, no primeiro tempo.
O que está em jogo no Campeonato Paraibano?
O Paraibano 2026, única competição oficial dos dois clubes na temporada, mantém formato de turno único com oito participantes. As fases de semifinal e final são disputadas em jogos de ida e volta, totalizando 13 datas até a definição do campeão estadual.
A conquista do título garante vaga na Copa do Nordeste e na Série D de 2027 — a porta de entrada para o calendário nacional. Para Campinense e Treze, o Paraibano deixou de ser uma etapa preparatória e tornou-se a única chance de acesso a receitas de televisão, patrocínio regional e bilheteria fora do estado.
O futebol de Campina Grande, que na década de 1990 chegou a ter representantes na segunda divisão nacional, vive seu momento de maior retração competitiva. Sem receitas de competi
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