A Polícia Civil da Paraíba prendeu o delegado Braz Morroni e os agentes Everton Aires (“Bomba”) e Eduardo Jorge (“Mão Branca”) após investigação que revelou ação irregular com um suspeito de tráfico de drogas no Conde, na Grande João Pessoa. A operação, que teve início em fevereiro de 2025, aponta envolvimento dos policiais em esquema criminoso, com movimentação estimada em R$ 10 milhões em quatro anos.
Delegado e Agentes Presos por Suspeita de Colaboração com Traficantes O delegado Braz Morroni, da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), e os agentes Everton Aires (“Bomba”) e Eduardo Jorge (“Mão Branca”) foram presos após uma investigação de mais de um ano, liderada pela Polícia Civil da Paraíba com apoio do GAECO. O vídeo obtido pela TV Cabo Branco mostra os policiais entrando em uma residência no Conde, na companhia do suspeito de tráfico “Galinha”, sob pretexto de uma denúncia anônima sobre tráfico de drogas. A ação, segundo a denúncia, foi intimidatória contra uma mulher gestante e sua avó.
Detalhes da Investigacão

A investigação, que analisou mais de 40 mil áudios, revelou um esquema no qual policiais desviavam drogas para revenda, com o delegado Braz Morroni recebendo repasses financeiros e utilizando sua posição para proteger o grupo. Everton Aires atuava como operador central, enquanto Eduardo Jorge participava diretamente das subtrações e manipulava rastreadores. A operação “Perfídus” cumpriram 8 dos 9 mandados de prisão expedidos.
Contexto Local

Embora a operação tenha ocorrido na Grande João Pessoa, o caso tem relevância para Campina Grande devido à atuação do delegado Braz Morroni na cidade. Anteriormente, ele atuou na 4ª Delegacia Distrital de Campina Grande. A cidade, polo tecnológico e universitário da região, espera transparência nas investigações sobre eventuais ramificações locais do esquema.
Desdobramentos

A Justiça manteve a prisão temporária dos três policiais durante audiência de custódia. Foram cumpridos também 24 mandados de busca e apreensão. Além disso, cerca de R$ 10 milhões foram bloqueados dos investigados. A defesa do delegado Braz Morroni destacou o direito à presunção de inocência.
A reportagem não detalhou as próximas etapas específicas da investigação ou possíveis implicações adicionais para Campina Grande.
Fonte: . - Vídeo mostra agentes e delegado presos na PB em ação irregular com suspeito de tráfico
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